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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

LADEIRA ABAIXO

Ação da Vale (VALE3) chega a cair mais de 5% e valor de mercado da mineradora vai ao menor nível em cinco anos

Temor de que a China cresça menos com as tarifas de 104% dos EUA e consuma menos minério de ferro afetou em cheio os papéis da companhia nesta terça-feira (8)

Carolina Gama
8 de abril de 2025
15:52 - atualizado às 13:58
vale vale3 ação commodities
Imagem: Reprodução/Montagem Letícia Camargo

A guerra comercial de Donald Trump não está perdoando ninguém — nem mesmo as grandes empresas da bolsa brasileira. A Vale (VALE3), por exemplo, está sentindo na pele — ou nas ações — os efeitos da troca de tarifas entre os EUA e a China

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E mais um desses efeitos veio depois que a Casa Branca confirmou na tarde desta terça-feira (8) que os EUA vão impor, a partir de amanhã (9), taxas de 104% sobre produtos chineses importados. 

A notícia não só fez o Ibovespa inverter a trajetória de ganhos do início do dia e renovar mínimas na sessão, como derrubou os papéis da Vale assim que foi divulgada. 

As ações da mineradora caíram mais de 5% na esteira da nova taxação da China, uma das maiores consumidoras de minério de ferro do mundo. 

Essa perda fez com que o valor de mercado da Vale encolhesse em US$ 11 bilhões, para US$ 224,8 bilhões — o menor desde 2020. 

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A interpretação do mercado é que, com as novas tarifas, a China deve ter um crescimento menor e, por consequência, consumirá menos minério de ferro, o que afeta diretamente a Vale.

Leia Também

As ações da Vale fecharam o dia cotadas abaixo de R$ 50, amargando uma queda de 5,30% (R$ 49,29). No ano, os papéis acumulam perda de 6,1%.

Vale já tinha sentido o efeito Trump antes

Na semana passada, o tarifaço de Trump já havia custado caro tanto para a Vale como para a Petrobras (PETR4). 

As duas estrelas da bolsa brasileira perderam juntas R$ 25,9 bilhões em valor de mercado entre quarta-feira (2) e quinta-feira(3), com a Petrobras respondendo pela maior parte: R$ 17,2 bilhões e a Vale com os restantes R$ 8,7 bilhões. 

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No caso da estatal, a forte desvalorização do petróleo que, na ocasião, recuou mais de 6% no mercado internacional, pesou sobre as ações. 

No dia 2 de abril, Trump finalmente anunciou as tarifas recíprocas sobre parceiros comerciais. Além de taxar a China em 34%, o governo norte-americano impôs a alíquota mínima para o Brasil, de 10%. 

TRUMP ATACA: O que você PRECISA SABER sobre a GUERRA DE TARIFAS e como PROTEGER seus INVESTIMENTOS

Mercados em pânico com Trump

Desde que iniciou a guerra tarifária, Trump tem levado pânico aos investidores — que fogem de ativos mais arriscados como as ações. Mas hoje essa história mudou. 

As bolsas globais operaram em forte alta durante a manhã — com Ásia e Europa fechando com ganhos expressivos — diante da sinalização de que muitos parceiros comerciais dos EUA estavam buscando Trump para negociar. 

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A Casa Branca chegou a informar que foi procurada por cerca de 70 países que querem negociar a suspensão das tarifas norte-americanas. Japão, Vietnã e Coreia do Sul são alguns deles. 

Mas a alegria durou pouco. Assim que a Casa Branca anunciou a tarifa de 104% sobre a China, Wall Street devolveu os ganhos, o Ibovespa bateu a mínima do dia e o dólar encostou nos R$ 6 no mercado à vista. 

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