O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A cervejaria holandesa anunciou um programa de recompra de ações de 1,5 bilhão de euros, com o objetivo de “retornar capital adicional aos acionistas”
A Heineken ofereceu aos investidores um balanço amargo em 2024 — mas entregou um chope bem tirado no anúncio de uma recompra de ações bilionária.
Do lado dos resultados, a cervejaria holandesa teve um lucro líquido de 978 milhões de euros no ano passado.
A cifra veio bem menor do que o ganho de 2,3 bilhões de euros apurado no ano anterior e também ficou abaixo da previsão de analistas, que projetavam ganhos de 1,39 bilhão de euros.
Já o lucro líquido ajustado da Heineken — uma das métricas preferidas da companhia, no padrão contábil “Beia”, antes de “itens excepcionais e amortização de ativos intangíveis” — cresceu 7,3% no ano passado, a 2,74 bilhões de euros.
Apenas no quarto trimestre de 2024, a receita que exclui itens excepcionais teve expansão anual de 4,7%, a 7,47 bilhões de euros, ligeiramente abaixo do consenso, de 7,49 bilhões de euros.
Os volumes de cerveja consolidados, incluindo Heineken e mais de 300 outras marcas como Amstel, Red Stripe, Sol e Desperados, tiveram expansão orgânica de 1,8% no trimestre, superando a projeção, de alta de 0,6%. Ao longo de 2024, os volumes mostraram avanço de 1,6%.
Leia Também
“Prevemos desafios macroeconômicos contínuos que podem afetar nossos consumidores, incluindo sentimento fraco do consumidor na Europa, volatilidade, pressões inflacionárias e desvalorizações cambiais em mercados em desenvolvimento e flutuações geopolíticas mais amplas. Nossa perspectiva para 2025 reflete nossa avaliação atual desses fatores. Mas, para o ano inteiro, prevemos crescimento contínuo de volume e receita”, disse a Heineken, em nota.
Se o resultado veio com “água no chope”, a Heineken distribuiu alguns dedos de colarinho entre os investidores com o anúncio de um programa de recompra de ações de 1,5 bilhão de euros.
“Em 2024, alcançamos uma desalavancagem significativa, terminando bem dentro de nossa meta de estrutura de capital, apoiados por um forte fluxo de caixa operacional livre superior a 3 bilhões de euros. Consequentemente, estamos bem posicionados para retornar capital adicional aos acionistas”, afirmou a companhia.
Vale lembrar que a recompra é justamente uma das maneiras que uma empresa pode escolher para dar retorno para o acionista, em uma espécie de “pagamento indireto de dividendos” aos investidores.
Afinal, caso a companhia opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por acabar com uma participação proporcionalmente na empresa maior após a operação — e consequentemente ter direito a uma fatia maior do lucro e dos proventos no futuro.
No caso da Heineken, o objetivo é justamente cancelar todos os papéis que forem adquiridos na operação. Além disso, segundo a empresa, a Heineken Holding, acionista majoritária da empresa, pretende participar proporcionalmente à sua participação acionária.
Simultaneamente, a holding pretende executar um programa de recompra de ações de dois anos, por um valor agregado de até cerca de 750 milhões de euros, usando os recursos de sua participação proporcional na operação da controlada.
As ações da Heineken reagiram positivamente às expectativas de maior retorno aos acionistas, e saltavam 12,83% na bolsa de valores de Amsterdam no início do pregão.
Os resultados da Heineken costumam ser acompanhados de perto pelo mercado em busca de pistas para os números da Ambev (ABEV3), líder de mercado no Brasil.
A companhia deve divulgar o balanço do 4T24 no dia 26 de fevereiro de 2025, antes da abertura dos mercados. Você confere aqui o calendário completo de divulgações.
Na projeção do BTG Pactual, a gigante brasileira das bebidas deve navegar por ventos contrários, com volumes em queda e preços pressionados.
Para os analistas, o perfil de risco-retorno das ações da Ambev melhorou com base nos múltiplos de valuations, mas é improvável que os resultados do 4T24 mudem o sentimento do investidor. Muito pelo contrário, aliás.
“Os volumes estão desacelerando, os preços permanecem modestos, os ventos favoráveis de custos devem reverter em breve com base nas tendências de câmbio e commodities”, avaliaram os analistas.
Segundo o banco, apesar da projeção de preços médios maiores, eles não parecem suficientes para “despertar esperanças de um momento operacional mais forte”.
Além disso, um mercado competitivo pode limitar a capacidade da Ambev de comandar o repasse de preços sem arriscar perder sua participação de mercado.
“Como player dominante em uma indústria amplamente madura, o crescimento dos lucros de longo prazo da Ambev depende muito da manutenção do poder de precificação sustentável. Um cenário competitivo mais desafiador pode minar isso.”
Dada a falta de catalisadores de curto prazo, o BTG manteve recomendação neutra para as ações ABEV3, afirmando que trata-se de “uma tese de valor que pode se tornar uma armadilha”.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco
Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026
Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional
O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas
Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço
O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes
Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis
A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados
Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro
Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco
O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços
Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.
Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista
Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão
Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço
No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio