🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: Troco um Van Gogh por uma small cap

Seria capaz de apostar que seu assessor de investimentos não ligou para oferecer uma carteira de small caps brasileiras neste momento. Há algo mais fora de moda do que elas agora? Olho para algumas dessas ações e tenho a impressão de estar diante de “Pomar com ciprestes”, em 1888.

7 de julho de 2025
20:00 - atualizado às 13:53
Arte mostrando um painel de cotações com a palavra Small Caps em destaque. Melhores Small Caps para 2024 ações Ibovespa
Imagem: Shutterstock

“Em relativamente poucos anos, todo o comércio de arte se desenvolveu em relação com a própria arte. Mas tudo se tornou muito uma espécie de especulação de banqueiros, e ainda é — não digo inteiramente — simplesmente digo demais. Por que, na medida em que isso funciona como uma bolha, não deveria ir pelo mesmo caminho, por exemplo, que o comércio das tulipas? Você vai observar que uma pintura não é uma tulipa. É claro que há uma enorme diferença e, naturalmente, eu, que amo as pinturas e de modo algum as tulipas, sei muito bem disso. Mas respondo que os muito ricos que compram pinturas caras por uma razão ou outra não o fazem pelo valor artístico que veem nelas — para eles, a diferença que você e eu vemos entre tulipas e pinturas não é visível; eles (…)  também comprariam tulipas agora, como no passado, contanto que houvesse algo de chique nelas.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é Vincent Van Gogh, em uma de suas cartas ao irmão Theo, mas poderia representar um texto de qualquer defensor do value investing tradicional. Serve de alerta para compras desprovidas de fundamento e desalinhadas ao valor intrínseco do respectivo ativo, infladas pela mania ou narrativa do momento. Vale para tulipas, pinturas, ações ou títulos.

É da natureza humana envolver-se em transações simplesmente porque há “algo chique nelas”. Entre os dramas biológicos típicos, está aquele de pertencimento e aceitação do grupo. Comprar uma tulipa, um pintor renomado, um Patek Philippe, um Evoke (lembra dele?), ações da Nvidia ou a criptomoeda da vez, ao menos em determinadas rodas, garante o título para frequentar o clube; isso, para muitos, é mais do que dinheiro.

Ocorre que o “trendy" hoje está a um passo do cafona amanhã. Não é simplesmente uma observação empírica das temporadas de moda. É resultado inexorável da natureza humana, que tende a extrapolar condições circunstanciais do momento para um futuro longevo, da perpetuidade.

Atribuímos um resultado pontual extraordinariamente positivo a puro talento ou, ainda pior, a uma espécie de materialismo histórico, como se não houvesse espaço para resultados diferentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sucesso, no entanto, deriva de competência e sorte, sobretudo em ambientes sociais de alta complexidade, imprevisibilidade e aleatoriedade (como aquele das finanças e dos investimentos). Não é à toa que o “Homem do Ano” vire a frustração do calendário subsequente — os exemplos recentes de Alexandre Birman ou Luiza Trajano talvez não sejam meras coincidências. O espetáculo do aplauso público decorre do mérito individual, sim, mas não só dele.

Leia Também

O extraordinário não dura para sempre

As forças aleatórias podem empurrá-lo para um nível ainda superior ao seu “potencial sistemático”. Mas não há qualquer garantia de que a Deusa Fortuna vai voltar a agraciá-lo no ano seguinte. Se você é muito talentoso e foi muito sortudo num certo momento, o que o leva a uma posição de enorme destaque, o natural seria imaginar que só o talento será repetido no tempo. Então, você retorna a uma posição mais alinhada às suas habilidades estruturais, sem a mesma interferência da sorte.

A tal “maldição da capa de revista”, acompanhada da prescrição pragmática de shortear as ações do fotografado com destaque na Veja ou na Exame, não é somente uma piada maldosa na Faria Lima, nem tampouco um mau agouro dos periódicos semanais. É simplesmente uma aplicação prática da tendência das coisas de reversão à média.

Voltamos ao ordinário depois de um resultado extraordinário, que derivara também da aleatoriedade. O jornalista fotografa mesmo é o extraordinário. “Pousou sem problemas o centésimo avião em Guarulhos hoje”. Isso não é notícia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mesmo raciocínio vale para empresas cujas vendas dispararam por um sucesso em determinada coleção, para gestores de ações que ocuparam a liderança do ranking em determinado ano (com o agravante que isso muitas vezes foi oriundo de concentração ou alavancagem excessivas) ou para ciclos de mercado.

Analogamente, aquilo que está esquecido ou depreciado também é fruto de uma depressão pontual exagerada. O grande fracasso deriva da falta de talento, mas também do azar. Se aquela bola do Renato Augusto contra a Bélgica fosse alguns poucos centímetros mais para o meio, o meia teria feito seu segundo gol, seria enaltecido e talvez o resto de sua carreira recebesse ainda mais congratulações.

O Brasil potencialmente seria hexa e Tite ficaria com as honrarias merecidas. Foi um detalhe. O imponderável futebol clube é só a faceta mais fortuita de um fenômeno amplo. Se não fosse uma certa gravação vazada no porão, a reforma da previdência brasileira teria vindo dois anos antes. Ninguém se surpreenderia se o empresário delator, agora listado na Bolsa de NY, fosse eleito o próximo homem do ano.

Claro que é muito mais fácil comprar o que está na moda, acompanhando a manada e inebriado pela narrativa do momento. Há quem prefira errar com todo mundo do que acertar sozinho. A ancoragem é o viés cognitivo com simbiose à reversão à média. Alguém já lhe ofereceu uma tulipa para comprar hoje? E um fundo de crédito ou uma debênture incentivada?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A small cap e o Pomar com ciprestes

Enquanto isso, outras coisas altamente depreciadas seguem à espera de atenção. Van Gogh morreu deprimido e pobre, após atirar contra o próprio peito. Não fossem o irmão e a cunhada, potencialmente, não conheceríamos um dos artistas mais geniais de todos os tempos.

O longo prazo do artista demorou para chegar, embora sob uma perspectiva histórica o intervalo temporal entre seu ostracismo e o sucesso estrondoso represente apenas um sopro cósmico.

Seria capaz de apostar que seu assessor de investimentos não ligou para oferecer uma carteira de small caps brasileiras neste momento. Há algo mais fora de moda do que elas agora? Olho para algumas dessas ações e tenho a impressão de estar diante de “Pomar com ciprestes”, em 1888.

P.S.: Assim como nas small caps, há boas assimetrias nas opções, ainda mais falando de curto prazo. Vale conferir a carteira nova de operações que vamos recomendar amanhã. Acesse por aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar