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Houve redução nas taxas sobre móveis e madeira, em movimento que já beneficia o Brasil em US$ 370 milhões, segundo o vice-presidente

A química entre Donald Trump e Lula parece já ter dado frutos. De acordo com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, os segundos de interação entre os dois já resultou em novos avanços das tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. Os presidentes brasileiro e norte-americano se encontraram durante a Assembleia-Geral da ONU, no fim de setembro.
“Depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump, produtos como madeira macia e serrada, que pagavam 50% de tarifa, passaram para 10%. Armários, móveis e sofás caíram de 50% para 25%. Esses percentuais valem tanto para o Brasil quanto para o resto do mundo, o que garante competitividade”, afirmou Alckmin no último sábado (4).
Segundo ele, a retirada desses itens do chamado “tarifaço” representa a exclusão de cerca de US$ 370 milhões em exportações brasileiras da alíquota de 50%.
Alckmin disse que Lula e Trump devem realizar um novo encontro, virtual ou presencial, em data ainda a ser definida.
Alckmin explicou ainda que as mudanças estão ligadas à Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA, mecanismo usado pelo país para aplicar tarifas globais.
“O encontro entre Lula e Trump em Nova York foi um primeiro passo importante. Temos convicção de que virão novas medidas, já que não há justificativa para manter essas tarifas. Os EUA têm superávit comercial conosco, vendem mais para o Brasil do que compram”, acrescentou.
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O vice-presidente vem atuando como principal interlocutor do governo brasileiro junto a Washington e manteve conversas diretas nesta semana com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutcnick.
Durante a visita a uma concessionária em Brasília, Alckmin também comemorou os resultados do programa Carro Sustentável, lançado em 11 de julho. De acordo com dados da Fenabrave, as vendas de veículos novos subiram 28,2% até 30 de setembro.
“O carro sustentável tem importância ambiental, porque polui menos — não pode ultrapassar 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado —, é flex, fabricado no Brasil e com 80% de reciclabilidade. Tem também relevância social, por ser o carro de entrada, o mais barato, ajudando a reduzir preços”, afirmou.
Ele funciona basicamente por meio de isenção de impostos e subsídios direcionados a carros de entrada fabricados no Brasil que atendam a critérios de sustentabilidade.
*Com informações da Agência Brasil
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