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A mineradora está prestes a lançar uma oferta pública de ações (IPO) nos Estados Unidos e levar as ações para a Nasdaq. O que isso significa para o investidor?
Em um cenário de tensões geopolíticas crescentes, o ouro volta a brilhar como um porto seguro nas carteiras de investimentos — e a Aura Minerals (AURA33) quer aproveitar o momento para se destacar ainda mais. Depois de quase uma década com suas ações negociadas na bolsa de Toronto, a mineradora agora mira novos horizontes e se prepara para desembarcar em Wall Street.
A empresa está prestes a lançar uma oferta pública de ações (IPO) nos Estados Unidos e levar suas ações para a Nasdaq, sob o ticker AUGO.
A operação representa a transição da Aura do Canadá para os EUA — mas, por enquanto, sem alterar o programa de BDRs da mineradora na bolsa brasileira.
Ainda não se sabe ao certo qual será o número de ações da oferta ou a faixa de preço estipulada para os papéis.
De acordo com informações do Valor, tanto o lançamento do IPO da Aura Minerals quanto a definição do preço por ação devem acontecer ainda nesta semana — e, segundo o jornal, a mineradora deve captar em torno de US$ 300 milhões com a listagem nos EUA.
O objetivo da listagem da Aura Minerals na Nasdaq, segundo a empresa, é “destravar valor para seus acionistas, ampliar a liquidez de suas ações e consolidar essa liquidez no mercado de capitais norte-americano”, abrindo novas portas e ampliando sua presença em um dos maiores centros financeiros do mundo.
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Procurada pelo Seu Dinheiro, a Aura não havia retornado o contato até o momento de publicação desta matéria.
Apesar do desempenho estelar da Aura Minerals na bolsa, a avaliação do mercado é que a estreia nos EUA pode destravar ainda mais valor para os papéis da mineradora.
Só nos últimos 12 meses, os BDRs da AURA33 dispararam mais de 214% na B3, com uma alta acumulada de 105% apenas em 2025.
Uma oferta de ações era uma demanda antiga entre os investidores da Aura, que esperam que essa operação resolva uma questão crucial: a liquidez das ações da mineradora.
Com a listagem na Nasdaq, a Aura busca ampliar seu free float, o que deve facilitar a negociação dos papéis e reduzir as preocupações sobre a falta de volume no mercado e volatilidade.
Mas o IPO vai além da liquidez. Segundo analistas, a listagem na Nasdaq também pode impactar positivamente os múltiplos da companhia.
Davi Malveira, da Perfin Equities, vê a Aura como uma mineradora com bons fundamentos, comprometida com dividendos, com uma estrutura de capital sólida e uma alocação de recursos eficiente.
Mas, apesar dos atributos, o analista avalia que a empresa está sendo negociada com um desconto significativo quando comparada com outros players internacionais.
“O mercado americano é muito mais bem precificado do que o canadense, então muitas empresas optam pelo IPO nos EUA na expectativa de uma precificação melhor em uma moeda de ação mais forte para possíveis M&As”, disse o analista.
Nas projeções de Malveira, o IPO poderia fechar o desconto da Aura em relação aos pares internacionais, com uma valorização de cerca de 15% a 20% nos preços de tela dos BDRs na B3. Importante lembrar que a Perfin Equities tem participação na mineradora.
Em meio à expectativa com o IPO nos EUA, o otimismo em torno da Aura Minerals (AURA33) continua crescendo, e a XP Investimentos não ficou de fora dessa onda positiva.
Os analistas mantiveram sua recomendação de compra e fixaram um preço-alvo de R$ 70 para os BDRs da mineradora neste ano. Essa projeção indica uma valorização de 45,5% em relação ao último fechamento.
“Apesar de um ganho de 395% no preço das ações desde janeiro de 2024, continuamos otimistas com as ações da Aura, com mais vantagens apoiadas por uma perspectiva positiva do preço do ouro, por uma criação contínua de valor por meio de projetos de alto retorno e uma próxima oferta pública nos EUA”, escreveram os analistas.
O valuation da Aura Minerals também continua atraente aos olhos da XP. A mineradora está negociando a um múltiplo de 5,2 vezes o lucro estimado para 2026 e de 3,8 vezes o valor da firma (EV) sobre o Ebitda projetado para o ano que vem.
“Embora seja razoável esperar um múltiplo mais baixo para uma mineradora júnior, acreditamos que há potencial de upside para um re-rating no valuation, já que o mercado precifica uma produção mais alta após aquisições recentes e fatores na valorização dos preços do ouro.”
Há um terceiro fator que chama a atenção do mercado quando o assunto é a Aura Minerals: o ouro. Em tempos de incertezas globais, a demanda por ativos resilientes, como é o caso da commodity metálica, cresce exponencialmente.
Na leitura de Rodrigo Santoro Geraldes, head de equities da Bradesco Asset Management, em um cenário de escalada das tensões geopolíticas, todo investidor quer, de alguma forma, incluir o ouro em sua carteira.
E, com o IPO da Aura Minerals prestes a ser lançado nos Estados Unidos, a mineradora se posiciona como uma das principais opções para investidores tanto locais quanto estrangeiros.
“Todo mundo quer fazer esse play de ouro de alguma maneira. Uma vez que a empresa consiga listar suas ações lá fora, ela se torna uma alternativa para um universo muito maior de investidores”, explicou o gestor.
A expectativa dos gestores e analistas é de que o aumento no preço do ouro se combine com os catalisadores operacionais da mineradora.
“Dado o histórico da Aura de compensar o esgotamento de minas convertendo recursos em reservas e alocar capital em projetos de agregação de valor e fusões e aquisições (M&As), ainda vemos espaço para a empresa aumentar a duration de seu portfólio e o potencial de upside de sua base de ativos”, disse a XP.
Além do contexto geopolítico tenso, com a guerra entre Rússia e Ucrânia e a entrada dos EUA no conflito envolvendo o Irã e Israel, outro fator que tende a impulsionar os preços do ouro é a busca relevante dos bancos centrais pela commodity.
“Nossa visão para o ouro é construtiva. Pode até haver uma correção aqui ou ali, mas, pelo menos nos próximos anos, a commodity deve permanecer em níveis interessantes”, afirmou o analista da Perfin.
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