A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

Ao longo dos últimos dois anos, tornaram-se comuns manchetes alertando os investidores para uma provável queda nos preços do minério de ferro:

Como acontece com qualquer commodity, a preocupação principal residia na potencial sobreoferta, influenciada principalmente pela desaceleração da China e entrada em operação da gigantesca mina de Simandou, na Guiné.
Bem, o tempo passou e Simandou inclusive realizou seu primeiro embarque para a China no início de dezembro, mas nada disso abalou os preços do minério, que têm mostrado força e se sustentando acima dos US$ 100 a tonelada.

O que explica essa contradição, e o que esperar para os próximos anos?
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Oferta menor que a esperada
Do lado da demanda, a indústria siderúrgica chinesa continuou produzindo em níveis acima do esperado, o que explica parte dessa sustentação para os preços.
Mas o grande desvio para as expectativas tem vindo do lado da oferta, em uma combinação de fatores que devem mais do que compensar a entrada em operação de Simandou.
Para começar, assim como diversos outros setores, a mineração também tem sofrido com a presença cada vez mais constante de eventos climáticos extremos — os ciclones na costa da Austrália ou chuvas que interrompem a circulação nas ferrovias da Vale no Brasil são dois bons exemplos.
Em segundo lugar, a disponibilidade de sucata (que poderia substituir parte do minério de ferro) tem constantemente ficado abaixo das previsões, devido a um ciclo de vida mais longo dos produtos, segundo a mineradora Rio Tinto.

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Outro ponto interessante é que as minas estão muito mais complexas (e caras) do que antes, com extração em áreas cada vez mais profundas, partes destinadas aos rejeitos cada vez mais sofisticadas e seguras, o que tem ajudado a aumentar drasticamente o período entre a descoberta e o início da produção — de 1990 para cá, esse intervalo aumentou de 6 para 18 anos!

Exaustão: o grande alerta
Por fim, um tópico que chegou a ser mencionado no Vale Day e que foi reforçado no evento para investidores da Rio Tinto é a taxa de exaustão das minas em atividade, o que parece estar sendo amplamente negligenciada pelo mercado.
Sobre esse assunto, podemos dizer que o gráfico abaixo é, no mínimo, desanimador para os “shorts” em minério.

Segundo a mineradora australiana, a produtividade das minas está caindo mais rapidamente do que se esperava.
A demanda relativamente estável combinada com assa maior exaustão provocará um déficit anual de 650 Mt em 2035, isso já considerando novos projetos como o de Simandou (operado pela própria Rio Tinto) — lembre-se que, mesmo que novas reservas sejam descobertas no curto prazo, a espera até o início da produção pode demorar décadas.
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso.
Esse cenário é promissor para a Vale e mostra que, mesmo depois da alta de 45% em 2025, as ações ainda têm espaço para continuar subindo. Vale é uma das ações presentes na série Vacas Leiteiras, cuja carteira recomendada sobe 45% neste ano.
Se quiser ter acesso completo à carteira de maneira gratuita por 3 meses, deixo aqui o convite.
Antes de encerrar, gostaria de agradecer pela parceria em 2025 e desejar ótimas festas a todos.
Um abraço e até a próxima!
Ruy
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