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Isabelle Miranda

Isabelle Miranda

Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.

TURBULÊNCIA NO AR

Azul (AZUL4) obtém financiamento adicional de R$ 600 milhões em meio à queda das ações

Azul enfrenta turbulências com ações em baixa, dívida elevada e nova captação de R$ 600 milhões para manter operações

Isabelle Miranda
Isabelle Miranda
30 de abril de 2025
16:48 - atualizado às 16:53
Azul enfrenta turbulências com ações em baixa, dívida elevada e nova captação de R$ 600 milhões para manter operações

A companhia aérea Azul (AZUL4) anunciou nesta quarta-feira (30) a captação de um financiamento adicional de R$ 600 milhões junto a credores atuais. 

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A medida tem como objetivo reforçar a liquidez da empresa — que enfrenta forte pressão do mercado após uma oferta de ações abaixo do esperado e a crescente desvalorização de seus papéis na bolsa.

Nesta quarta-feira, por volta das 16:35 horas (horário de Brasília), as ações da companhia aérea estavam sendo negociadas a R$ 1,58 — uma queda de 9,20%.

Só neste ano, o papel já acumula desvalorização acima de 50%, após ter sido a pior ação do Ibovespa em 2024, com uma queda de 77,89%.

Captação frustra expectativas, e ações da AZUL4 recuam

O novo aporte ocorre dias após a Azul concluir uma oferta primária de ações que visava levantar até US$ 4,1 bilhões, mas arrecadou apenas US$ 1,66 bilhão. A frustração do mercado com o resultado da captação contribuiu para uma forte queda nas ações da empresa nos últimos dias. 

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Na B3, os papéis preferenciais da Azul (AZUL4) acumulam desvalorização significativa desde a semana passada.

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A oferta envolveu a emissão de 464,1 milhões de ações preferenciais, elevando o capital social da companhia para R$ 7,13 bilhões. Como parte de seu plano de reestruturação, a empresa também emitiu cerca de 450,5 milhões de ações preferenciais para detentores de títulos e outras 96 milhões de ações para arrendadores de aeronaves. 

A operação foi viabilizada por meio da emissão de notas garantidas em reais, com vencimento em seis meses, garantidas por recebíveis de cartões de crédito e débito que vieram das operações de transporte de passageiros da Azul

Segundo a Azul, a transação não exigiu alterações ou renúncias em relação às suas notas garantidas e debêntures conversíveis já existentes.

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Cade analisa acordo com GOL enquanto Azul negocia fusão com holding Abra

Outro fator que pressionou os ativos da Azul foi a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de investigar o acordo de codeshare com a GOL, firmado em julho de 2024. A prática de compartilhamento de voos, que envolve cerca de 40 rotas, passa a ser formalmente avaliada pelo órgão antitruste.

Em paralelo, a Azul discute há meses com a holding Abra, controladora da GOL, uma possível fusão das operações. As conversas foram formalizadas por meio de um memorando de entendimento assinado em janeiro. 

Caso o negócio avance, o grupo combinado poderá controlar até 60% do mercado doméstico, ultrapassando a chilena LATAM, que detém cerca de 40%.

Dívida elevada desafia liquidez

Dados do InvestingPro apontam que a Azul tem uma dívida total de US$ 6,07 bilhões, com índice de liquidez corrente de apenas 0,27, revelando dificuldades para cobrir obrigações de curto prazo. 

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Mesmo assim, analistas da plataforma indicam que as ações da empresa estão sendo negociadas abaixo do valor justo.

Em nota, a Azul reiterou seu compromisso de fortalecer sua estrutura financeira e de manter o mercado informado sobre os próximos passos estratégicos. 

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