Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: O Fed e as duas economias americanas

Um ressurgimento de pressões inflacionárias ou uma fraqueza inesperada no mercado de trabalho dos EUA podem levar a autarquia norte-americana a abortar ou acelerar o ciclo de queda de juros

Jerome Powell, presidente do Fed, com efeito
Montagem com Jerome Powell, presidente do Fed - Imagem: Federal Reserve / Montagem Brenda Silva

Dada a importância do ciclo de política monetária nos EUA para a economia e os mercados globais — para a tristeza de alguns, ainda vivemos sob um padrão monetário e financeiro regido pelo dólar norte-americano —, temos que tentar entender o que o Federal Reserve (Fed) está fazendo neste momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Obviamente, tem muito ruído ao redor do Fed e sua relação com o governo Trump. Acho exagerados temores de que sua independência operacional esteja sendo comprometida. 

A Corte Suprema dos EUA, que em muitos casos tem apoiado a expansão dos poderes do Executivo perseguida por Donald Trump, tem deixado claro que o Fed é um caso à parte. Assim, a melhor hipótese neste momento é projetar que sua atuação será técnica no cumprimento do seu mandato.

Fed e o duplo mandato

O que não podemos esquecer quando se fala do Fed é que, diferente da maioria dos outros bancos centrais, o Fed leva seu duplo mandato a sério. 

Enquanto os outros BCs com mandatos focados na inflação (como o nosso Banco Central) olham para o mercado de trabalho como um importante insumo na questão da inflação e tentam implicitamente levar a inflação à meta nominal e o mercado de trabalho ao equilíbrio do pleno emprego sustentável, a diferença com o Fed é que, com seu mandato duplo, se pode explicitamente privilegiar um mandato em detrimento do outro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso explica por que o Fed pode iniciar um processo de corte de juros com a inflação rodando acima da sua meta — neste caso, com o núcleo do PCE rodando em 2,9% para agosto. 

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Saiba como investir lá fora, o que esperar do IPCA e o que mais movimenta o mercado hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a inflação e o fiscal: o IPCA de sexta pode dar espaço para uma nova tentação de corte da Selic

Um BC com mandato inflacionário único provavelmente não cortaria a taxa de juros com a inflação nesse patamar e uma meta de 2%.

O outro lado do mandato

O que o Fed está vendo do outro lado do seu mandato? Um mercado de trabalho bem mais fraco do que parecia alguns meses atrás: para o período entre abril de 2024 e março de 2025, a estimativa de novos empregos caiu em 911 mil, a maior revisão desde 2002. 

Em agosto, quando a estimativa de novos empregos foi de somente 22 mil, houve revisões para junho e julho que baixaram a estimativa em 19 mil empregos, com o dado de junho agora negativo em 13 mil.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esses dados foram a grande “nova novidade” do momento. Vou adiante explicar o sentido desses dados e o que eles dizem sobre o momento da economia norte-americana, mas vamos primeiro ver como o Fed está reagindo a eles.

Primeiro ponto importante: esses dados, por mais surpreendentes que sejam, não indicam uma economia caindo em recessão, mas, sim, um enfraquecimento material no mercado de trabalho. Essa diferenciação é importante para ditar a velocidade e tamanho do ciclo de queda de juros.

Segundo ponto importante: o Fed acredita que a postura atual, usando as palavras de Jerome Powell depois da última reunião, é “levemente restritiva”.

E, finalmente, o Fed acredita que as expectativas de inflação estão bem ancoradas e que o choque tarifário não deve alterar este fato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fed: o gerenciador de riscos

Em um momento como o atual, onde há contradição entre os dois mandatos, o Fed age como um gerenciador de riscos — uma estratégia que vem desde o período do Alan Greenspan.

O ciclo de corte é uma resposta clara à novidade de um mercado de trabalho mais fraco. Sem essas revisões recentes, acredito que o Fed não teria cortado a taxa de juros. 

  • LEIA TAMBÉM: Quer investir melhor? Receba as notícias mais relevantes do mercado financeiro com o Seu Dinheiro; cadastre-se aqui

Enquanto esses dados não indicam um risco iminente de uma recessão, esse risco claramente é mais alto, e assim o Fed “faz um hedge” diminuindo o nível de restrição monetária, confiando que a ancoragem das expectativas de inflação deve impedir uma deterioração da mesma.

