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Monique Lima

Monique Lima

Repórter de finanças pessoais e investimentos no Seu Dinheiro. Formada em Jornalismo, também escreve sobre mercados, economia e negócios. Já passou por redações de VOCÊ S/A, Forbes e InfoMoney.

PODIA SER PIOR

Eletrobras (ELET3) decepciona no primeiro trimestre e ações caem mais de 3%, mas nem tudo está perdido e analistas veem luz no fim do túnel

Preços mais baixos de energia no Norte e Nordeste pesaram sobre o balanço, mas controle de custos e provisões foi surpresa positiva e dá ânimo para a Eletrobras no curto prazo

Eletrobras, Axia
Logo da Axia, antiga Eletrobras. - Imagem: Canva/Divulgação / Montagem: Bruna Martins

Os primeiros meses do ano não foram bons para a Eletrobras (ELET3).

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A empresa reportou que teve maiores custos de compra de energia, especialmente no Norte e Nordeste, que resultaram em perdas de R$ 303 milhões.

Isso representou um aumento de gastos não gerenciáveis que o mercado não esperava: alta de 31% em comparação com um ano atrás.

A perda teve impacto significativo no lucro, levando a uma queda de 11% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) regulatório ajustado e recuo de 8,1 pontos percentuais na margem Ebitda. 

Em relatório, a XP antecipou que os investidores não reagiriam bem aos dados. Dito e feito. 

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As ações da Eletrobras negociam em queda na bolsa nesta quinta-feira (15), com perdas de 3,75% por volta das 11h (horário de Brasília), a R$ 41,56. 

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Entretanto, não foram só notícias ruins no período entre janeiro e março. A Eletrobras conseguiu avançar no controle de custos e provisões. 

Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, avaliou que a companhia mostrou melhora na linha de provisões e uma ótima evolução na linha de PMSO (gastos gerenciáveis com pessoal, material, serviços e outros), que caiu -8,3% no período em comparação com o mesmo período de 2024, o que “evidencia os esforços em busca de maior eficiência”. 

LEIA TAMBÉM: Reviravolta na Eletrobras (ELET3): Marcelo Gasparino fica fora, Juca Abdalla e Carlos Márcio entram para o conselho

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O lucro líquido regulatório ajustado foi de R$ 408 milhões frente R$1,02 bilhão projetado pelo BTG, enquanto o resultado IFRS apontou prejuízo de R$ 352 milhões

Entretanto, o número não causou tanto impacto entre os analistas porque foi impactado negativamente por um ajuste regulatório de R$ 952 milhões pela revisão de preços em contratos de transmissão. 

A companhia atualizou seu balanço de energia e concluiu parcialmente a venda de usinas térmicas para a Âmbar, por R$ 2,9 bilhões, o que o BTG aponta como positivo para otimização de geração. 

É hora de comprar ações da Eletrobras? 

Os resultados foram fracos e abaixo das expectativas do mercado em grande parte dos indicadores, porém, a recomendação do BTG, XP e Empiricus é de compra para as ações ELET3

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De acordo com Ruy Hungria, apesar dos resultados piores por conta da compra de energia, a empresa continua apresentando avanços importantes na linha de gastos gerenciáveis, que ainda devem destravar bastante valor à tese.

“Por 6x valor da Firma/Ebitda e um dividend yield que pode chegar a dois dígitos a partir de 2026, trabalhamos com recomendação de compra para Eletrobras”, diz o analista. 

O BTG também tem recomendação de compra para as ações, mas, em relatório, os analistas ponderam que é necessário ficar atento à revisão tarifária que impactou no lucro e à reestruturação do portfólio. 

O preço alvo estipulado para 12 meses é de R$ 58,00, que representa um potencial de valorização de 39,5%. Já a XP, tem um preço alvo menor, de R$ 50.

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