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OxyCem, empresa comprada pela Berkshire Hathaway, é uma divisão petroquímica da Occidental Petroleum e fabrica produtos para tratamento de água, reciclagem, entre outros
A companhia Berkshire Hathaway (BERK34), do megainvestidor Warren Buffett, fechou um acordo para adquirir a divisão petroquímica da Occidental Petroleum, a OxyChem. A área foi comprada por US$ 9,7 bilhões (aproximadamente R$ 51,7 bilhões).
Essa é a maior transação da Berkshire desde 2022. A empresa desembolsou quase US$ 13 bilhões para obter a seguradora Alleghany naquele ano. Há tempos a companhia vinha fazendo caixa, apenas efetuando vendas, mas nenhuma nova aquisição.
A nova compra de Warren Buffett deve ser concluída no quarto trimestre de 2025 (4T25) e está sujeita a aprovações regulatórias e outras condições habituais de fechamento.
Depois do anúncio, por volta das 15h30, os BDRs da Berkshire tiveram alta de 1,30% na B3, a RS$ 134,01.
A OxyChem é uma divisão da Occidental Petroleum, uma empresa norte-americana de energia e exploração de petróleo e gás natural.
A área é responsável por fabricar e comercializar produtos químicos usados no tratamento de água, na reciclagem de baterias e na produção de papel.
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Além de ter comprado a OxyChem, a Berkshire tem participação de 28,2% nas ações da Occidental, o que a torna a principal investidora da empresa de energia.
A primeira interação entre a Occidental e a Berkshire foi em 2019. Na época, a empresa de Buffett ajudou a financiar a compra da Anadarko Petroleum e recebeu, em troca, ações preferenciais e garantias para comprar ações ordinárias. O valor investido pela Berkshire foi de US$ 10 bilhões.
De acordo com informações da Occidental, US$ 6,5 bilhões do valor total da venda vão ser usados para o pagamento de dívidas. Com isso, a empresa pode chegar perto de atingir uma meta: deixar seu nível de dívidas abaixo de US$ 15 bilhões.
Esse objetivo foi definido em dezembro de 2023, quando a empresa adquiriu uma produtora de petróleo de xisto, a CrownRock, por US$ 12 bilhões.
O vice-presidente de operações não relacionadas a seguros na Berkshire, Greg Abel, diz estar “ansioso para receber a OxyChem como uma subsidiária operacional”.
É importante lembrar que a OxyChem pode ser uma boa parceira para o grupo químico Lubrizol, instituição que Buffett comprou em 2011 por US$ 9 bilhões. Essa foi a última vez que Buffett fez um acordo no setor químico.
A compra da OxyChem, portanto, transforma a Berkshire na controladora de uma das maiores produtoras petroquímicas independentes do mundo. Com isso, a empresa poderá concorrer com outros grupos independentes, como Dow Chemical e LyondellBasell.
A compra da OxyChem pode ser a última grande aquisição da Berkshire sob as ordens de Warren Buffett. O CEO, que tem 95 anos e deixará o cargo de CEO no final deste ano, não foi mencionado nos comunicados sobre o novo negócio.
O protagonista de toda a divulgação do contrato foi o vice-presidente de operações não relacionadas a seguros na Berkshire, Greg Abel, que assumirá a posição de CEO da companhia de investimentos de Buffett em 2026.
Isso não quer dizer que Buffett deixará a empresa por completo. Ele vai ser o presidente do conselho administrativo da empresa e vai opinar sobre as formas em que a companhia poderá gastar suas reservas de dinheiro.
O conglomerado de Buffett tem, hoje, mais de US$ 340 bilhões em caixa e está próximo de bater um novo recorde.
A Berkshire, adquirida por Warren há quase 60 anos, tem ações de várias empresas gigantes de mercado. Alguns exemplos são Apple, Coca-Cola, Bank of America e American Express.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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