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A CPI do INSS havia aprovado a quebra de sigilos e a convocação de Vorcaro para esclarecer a atuação do Banco Master com produtos financeiros

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o acesso do colegiado da CPI do INSS aos documentos relacionados a quebras de sigilos de dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Solicitados pela CPI, as informações incluem dados bancários, fiscais e até mensagens do empresário.
Segundo a decisão do ministro, o material deverá ser entregue diretamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ficando sob a guarda dele até "posterior deliberação pelo STF".
A CPI do INSS havia aprovado a quebra de sigilos e a convocação de Vorcaro para depoimentos. A comissão quer esclarecer a atuação do Banco Master com produtos financeiros, como o empréstimo consignado a aposentados e pensionistas.
O empresário também é investigado e chegou a ser preso por suspeitas de fraude e organização criminosa em um suposto esquema de emissão de R$ 12 bilhões em créditos falsos.
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chamou a decisão de "estranha" e "grave". "Sempre que se afasta da CPI o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar", disse.
O parlamentar afirmou ainda que a retirada dos documentos da CPI, além de enfraquecer a investigação, "cria um precedente extremamente perigoso de interferência externa" em um instrumento do Parlamento.
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Toffoli é o relator da investigação sobre as suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, mas não é membro da CPI do INSS.
Nos últimos dias, o ministro se envolveu em uma polêmica após o jornal O Globo revelar que ele viajou para Lima, no Peru, em um avião privado no qual também estava um dos advogados do caso Master.
O processo ainda não havia sido distribuído ao gabinete de Toffoli quando os dois embarcaram rumo ao Peru para assistir ao último jogo da Libertadores, entre Flamengo e Palmeiras. A distribuição foi feita por sorteio depois. Coube ao relator colocar o processo em sigilo.
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