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NA MIRA DA XERIFE

Ambipar (AMBP3): gestora ganha prazo extra da CVM para lançar oferta por ações da companhia

A gestora entrou no radar da CVM no ano passado, quando a disparada sem precedentes das ações da Ambipar intrigou o mercado

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5 de abril de 2025
12:02 - atualizado às 14:51
Unidade da Ambipar (AMBP3)
Unidade da Ambipar (AMBP3). - Imagem: Divulgação

No calendário da Trustee, 21 de abril estava marcado como um dia decisivo. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia estabelecido a data como o prazo final para que a gestora fizesse uma oferta pública de aquisição (OPA) da Ambipar (AMBP3). Porém, na noite de sexta-feira (4), a xerife do mercado de capitais estendeu o limite para 7 de maio.

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A gestora — cujos fundos têm como cotista o empresário Nelson Tanure — entrou no radar da autarquia no ano passado, quando a disparada sem precedentes de mais de 1000% das ações da AMBP3 intrigou o mercado.

Na avaliação da CVM, as aquisições ultrapassaram o limite de um terço das ações da empresa em circulação (free float) na bolsa. A autarquia identificou que a barreira do capital foi extrapolada em 12 de julho do ano passado. Nessa data, os papéis da Ambipar encerraram o dia a R$ 21.

Além disso, ainda segundo a autarquia, a Trustee atuou em conjunto com o controlador da companhia na compra em massa que resultou na disparada das ações na B3.

Assim, em março, a xerife do mercado de capitais determinou que os responsáveis pelas compras dos papéis na bolsa realizassem uma oferta pública de aquisição (OPA) na B3, dentro do período de um mês.

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Ainda não está claro qual o preço por ação caberia em uma eventual OPA. Porém, em documento divulgado nesta sexta-feira (4), a Ambipar ressaltou que ainda cabe recurso da decisão da área técnica da CVM.

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Ambipar (AMBP3) e a origem da disparada 

As ações da Ambipar passaram uma escalada praticamente sem precedentes desde o fim de maio do ano passado. A alta teve início após uma série de aquisições dos papéis na bolsa pelo controlador da companhia, Tércio Borlenghi Junior.

Além disso, a própria Ambipar foi a mercado com um programa de recompra de ações. A entrada dos fundos da Trustee que têm Nelson Tanure como cotista impulsionou ainda mais os papéis.

A alta das ações da Ambipar levou a um movimento de short squeeze. Ou seja, os investidores que apostavam na queda dos papéis foram forçados a cobrir as posições. Esse movimento amplificou ainda mais a valorização na bolsa.

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Parte do mercado já apontava para um possível movimento conjunto de Tércio e Tanure, bem como da necessidade da realização de uma OPA pela compra do limite de um terço das ações em circulação.

Em resposta, a Ambipar informou que recebeu com surpresa o comunicado.

“A Ambipar, bem como seu controlador, Tercio Borlenghi Jr., atua em total conformidade com a legislação vigente e com as normas regulatórias estabelecidas para o mercado. A Ambipar buscará as devidas informações para tomar as providências cabíveis junto a esse órgão de controle”.

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