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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

APÓS DECISÃO FAVORÁVEL DO CARF

B3 (B3SA3) não precisa de rali da bolsa para se tornar atraente: a hora de investir é agora, diz BTG Pactual

Para os analistas, a operadora da bolsa brasileira é mais do que apenas uma aposta em ações — e chegou o momento ideal para comprar os papéis B3SA3

Camille Lima
Camille Lima
13 de março de 2025
11:02 - atualizado às 17:35
B3 (B3SA3), operadora da bolsa brasileira, ações, mercados, Ibovespa, renda variável
Espaço B3, da B3 (B3SA3), operadora da bolsa brasileira. - Imagem: Divulgação

Ainda que os investidores estejam ávidos por um bull market das ações brasileiras, o BTG Pactual está confiante que a operadora da bolsa não precisa de um rali para se tornar atraente: a hora de investir na B3 (B3SA3) é agora.

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A notícia de uma decisão favorável no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) destravou o último gatilho que faltava para animar os analistas do banco com a operadora da bolsa brasileira.

Na noite passada, a B3 informou que o Carf cancelou definitivamente o auto de infração da Receita Federal que questionava a amortização do ágio fiscal da incorporação da Bovespa Holding, em maio de 2008. O valor atualizado do processo no fim de 2024 era de R$ 5,77 bilhões.

O desenrolar positivo dessa história, acrescido ao valuation deprimido das ações B3SA3, levou o BTG a elevar a recomendação para a B3, de neutro para compra.

Os analistas mantiveram o preço-alvo de R$ 13,50 para os próximos 12 meses, o que implica uma valorização de cerca de 28,5% em relação ao fechamento anterior — isso já considerando o retorno estimado aos acionistas de cerca de 10%, considerando dividendos e recompra de ações.

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No pregão desta quinta-feira (13), os papéis da operadora da bolsa brasileira lideram os ganhos Ibovespa durante todo o dia, terminando a sessão com alta de 10,57%, a R$ 11,61. O Seu Dinheiro contou como foi o dia dos mercados e você pode conferir aqui.

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A disputa com a Receita

A batalha entre a B3 (B3SA3) e a Receita Federal se estende há anos, com cinco autos de infração relacionados à fusão entre as antigas Bovespa e BM&F, que ocorreu há mais de 15 anos.

Os dois primeiros casos foram perdidos devido a votos empatados no Carf, enquanto o terceiro foi vencido em 2024, levando a sua resolução definitiva e estabelecendo um precedente favorável para os casos restantes. 

O quarto caso, em revisão pela câmara superior do Carf até agora, também recebeu uma decisão favorável.

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Agora, a câmara superior do Carf decidiu unanimemente a favor da B3 e a decisão é final, mas não impactará os demonstrativos financeiros da empresa, pois não havia sido provisionada anteriormente.

Na avaliação do mercado, essa decisão deve melhorar significativamente as perspectivas para o caso final da B3, que ainda deverá ser julgado. 

“Para nós, isso representa um grande evento de redução de riscos, especialmente para investidores estrangeiros que acompanham de perto a B3 e têm perguntado consistentemente sobre essa questão ao longo dos anos sem uma resposta clara”, avaliou o BTG.

Vale lembrar que a B3 ainda tem R$ 5,3 bilhões em processos fiscais pendentes relacionados aos casos de ágio restantes para os anos de 2008 a 2011 e 2017.

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B3 (B3SA3) não precisa de rali para ser atraente

Ao pensar na B3, muitos investidores associam imediatamente a operadora da bolsa de valores apenas ao mercado de ações brasileiro.

No entanto, o BTG Pactual acredita que a B3 transcende essa visão tradicional, representando uma oportunidade de investimento que vai além do que uma mera aposta em ações.

A empresa diversificou tanto o modelo de negócios que o desempenho das ações brasileiras têm perdido cada vez mais relevância nos resultados da empresa nos últimos anos.

“Dada a diversificação e a diluição significativa das receitas de renda variável nos últimos anos, a B3 parece estar muito próxima do piso em termos de resultados”, avaliou o BTG.

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Para os analistas, apesar da qualidade dos resultados da operadora da bolsa ter melhorado, a ação continua sendo negociada a múltiplos historicamente baixos, enquanto oferece um rendimento atrativo de retorno aos acionistas.

Isso torna as ações B3SA3 uma boa opção defensiva entre os nomes de índice beta mais alto — cuja volatilidade costuma acompanhar as mudanças de cenário macroeconômico — no Brasil. 

“Apesar do aumento do ruído sobre a concorrência nos últimos meses, a gestão da B3 tem enviado uma mensagem construtiva para 2025. Não sabemos quando a reavaliação ocorrerá ou quando os volumes surpreenderão, mas a assimetria para nós parece inclinada para o lado positivo. Portanto, acreditamos que é finalmente hora de elevar as coisas para o próximo nível. Compre.”

O Goldman Sachs também tem recomendação de compra para as ações B3SA3. A perspectiva construtiva deve-se ao valuation depreciado da operadora da bolsa, atualmente negociada a um múltiplo de 10,9 vezes o preço/lucro estimado para 2025.

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O múltiplo não só está 37% abaixo da média histórica, de 17,4 vezes, como também está aquém da média de valuation das bolsas globais, que negociam a 25,1 vezes.

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