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Mapa consolidado da votação mostra que 43,79% das ações votantes apoiaram a incorporação, enquanto 17,43% rejeitaram a proposta
Não foram poucas as barreiras para a fusão entre a Marfrig (MRFG3) e a BRF (BRFS3), mas parece que agora o negócio entre as duas gigantes da proteína animal ficou mais perto de sair do papel. A maioria dos acionistas que participaram da votação antecipada para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que acontece na terça-feira (5) aprovou a operação.
Segundo o mapa consolidado de votação divulgado no sábado (2) pela BRF, 43,79% das ações votantes apoiaram o protocolo e justificação da incorporação, enquanto 17,43% rejeitaram a proposta.
Os números consolidam os votos recebidos por meio de boletins à distância e as instruções enviadas por titulares de ADRs (American Depositary Receipts) da companhia.
O mapa mostra ainda que 90% do free float (ações em circulação no mercado) já participou da votação.
Entre os acionistas locais, excluindo a Marfrig, o apoio foi suficiente para garantir a aprovação de todos os itens da AGE. Ao desconsiderar as abstenções, 71,4% dos votos foram favoráveis à operação. Excluindo os ADRs, o índice de aprovação sobe para 82%.
Mas nem todo mundo deu a bênção à união entre as duas gigantes: 56,5% dos investidores estrangeiros rejeitaram o laudo de avaliação da fusão, e porcentagens semelhantes se repetiram para os demais itens da pauta. Apenas cerca de 9% dos votos de ADRs foram favoráveis.
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Vale lembrar que a aprovação da união entre a BRF e a Marfrig ainda depende da verificação de condições previstas no protocolo da transação.
Se for oficializada, a operação resultará na incorporação da totalidade das ações da BRF pela Marfrig Global Foods, com exceção daquelas já detidas pela Marfrig. A transação foi formalizada em 15 de maio.
A fusão entre a BRF e a Marfrig enfrenta obstáculos, com uma sequência de adiamentos de assembleias para tratar do negócio.
Por isso, a concretização da fusão deve demorar, já que o caso está sob avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — muitos analistas indicam que é improvável que haja uma conclusão até o fim de 2025.
A avaliação do caso já tinha caminhado para um parecer favorável da superintendência da autoridade em 3 de junho. No entanto, o Cade aprovou em 12 de junho a inclusão da concorrente Minerva (BEEF3) como terceira interessada na análise da fusão.
A Minerva também fez uma petição ao Cade pela reavaliação da fusão de concorrentes sob argumentos que incluem os riscos de concentração excessiva em alimentos processados e a ampliação indevida do poder de compra e atuação cruzada da Salic nas empresas.
Além disso, o presidente do Cade, Gustavo Augusto Freitas de Lima, determinou a reclassificação da análise da fusão entre BRF e Marfrig de rito sumário para ordinário, citando a complexidade da operação e potenciais riscos à concorrência no mercado de carne bovina in natura.
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