BTG corta preço-alvo da Petrobras (PETR4) em R$ 14 e mira nova petroleira; veja motivos e oportunidades
Queda no preço do petróleo pressiona Petrobras, mas analistas ainda enxergam potencial de valorização

A Petrobras (PETR4) começou 2025 com o pé direito. As ações vinham em trajetória de alta, impulsionadas pelos bons resultados da companhia, mas o cenário macroeconômico tratou de jogar um balde de água fria nas expectativas — e desta vez o BTG Pactual decidiu revisar suas projeções.
As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudaram o jogo. A decisão derrubou o preço do petróleo de US$ 85 para a casa dos US$ 60, um baque direto sobre a principal commodity da petroleira.
Para os analistas, esse novo patamar deve perdurar por um bom tempo. Diante do cenário, o BTG Pactual revisou para baixo o preço-alvo das ações da Petrobras: de R$ 58 para R$ 44, uma diferença de R$ 14. Mesmo assim, segundo o relatório, ainda existe um potencial de valorização de 37%.
- LEIA TAMBÉM: Após máxima histórica, analistas do BTG Pactual defendem que o Ibovespa ainda pode saltar até 8% – quais ações estão preparadas para aproveitar esse cenário?
A Petrobras e o petróleo em queda
Os analistas agora projetam o petróleo Brent a US$ 65, ante os US$ 70 anteriores, com custos de extração ligeiramente acima das expectativas e uma trajetória de capex (investimentos) mais alinhada ao guidance (projeções) da companhia.
Esse novo cenário resulta em maior alavancagem e menor flexibilidade para distribuição de dividendos, segundo o banco.
“Continuamos vendo a Petrobras como uma operadora de alta qualidade, mas com um potencial de valorização mais contido no curto prazo”, escrevem os analistas.
De acordo com o BTG, como em qualquer empresa do setor, o potencial de dividendos da Petrobras está diretamente ligado ao preço do petróleo.
Leia Também
“Com o petróleo mais baixo e maior intensidade de capex, por conta da estratégia de adoção de FPSOs (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo e Gás, em português) próprios (em vez de leasing), a margem para distribuições agora é mais estreita.”
Os analistas estimam um dividend yield de 12% para 2025 e de 14% para 2026, mas alertam que o balanço de riscos está enviesado para o lado negativo.
“Embora a mudança para FPSOs próprios possa reduzir custos no longo prazo, ela exige maiores desembolsos iniciais de capital — justamente em um momento de pressão sobre os preços do petróleo.”
- E MAIS: Com Selic a 14,75% ao ano, ‘é provável que tenhamos alcançado o fim do ciclo de alta dos juros’, defende analista – a era das vacas gordas na renda fixa vai acabar?
O que pode mudar o jogo?
Na visão do BTG, três cenários poderiam melhorar a perspectiva da companhia:
- Recuperação do Brent para a faixa entre US$ 70 e US$ 75, o que aumentaria de forma significativa a capacidade de pagamento de dividendos;
- Capex abaixo das estimativas, algo historicamente comum na Petrobras, o que poderia liberar caixa no curto prazo;
- Ciclo eleitoral de 2026, que pode começar a influenciar positivamente o sentimento de mercado, a depender de maior visibilidade macroeconômica e fiscal — com impacto direto no risco-país e no custo de capital do acionista.
“A Petrobras pode não ser mais o destaque óbvio de antes, mas continua atrativa. A combinação de ativos de base sólidos, competitividade em custos e um dividend yield razoável ainda oferece valor dentro do setor de produção na América Latina”, conclui o BTG.
PRIO sai ganhando
Apesar de manter uma visão construtiva sobre a Petrobras, o BTG prefere a PRIO (PRIO3), citando maior potencial de valorização e flexibilidade no capex, o que proporciona maior alavancagem ao preço do petróleo, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.
Na semana passada, o banco reduziu o preço-alvo da PRIO de R$ 68 para R$ 65, o que ainda representa um potencial de valorização de cerca de 60%.
* Com informações do Money Times
RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO