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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

POTENCIAL DE VALORIZAÇÃO

Ação defensiva, com motor de crescimento ligado e boa rentabilidade: Frasle (FRAS3) ganha novo selo de aprovação do Santander

Para analistas, empresa combina defesa em tempos difíceis com projeções robustas de lucro e expansão internacional

Camille Lima
Camille Lima
1 de junho de 2025
11:36 - atualizado às 11:00
Fras-le já contratou bancos para prestar assessoria financeira no follow-on
Imagem: Fras-le

Se você procura uma ação com perfil defensivo, rentabilidade elevada e um bom motor de crescimento para os próximos anos, o Santander elege a Frasle (FRAS3) como uma boa pedida para a carteira de investimentos. 

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A fabricante de autopeças acaba de ganhar novo selo de aprovação do banco, que manteve recomendação outperform, equivalente à compra, para as ações FRAS3.

  • E MAIS: Analistas selecionaram 3 ações do setor de serviços básicos para buscar lucros de até 32% – confira quais são

Os analistas também elevaram o preço-alvo para os papéis, de R$ 27,00 para R$ 32,00 para o fim de 2025. 

A nova cifra implica uma valorização potencial de 21,4% em relação às cotações do último fechamento.

Por trás do otimismo com as ações da Frasle (FRAS3)

A tese otimista do Santander para a Frasle é baseada na perspectiva de que a empresa está bem posicionada para continuar crescendo organicamente, ao mesmo tempo em que colhe os frutos da integração com a Dacomsa, sua maior aquisição até o momento. 

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Para os analistas, como 91% da receita da Frasle é proveniente do mercado de reposição, a empresa se mostra resistente a ciclos econômicos e mantém o giro mesmo quando o motor da economia engasga. 

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E tem mais: a empresa também ganha com a alta do dólar. A exposição crescente a mercados externos protege contra o risco Brasil e ainda oferece uma alavanca cambial para a carteira.

Apesar de o valuation não apresentar descontos, com as ações negociadas a um múltiplo 8,1 vezes o valor de firma sobre Ebitda estimado para 2025, em linha com a média histórica de cinco anos, a Frasle apresenta “características típicas de empresas de alta qualidade”.

Entre elas, estão uma rentabilidade elevada, com retorno sobre o capital investido estimado entre 2025 e 2027 na casa dos “high teens”, acima de 15%, e crescimento acelerado de Ebitda e do lucro líquido para os próximos anos.

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Os riscos à tese otimista do Santander

Na avaliação do Santander, para investidores em busca de um papel que combine proteção em momentos turbulentos com potencial de valorização no longo prazo, a Frasle parece entregar as duas coisas. 

Claro, os riscos existem. Entre eles, os analistas citam:

  • Desafios na expansão internacional e na integração das aquisições recentes; 
  • Valorização do real pressionando as exportações; 
  • Dependência de montadoras (OEMs); 
  • Preços de matérias-primas; 
  • Aumento da concorrência; 
  • Interrupções na cadeia de suprimentos; e 
  • Cenário macroeconômico.

Mas, por ora, o banco vê mais estrada livre do que obstáculos à frente. Frasle segue firme na pista — e agora com recomendação renovada para acelerar.

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