Ações da Tenda (TEND3) caem depois de prévia do operacional ficar abaixo das expectativas; hora de vender?
Valor geral de vendas trimestrais da companhia caiu mais de 20% em comparação ao mesmo período no ano passado

De tijolo em tijolo, constrói-se um império. Mas o que acontece se o número de tijolos está abaixo do esperado? No caso das ações da Tenda (TEND3), aconteceu um recuo na bolsa de valores.
A construtora com foco em habitação popular divulgou, nesta quinta-feira (9), a sua prévia operacional do terceiro trimestre de 2025 (3T25), registrando queda anual nos lançamentos e nas vendas.
O JP Morgan, que já esperava uma reação levemente negativa, e o banco Safra ficaram decepcionados: o resultado veio abaixo das suas projeções.
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Por volta de 14h25 (horário de Brasília), as ações TEND3 caíam 3,11%, a R$ 23,69.
A previsão da Tenda para o 3T25
Na prévia operacional, a companhia reportou o lançamento de 12 empreendimentos entre julho e setembro. O valor geral de vendas (VGV) total do projeto é de R$ 1,48 bilhão. O número representa um recuo de 27,1% em comparação ao mesmo trimestre de 2024, mas uma alta de 36,5% frente ao 2T25.
A incorporadora afirma que o preço médio de lançamento por unidade foi de R$ 234,4 mil. Na comparação anual, o valor teve avanço de 8,9%. Já em relação ao segundo trimestre deste ano, a alta foi de 8%.
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Em um ano, as vendas brutas caíram 21,5%, somando R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre. Mas, em relação aos três meses anteriores, as vendas cresceram 4,1%.
O preço médio por unidade no 3T25 foi de R$ 220,4 mil, aumento de 5,1% ante o 3T24.
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As vendas líquidas totalizaram R$ 1,09 bilhão, recuo anual de 25%, mas alta de 4,5% em relação ao trimestre anterior.
A velocidade de vendas (Vendas sobre Oferta - VSO), que mostra a porcentagem de unidades vendidas em relação ao total de imóveis disponíveis para venda, foi de 25,8%.
No acumulado deste ano, a Tenda reportou vendas líquidas de R$ 3,1 bilhões, redução de 3,7% em relação a 2024.
Como os analistas enxergam a Tenda
O Safra argumenta que pode ocorrer uma melhora nas perspectivas de lucros da empresa, o que deve acelerar seu processo de desalavancagem. Isso resultaria em uma redução significativa do risco da tese de investimento.
O banco também defende que a Tenda manteve um sólido desempenho de vendas em seus dois segmentos, Tenda e Alea.
O Safra afirma ainda que o maior volume de transferências refletiu uma resolução parcial de certos incentivos estatais paralisados e deve beneficiar o fluxo de caixa da empresa no futuro.
Apesar de considerarem os resultados da prévia como fracos, o JP Morgan e o Safra recomendam a compra das ações da Tenda.
*Com informações do Money Times.
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