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Mesmo com o grupo de alimentos em estabilidade, o petisco que sempre está entre as favoritas dos brasileiros ficou mais cara no mês de outubro

O mercado teve motivos para comemorar na última terça-feira (11): o arrefecimento da inflação. Em outubro, o IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo) apresentou uma leve alta de 0,09%, o menor resultado para o mês desde 1998. Ainda assim, o número poderia ter sido ainda mais animador se não fosse por um vilão...
Mesmo com a inflação em desaceleração, os brasileiros sempre têm a percepção de que algum item do dia a dia está pesando no bolso.
E se você for do grupo que sempre pega aquela batata frita indispensável no restaurante self service ou essa é sua primeira opção de porção de petisco na mesa do bar, saiba que ela foi a culpada da vez.
Veja como cada setor se comportou no IPCA de outubro:
O grupo de alimentos, que possui o maior peso no índice, interrompeu uma sequência de quedas que vinha acontecendo desde maio. No entanto, a mudança não foi tão significativa, com estabilidade de 0,01%.
O número poderia ter sido melhor se não fosse pela alta expressiva de dois itens: a batata inglesa, que teve um aumento de preços de 8,56%, e o óleo de soja, que ficou 4,64% mais caro no último mês.
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Ou seja, dois ingredientes importantes para quem gosta de uma batatinha crocante e que estão com o preço mais “salgado” no mercado.
No caso do óleo de soja, o encarecimento foi motivado principalmente pelo aumento das exportações. Com a valorização do produto no mercado internacional, há uma redução da oferta nas prateleiras brasileiras, o que tende a impulsionar os preços.
A batata inglesa tem um cenário parecido. O alimento também sofreu uma redução da oferta, mas causada por fatores climáticos. As chuvas intensas dificultam a colheita e levam o tubérculo a valores maiores.
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O aumento de preços da batata e do óleo em outubro parece até pequeno perto de outros “vilões” que a economia brasileira enfrentou nos últimos meses.
O setor de alimentos costuma ser “figurinha repetida” como grupo que tem itens que destoam da média. Confira um levantamento de alguns culpados mês a mês em 2025, com destaque para o tomate, a batata inglesa – que apareceu de novo em outubro – e o café.
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Com informações de G1, Globo Rural e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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