🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Maria Carolina Abe

Maria Carolina Abe

É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país - entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora de Empresas no Seu Dinheiro.

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Allos (ALOS3) entra na reta final da fusão e aposta em dividendos com data marcada (e no começo do mês) para atrair pequeno investidor

Em conversa com Seu Dinheiro, a CFO Daniella Guanabara fala sobre os planos da Allos para 2025 e a busca por diversificar receitas — por exemplo, com a empresa de mídia out of home Helloo

Maria Carolina Abe
Maria Carolina Abe
14 de abril de 2025
6:00 - atualizado às 15:59
Daniella Guanabara, CFO da Allos
Daniella Guanabara é diretora Financeira e de Relações com Investidores da Allos - Imagem: Divulgação/Allos

Dinheiro na conta com dia marcado e no começo do mês. Esta é a receita da Allos (ALOS3) para tentar convencer mais pequenos investidores a colocarem sua ação na sacola de compras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, a administradora de shopping centers que surgiu da união de Aliansce Sonae e brMalls tem cerca de 8% de seus papéis nas mãos de investidores pessoa física, mas acredita que este número pode subir — ainda que não tenha uma meta a ser atingida.

“Temos uma política de pagamentos desde outubro. A cada trimestre, sinalizamos qual vai ser o dividendo dos próximos três meses. Então, para quem quiser aproveitar o dividendo, você já tem a data certinha para os três próximos meses”, explica Daniella Guanabara, diretora Financeira e de Relações com Investidores da Allos, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.

“E temos feito os pagamentos nos primeiros dias úteis de cada mês, que aí serve como complemento de salário para as pessoas”, complementa a CFO.

Há um mês, por exemplo, a companhia anunciou o pagamento de R$ 153 milhões em proventos aos seus acionistas, incluindo juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos intercalares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Desde que fizemos a combinação de negócios [da Aliansce Sonae] com a brMalls, ali no começo de 2023, tínhamos um compromisso de sermos mais transparentes e mais consistentes na remuneração ao acionista como um todo. Entre recompra de ações e dividendos, já retornamos ao acionista R$ 2,5 bilhões”, calcula a executiva.

Leia Também

Das 12 casas que cobrem as ações da Allos, 10 têm recomendação de compra —–- incluindo BTG Pactual e Itaú BBA, com preço-alvo de R$ 25, e Santander, que vê a ação chegando a R$ 33,50.

Nesta sexta-feira (11), a ação ALOS3 fechou cotada a R$ 19,75, com valorização de 10,62% no ano e queda de 7,49% em 52 semanas.

Desinvestimentos saem de foco

A Allos entregou resultados acima das expectativas dos principais analistas no 4T24 e no consolidado de 2024, conforme relatórios divulgados em meados de março por BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e BB Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando Aliansce Sonae e brMalls anunciaram sua união, em 2022, tinham juntas 69 shoppings espalhados pelo Brasil, dos quais 10 vendiam mais de R$ 1 bilhão por ano. Hoje, a Allos enxugou seu portfólio para 47 shoppings, e 16 deles já giram mais de R$ 1 bilhão/ano.

E não pense que isso é exclusividade de Rio e São Paulo. Desses 16 shoppings bilionários, destaca Guanabara, três estão na região Norte — dois em Manaus e um em Belém. “É fantástica a diversidade de economia que a gente tem dentro do Brasil”, afirma. Os maiores shoppings da rede, por exemplo, hoje estão em Campinas (SP) e Recife.

Mesmo com os desinvestimentos pós-sinergia, a Allos tem hoje o maior portfólio de shoppings dentre as companhias listadas no Brasil em termos de área bruta locável.

A fase de desinvestimentos, por sinal, perde força neste ano, conforme a CFO da Allos — tanto por conta das condições macroeconômicas, com juros mais altos, mas também por causa da posição atual da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Hoje enxergamos que temos um portfólio mais forte, de shoppings dominantes em suas regiões. E não temos necessidade, do ponto de vista de balanço, de fazer mais desinvestimentos. A gente tem uma posição de caixa bastante confortável”, explica ela.

“Acho que vale a pena esperar para ver se a janela de mercado volta e aí, sim, a gente vai analisar alguma oportunidade.”

Sinergia entre Aliansce Sonae e brMalls na reta final

Daniella Guanabara também diz que os resultados de 2024 “celebram” dois anos da combinação de negócios entre Aliansce Sonae e brMalls, numa sinergia que caminha para a reta final — e sem grandes turbulências.

“Quando falamos de fusões e aquisições no Brasil, algumas recentes tiveram problemas… Isso é informação pública, a gente vê nos jornais. Então, termos conseguido chegar aqui sem nenhum grande percalço foi muito importante também. E os resultados foram muito consistentes”, comemora a CFO.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O guidance oficial é atingir R$ 210 milhões em sinergias até o quinto ano da fusão. Ao fim de 2024, foram atingidos R$ 134 milhões — indicativo de que a união está nos trilhos.

Neste mês, a Allos entra na fase de virada de sistemas das duas empresas. “Com isso, temos a finalização da integração. E os testes estão apontando que está tudo bem, não deve ser uma questão”, diz Guanabara.

Novas fontes de receita

Uma nova linha de faturamento da Allos tem sido a Helloo, sua empresa de mídia out of home – aquele tipo de publicidade que atinge as pessoas em locais públicos, como em ruas, pontos de ônibus, estações de transporte e, claro, shopping centers.

“Ela ainda tem muito potencial, porque você pode procurar anunciantes que não sejam do mercado de shopping. Ela não precisa ficar limitada a esse universo. Tem telas, por exemplo, em vários condomínios residenciais”, afirma a executiva. “Por exemplo, em cidades em que os nossos shoppings são muito fortes, a gente pode participar de leilão para mobiliário urbano.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a executiva, a Helloo teve um crescimento de 20% em 2024 e já representa 6% da receita do grupo.

Em paralelo à empresa de mídia, a Allos pretende estender seu programa de fidelidade próprio, conforme a CFO. “Hoje ele já está em 11 shoppings e a gente vai esticar para mais de 38.”

Trata-se de um programa próprio, em que o consumidor acumula pontos e troca por benefícios nos shoppings e em varejistas parceiros — como desconto ou isenção no estacionamento, um cafezinho ou um upgrade de produto.

A vantagem, para a Allos, é conseguir com isso coletar dados sobre os clientes e usá-los para vender mídia. “Através do programa de fidelidade, eu consigo entender o comportamento do consumidor”, explica ela. “Eu passo a vender audiência, porque eu sei qual é o público, o perfil do público daquele shopping.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar