Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Super Quarta é só o aquecimento — a pancada real vem na Super Sexta; o que esperar da Selic — e os trunfos do Brasil contra Trump

O ambiente internacional segue por um fio: uma vírgula fora do lugar ou um dado ligeiramente acima do esperado (impedindo corte de juros) basta para que a volatilidade reassuma o controle

29 de julho de 2025
6:07 - atualizado às 11:02
Super Quarta juros Copom Fed Selic Banco Central Bacen
Imagem: iStock.com/3dmitry/Tippapatt (Montagem: Anna Zeferino)

Os mercados globais entram em uma das semanas mais carregadas do ano, com uma verdadeira avalanche de eventos capazes de mexer com o humor dos investidores. A temporada de resultados corporativos atinge o ponto alto: empresas que juntas representam cerca de 38% do valor de mercado do S&P 500 divulgarão seus balanços, incluindo pesos-pesados como Apple, Microsoft, Meta, Chevron e Exxon.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paralelamente, os EUA trarão dados de primeira linha — PIB, inflação pelo PCE e o relatório de emprego (payroll) — tudo isso concentrado em cinco dias de pregão.

No Brasil, o noticiário corporativo também ganha força com os números de Vale, Bradesco e Santander, mas a pauta que realmente domina o humor local é a incerteza tarifária, que segue azedando o apetite ao risco.

E esse desconforto não poderia vir em pior hora: decisões de política monetária estão previstas nos EUA, no Brasil, no Japão e em outros países. A expectativa consensual é de manutenção das taxas brasileira e norte-americana, mas o foco estará nos sinais do presidente do Fed, Jerome Powell, especialmente sobre a possibilidade de cortes futuros — tudo isso em meio à crescente pressão política vinda de Donald Trump, que ameaça consolidar tarifas já na sexta-feira (1).

Aliás, no front comercial, o fim de semana trouxe algum alívio: EUA e União Europeia (UE) anunciaram um acordo que reduz o risco de uma escalada protecionista transatlântica. O pacto prevê uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, em troca de promessas bilionárias de compras e investimentos em energia, defesa e infraestrutura nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora aquém do que desejava a UE, o acordo foi lido como um “mal menor” diante da ameaça anterior de tarifas de até 30%.

Leia Também

Enquanto isso, o Brasil assiste a tudo da arquibancada, sem qualquer avanço nas negociações com Washington. O impasse em torno da tarifa de 50% anunciada por Trump permanece travado — e o silêncio a poucos dias da entrada em vigor da medida é, no mínimo, constrangedor. Ao passo que as grandes potências costuram acordos bilionários, seguimos à margem das decisões que moldam o comércio global.

A indiferença é explícita

Qualquer avanço concreto nas negociações depende diretamente do aval pessoal de Trump. Até agora, porém, a Casa Branca sequer ensaiou algum gesto de cortesia diplomática: a indiferença é explícita. O foco segue voltado para acordos com parceiros considerados estrategicamente mais relevantes — o que, convenhamos, diz muito sobre a atual posição do Brasil no tabuleiro internacional.

Para agravar, o discurso do presidente Lula segue inflamado, alimentando o atrito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há rumores, no entanto, de que o governo Trump pode recorrer a uma nova declaração de emergência, para enquadrar juridicamente o tarifaço sob um pretexto comercial — e não meramente político. Seria uma maneira de dar cobertura legal à medida, abrindo espaço para algum tipo de reacomodação negociada.

Por ora, porém, a escalada continua: Washington prepara uma nova rodada de sanções, desta vez mirando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com base na Lei Magnitsky — um mecanismo tradicionalmente reservado a regimes autoritários e violações graves de direitos humanos. 

O Brasil tem trunfos, mas se não usar...

Apesar do isolamento, o Brasil ainda detém trunfos relevantes. Concentramos a maior reserva mundial de nióbio, a segunda maior de grafite e de terras raras, além da terceira maior de níquel — insumos críticos na transição energética e na indústria de defesa.

Posicionados com inteligência, esses ativos poderiam funcionar como moeda de troca em uma eventual reabertura das negociações com os EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o confronto se aprofundar, o roteiro é conhecido: o dólar sobe, a inflação ganha fôlego e a popularidade do governo Lula deveria voltar a escorregar — é difícil terceirizar a responsabilidade por esse fracasso, especialmente quando o estopim foi uma escolha deliberada: a encenação antiamericana de Lula no Brics+ no Rio.

Uma nova rodada de pressão inflacionária — ainda que dentro de um quadro mais "comportado" — impõe obstáculos adicionais à flexibilização monetária (corte da Selic). Diante disso, o Copom deve manter nesta semana sua postura contracionista, sem abrir espaço para aventuras em cortes prematuros.

O cenário macroeconômico continua exigindo sobriedade, e cabe ao Banco Central comunicar essa limitação com a clareza que o momento exige. O risco de tropeçar na comunicação pode custar caro.

O risco apenas cochila, nunca dorme

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o mercado já dá como certo que a taxa será mantida — o que está em jogo, na prática, é o tom do comunicado e cada palavra da coletiva de Jerome Powell. O presidente do Fed enfrenta crescente pressão, tanto da Casa Branca quanto do próprio Trump, para iniciar o ciclo de cortes já em setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A leitura dos dados de inflação (PCE) e do relatório de empregos (payroll) que também serão divulgados nesta semana servirá para calibrar o discurso.

Vale lembrar que, independentemente das nuances momentâneas, o que está se consolidando é um novo patamar tarifário mais alto. Ou seja, mesmo com o alívio recente, os Estados Unidos estão aplicando tarifas bem mais elevadas do que no passado. Só não tão drásticas quanto as inicialmente sugeridas em abril — quando a política comercial norte-americana ensaiou um mergulho em uma espiral protecionista de manual.

No cenário base, essas tarifas devem adicionar até 1,7 ponto percentual ao núcleo do PCE até 2027. Em cenários mais extremos, o impacto pode flertar com 3%.

O ambiente internacional ensaia alguma tranquilidade, mas segue por um fio: uma vírgula fora do lugar ou um dado ligeiramente acima do esperado (impedindo corte de juros) basta para que a volatilidade reassuma o controle — um lembrete de que, em semanas como esta, o risco apenas cochila, nunca dorme.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seja como for, continuamos presos a um cenário nebuloso, com uma janela de oportunidade que se estreita aos poucos e um trajeto até 2026 que promete ser longo, estreito e sem atalhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar