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O presidente dos EUA reacendeu os temores sobre o comércio global com novas tarifas, incluindo aumento de 100% sobre farmacêuticas e altas para caminhões e móveis; enquanto isso, mercado avalia PCE
Se nas últimas semanas a fúria tarifária de Donald Trump parecia adormecida, o presidente dos EUA deu um chacoalhão no mundo todo na noite da última quinta-feira (25), reacendendo os receios sobre o comércio global ao anunciar novas taxas de importação para o país, que entram em vigor no início de outubro.
O destaque ficou para as farmacêuticas, com uma nova tarifa de 100%. Além disso, o chefe da Casa Branca também anunciou novas taxas para os seguintes produtos:
Fora do ambiente político, a atenção dos mercados se concentra na inflação dos EUA, com a divulgação do índice de preços (PCE) pelo pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta sexta-feira (26). Esse é o indicador favorito do Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) para acompanhar a evolução dos preços e é o primeiro dado divulgado após o início de cortes nos juros norte-americanos.
O PCE veio em linha com as expectativas do mercado, a 0,3% em agosto e 2,7% em 12 meses — ainda acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed). Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo da inflação avançou 0,2% no oitavo mês de 2025 e 2,9% em 12 meses, também em linha com o esperado.
Lá fora, as bolsas de Nova York registravam alta generalizada depois do dado, por volta das 11h. O S&P 500 e Dow Jones subiam 0,43% e 0,48% respectivamente logo na abertura das negociações. Já o Nasdaq avançava 0,33%.
Por aqui, o Ibovespa se valorizava 0,28% no mesmo horário, a 145.702 pontos. O dólar, po sua vez, tinha perdas de 0,18% ante o real, negociado a R$ 5,35.
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Se o que não tem remédio, remediado está, as farmacêuticas ao redor do mundo parecem resignadas com a nova tarifa de Donald Trump ao setor anunciada na noite de ontem.
O maior número das grandes empresas do setor fora dos EUA está concentrado na Europa, e o índice que agrupa as principais — como AstraZeneca e Novo Nordisk — o Stoxx Europe Total Market Pharmaceuticals, estava praticamente no zero a zero por volta das 10 horas.
Isso se dá por duas razões: a primeira é que o acordo firmado entre União Europeia e Estados Unidos garante um teto de 15% para as tarifas de produtos farmacêuticos, de acordo com um comunicado do bloco nesta sexta-feira (26).
Além disso, o presidente dos EUA também deixou claro, em uma publicação na rede Truth Social, que o novo sobrepreço afetará empresas que não estão construindo fábricas nos EUA.

Muitas das maiores empresas farmacêuticas anunciaram novas construções nos EUA nos últimos meses. A lista inclui AstraZeneca, Roche Holding e GSK. Até agora, neste ano, mais de uma dúzia de fabricantes de medicamentos se comprometeram a investir mais de US$ 350 bilhões coletivamente até o final desta década em fabricação, pesquisa e desenvolvimento e outras funções nos EUA, informou o The Wall Street Journal.
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