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Após reduzir o preço-alvo das ações da Hapvida (HAPV3) em quase 50%, o Bradesco BBI mantém recomendação de compra, mas com viés cauteloso, diante de resultados abaixo das expectativas e pressões operacionais para o quarto trimestre
Após resultados mais fracos do que o esperado, a Ágora Investimentos/Bradesco BBI incorporou os números do balanço de Hapvida (HAPV3) do terceiro trimestre e reduziu o preço-alvo das ações em quase 50% — um corte de R$ 24.
Agora, o banco projeta as ações HAPV3 em R$ 27 no final de 2026 — quase 50% menor em relação ao anterior, de R$ 51. Ainda é um aumento significativo em relação ao preço atual da operadora de planos de saúde, de aproximadamente R$ 18.
O banco também reduziu as estimativas de lucro da companhia em 2026 em 42%, para R$ 863 milhões, com base na sinistralidade e Ebitda estável para o próximo ano.
A instituição, no entanto, manteve a recomendação de compra, “com viés cauteloso” em relação à fraca dinâmica dos resultados e considerando, “de forma conservadora”, o benefício fiscal do ágio da NotreDame Intermédica como um fator que pode elevar o potencial de valorização.
Na avaliação dos analistas Marcio Osako e Larissa Monte, a classificação ainda é sustentada pelo valuation descontado em relação aos pares. HAPV3 está sendo negociada a 11 vezes o múltiplo de preço sobre lucro (P/L) ante 17 vezes P/L da Rede D’Or (RDOR3).
A dupla também colocou na conta o anúncio do novo programa de recompra de 70 milhões de ações — que representa 24% dos papéis em circulação —, além das 20 milhões divulgadas no mês passado. Para eles, o movimento “pode fornecer um suporte para os preços das ações”.
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Para o banco, “os resultados do quarto trimestre devem permanecer desafiadores em outubro, com mais pressão de custos dos investimentos em andamento na rede própria e fraca alavancagem operacional”.
A Ágora/Bradesco BBI é a quarta instituição a revisar as estimativas para Hapvida após os números do 3T25. Ontem (13), em reação aos resultados, o BB Investimentos rebaixou a recomendação das ações de compra para neutro e o BTG Pactual cortou o preço-alvo de R$ 67 para R$ 50 no final de 2026.
Já o JP Morgan fez uma dupla revisão: rebaixou a recomendação de compra para neutra e reduziu o preço-alvo R$ 52 para R$ 39.
Na noite da última quarta-feira (12), a operadora de saúde reportou um lucro líquido de R$ 338 milhões entre julho e setembro, alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
No período, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 746,4 milhões, diminuição de 2,1%, sem efeitos não recorrentes.
Mas os principais pontos de atenção foram o caixa da companhia e o aumento da taxa de sinistralidade (MLR): a operadora teve uma queima de fluxo de caixa livre de R$ 51,9 milhões no 3T25, pressionado pela piora do Ebitda; e o MLR subiu 1,4 ponto percentual, para 75,2%, motivada pelo aumento de ocorrências médicas.
Com os resultados e a revisão dos bancos, as ações tombaram mais de 40% nesta quinta-feira (13). Nesta sexta-feira (14), os investidores continuaram a liquidar os papéis. Por volta das 17h10, HAPV3 caía 2,70%, a R$ 18,38, figurando como a quarta maior queda do Ibovespa.
Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio
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