O fato que o risco de uma recessão não parece ser iminente como o fato de que a inflação está acima da meta dita um ritmo cauteloso no ajuste monetário, com a possibilidade de que o “ponto de pausa” ainda seja de uma leve postura restritiva, a depender dos dados. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um ressurgimento de pressões inflacionárias ou uma fraqueza adicional inesperada no mercado de trabalho podem levar o Fed a abortar ou acelerar o ciclo de queda de juros.

Agora, o que tudo isso nos diz sobre a economia norte-americana? Como convivemos com as bolsas nas máximas e um mercado de trabalho flertando com uma recessão?

‘A bolsa não é a economia’

A explicação é uma piora da divergência entre parte da economia e mercado ligados à temática da inteligência artificial (IA), que está “bombando”, e o resto da economia, que está perdendo momento. Hoje é como se tivéssemos duas economias convivendo, mas de formas divergentes.

Considere que os planos de investimentos das Mag 7 neste ano devem ser na ordem de US$ 359 bilhões, aumentando em 26%, para US$ 454 bilhões, em 2026. Somente essas empresas devem responder por cerca de 12% de todos os investimentos na economia norte-americana e, incrivelmente, cerca de 35-40% de todos os investimentos feitos pelas grandes empresas do S&P 500.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é obviamente importante para a economia como um todo, de forma direta e indireta, mas não impede que o resto da economia não enfrente dificuldades.

Cito aqui o velho ditado: “a bolsa não é a economia”. Isso certamente é menos verdade nos EUA do que na maioria dos outros países, mas, neste momento, realmente a bolsa norte-americana, inflada pela aposta em IA, não reflete o resto da economia.

Mas aqui há, então, um outro risco para o Fed: se, por qualquer razão, esses planos de investimento não forem à frente, isso quase certamente levaria a economia norte-americana a uma recessão. 

Assim como todos nós, o Fed deve ficar bem atento às oscilações da bolsa, e uma forte correlação negativa entre o mercado acionário e o mercado de renda fixa deve ser a regra de agora em diante. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O melhor hedge para o investidor neste momento é nosso bom e velho conhecido mercado de Treasuries.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Haaland na campanha realizada para a marca de chás Walovi 4 de julho de 2026 - 9:22

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

É hora de parar o viking: o fenômeno Haaland no caminho do Brasil 

4 de julho de 2026 - 9:22
Um desenho do centro do campo de futebol traz a metade de uma bola e a metade de um mapa mundi. Da fenda entre elas saem cédulas. 3 de julho de 2026 - 7:04
Thumb do primeiro dia do evento Onde Investir no Segundo Semestre de 2026, do Seu Dinheiro 2 de julho de 2026 - 9:27
Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022 1 de julho de 2026 - 19:29

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Qual é o gênero do novo ciclo eleitoral?

1 de julho de 2026 - 19:29
30 de junho de 2026 - 7:23
29 de junho de 2026 - 8:24
Elenco de Barrados no Baile e novo sistema de entrada e saída da União Europeia 27 de junho de 2026 - 9:02
Imagem mostra uma zebra dentro do espaço da B3, a bolsa de valores brasileira. Há gráficos de ações e símbolos da B3 ao fundo 26 de junho de 2026 - 8:27
Imagem mostra uma bola de futebol entrando na rede de um gol, com gráficos de ações e mercado financeiro na frente 26 de junho de 2026 - 6:04
Vini Jr da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 - Imagem: Rafael Ribeiro/CBF 25 de junho de 2026 - 8:49
Imagem de moedas e uma calculadora com setas representando alta 24 de junho de 2026 - 20:00

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: tudo em renda fixa e nada em variável?

24 de junho de 2026 - 20:00
bolsa de valores bolsa brasileira B3 (1) 24 de junho de 2026 - 9:13
ID da foto:2232370416 Eleição na Colômbia. Mão do homem que põe seu voto na urna e na bandeira da Colômbia no fundo 23 de junho de 2026 - 7:14

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A virada da Colômbia e a nova aposta dos mercados na América do Sul

23 de junho de 2026 - 7:14
estágio-trainee-vagas-trabalho-escritório 22 de junho de 2026 - 8:20
Hotel Delano, emblema das megafestas de South Miami, reabre com foco em wellness e gastronomia 20 de junho de 2026 - 8:58
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar