Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O jogo não é ganho no primeiro tempo, mas este segmento de fundos imobiliários se destaca em meio às incertezas

Após cinco meses de alta, o IFIX registra queda em julho; mas estes FIIs se mostram atrativos agora

27 de julho de 2025
8:00 - atualizado às 13:15
Ilustração de prédio dourado em destaque entre prédios cinzas representando oportunidade de investimento no mercado imobiliário
Segmento de lajes corporativas volta a trazer oportunidades no mercado de fundos imobiliários. Imagem: ChatGPT

Após cinco meses consecutivos de alta, julho chegou para lembrar que o jogo não é ganho no primeiro tempo. A correção ocorre em meio a um ambiente doméstico mais turbulento, marcado pelo aumento da tensão entre os poderes, novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e a persistência das incertezas fiscais — um conjunto de fatores que também pressionou o Ibovespa, que acumula queda de 3,6% no mês. Os fundos imobiliários (FIIs), expostos ao risco de mercado, acompanharam o movimento de queda de forma mais comedida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do desvio de rota, o sentimento da indústria é construtivo para o curto prazo. Na nova edição da pesquisa da Empiricus com gestores de FIIs, o grau de confiança dos gestores retornou para o território otimista no mercado imobiliário brasileiro para os próximos 12 meses. A pontuação leva em consideração a análise de risco vs. retorno dos profissionais para o cenário doméstico.

Entre os principais fatores de atratividade citados, destacam-se o valuation dos fundos de tijolo e o nível de rendimento dos fundos de crédito. Fora das alternativas pré-definidas, a expectativa por queda dos juros e/ou redução da inclinação da curva de juros também apareceu com frequência nas respostas abertas.

O que a história mostra?

Quando analisamos o desempenho do IFIX ao fim dos últimos três ciclos de aperto monetário, encontramos comportamentos bastante distintos nos seis meses posteriores, o que dificulta qualquer tipo de padrão ou conclusão para o segundo semestre de 2025. No entanto, a performance no ano seguinte gera otimismo.

Performance do IFIX após o final do ciclo de alta dos juros

Data da última alta20/07/201129/07/201503/08/2022
Juros na última alta12,50%14,25%13,75%
Intervalo até primeiro corte42 dias443 dias364 dias
Performance IFIX 6m10,13%-9,77%0,25%
Performance IFIX 12m37,17%   18,40%13,99%
Fonte: Empiricus e Quantum Axis

Uma coisa, no entanto, é certa: o caminho será incerto. Além das indefinições no cenário doméstico, o ambiente externo segue carregado — com juros altos nas economias centrais, crescimento global moderado e eleições nos Estados Unidos no radar. Tudo isso deve continuar influenciando a condução da política monetária brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, o investidor deve ter disciplina e paciência, com posição resiliente no que diz respeito aos fundamentos do mercado. Apesar de o IFIX estar próximo das máximas, encontramos descontos em todos os segmentos, especialmente nos tijolos.

Leia Também

Além disso, o dividend yield acima de dois dígitos proporciona um carrego (carry) atrativo, que ajuda a compensar a volatilidade de curto prazo e cria uma assimetria positiva para quem está bem posicionado.

Como ampliar o placar?

Ao aprofundar os dados da pesquisa com gestores de fundos imobiliários, chama atenção a melhora generalizada na percepção de todos os segmentos — com destaque para os setores de Escritórios e Residencial para Renda. O primeiro, inclusive, atingiu seu maior patamar histórico, consolidando-se em território otimista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse aumento de confiança anda junto com a melhora dos indicadores operacionais. Segundo a Newmark, a taxa de vacância dos escritórios de alto padrão em São Paulo caiu para 18,2% ao fim do primeiro semestre, mantendo a tendência de queda. Os preços de aluguel começam a acompanhar esse movimento, sobretudo nas regiões mais consolidadas da cidade.

Além da performance operacional, vale atenção especial ao leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), previsto para agosto.

Os Cepacs oferecem a oportunidade de desenvolvimento além do limite estabelecido para a região, neste caso, concentrado na Av. Faria Lima e proximidades, em São Paulo. Serão ofertados 164,5 mil certificados, com preço mínimo de R$ 17,6 mil cada, totalizando um acréscimo de até 250 mil m² em potencial construtivo.

Devido ao restrito nível de caixa dos fundos imobiliários, provavelmente não veremos participantes da indústria no leilão. Ainda assim, será interessante acompanhar o apetite dos investidores, com eventual repercussão nos imóveis da região e, possivelmente, causando eventual reprecificação dos FIIs de escritórios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora a baixa liquidez dos fundos imobiliários limite a participação da indústria no leilão, o resultado pode influenciar diretamente a precificação dos ativos da região, com possíveis reflexos nos fundos de escritórios.

Atualmente, a cesta dos principais FIIs do setor negocia a um valor médio de R$ 12,5 mil por metro quadrado — bem abaixo do custo de reposição. Mesmo os fundos concentrados nas áreas mais nobres, com imóveis triple A, raramente ultrapassam os R$ 25 mil/m². Esse desconto é refletido nos múltiplos: o P/VP (relação entre preço e valor patrimonial) médio do setor está próximo de 0,7x, o menor entre todos os segmentos do IFIX.

É claro que ainda há desafios. O poder de barganha dos proprietários permanece limitado e, no curto prazo, os impactos sobre os rendimentos tendem a ser modestos. Mas, com uma possível queda da Selic no horizonte e melhora gradual da ocupação, o setor se apresenta como uma aposta assimétrica para quem busca ganho de capital. Não à toa, os gestores também estão atentos.


Antes da recomendação, tenho uma novidade para compartilhar: o canal do Telegram da série Empiricus Renda Imobiliária, que antes era exclusivo para assinantes, agora será aberto para o público geral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, você pode convidar um amigo ou conhecido que se interessa pelo mercado de FIIs para acompanhar os conteúdos e fazer parte desta nossa comunidade também!

É um momento bem importante para a categoria, diante da possibilidade de tributação e do fim do ciclo de alta da taxa de juros. Você receberá conteúdos diários sobre fundos imobiliários, incluindo dados de mercado, relatórios do setor e outros materiais exclusivos!

Para acessar, basta clicar neste link.


JS Real Estate (JSRE11): uma alternativa para o ataque

O JSRE11 é um fundo gerido pelo Safra Asset Management, que se destaca por seu portfólio concentrado em lajes corporativas de alto padrão na cidade de São Paulo, sendo elas Tower Bridge, Rochaverá, Paulista e WTNU.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
AtivoRegiãoClassificaçãoABL do fundoParticipaçãoTaxa de vacânciaCertificação
Tower BridgeSPAAA56.448 m2100%4,5%Leed Gold
RochaveráSPAAA22.698 m240%5,4%Leed Platinum
PaulistaSPAA26.206 m²100%0,0%Leed Gold
WTNUSPAAA15.867 m²64%0,0%Leed Platinum
Praia de BotafogoRJC717 m²8%0,0%-
Fonte: Safra

Após enfrentar dificuldades operacionais nos anos de pandemia, o fundo vem demonstrando recuperação consistente nos seus indicadores. A vacância física, que chegou a quase 15% no auge da crise, recuou para 3% em maio de 2025. Já a vacância financeira, que considera os descontos e carências concedidos pela gestão, está em 7,2%.

Apesar de apresentar um portfólio enxuto, com cinco ativos principais, o fundo possui boa diversificação de inquilinos, contando com 73 locatários de perfil sólido, como Allianz, Einstein, Salesforce e Banco Votorantim.

Em termos de modelo de contrato, todos eles são típicos, o que pode ser interessante em um ciclo de alta dos aluguéis, tendo em vista a presença de revisionais, mas reduz o nível de proteção em caso de rescisão antecipada.

Em 2025, cerca de 32% da ABL passará por revisionais, concentradas nos ativos Paulista e WTNU, o que pode impulsionar os rendimentos para patamares superiores nos próximos trimestres.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relação aos proventos, o JSRE11 distribuiu R$ 0,48 por cota no último mês, o que representa um dividend yield anualizado de aproximadamente 9% com base no valor de tela atual.

A gestão ainda não divulgou o guidance para o segundo semestre, mas esperamos uma elevação gradual dos rendimentos, dependendo da performance operacional e dos reajustes contratuais que devem ocorrer ao longo do ano. Para os próximos 12 meses, estimamos um dividend yield médio de 9,8%.

Atualmente, o JSRE11 é negociado com um desconto relevante frente ao seu valor patrimonial, com o preço por cota girando em torno de R$ 64, enquanto o valor patrimonial é de R$ 102,19 por cota, o que representa um P/VP próximo a -37%, patamar historicamente baixo.

Em nosso modelo, com o potencial de geração de caixa das operações, chegamos a um valor justo de R$ 77 por cota, upside de 20% em relação a cota de mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um abraço,

Caio

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Lições da história recente sobre sorrir ou chorar no drawdown

22 de abril de 2026 - 20:00

O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor

ALÉM DO CDB

Teste na renda fixa: o que a virada de maré no mercado de crédito privado representa para o investidor; é para se preocupar?

22 de abril de 2026 - 19:31

Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que atrapalha o sono da Tenda (TEND3), o cessar-fogo nos mercados, e o que mais você precisa saber hoje 

22 de abril de 2026 - 8:31

Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A estratégia vencedora em um cessar-fogo que existe e não existe ao mesmo tempo

21 de abril de 2026 - 9:30

Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder dos naming rights, impasse no Estreito de Ormuz continua e pressiona economia, e o que mais você deve ficar de olho hoje

20 de abril de 2026 - 8:56

O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As aventuras de Mark Mobius, os proventos da Petrobras (PETR4), resultados da Vale (VALE3), e o que mais você precisa saber hoje

17 de abril de 2026 - 8:13

Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados

SEXTOU COM O RUY

A ironia do destino de Mark Mobius: o rali histórico de emergentes que o ‘pai dos emergentes’ não terá chance de ver

17 de abril de 2026 - 6:07

Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia