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Mercado reconhece os fundamentos sólidos da empresa, mas resiste em pagar caro por uma ação que entrega mais prudência do que empolgação; veja as projeções
Os executivos da Isa Energia (ISAE4) se mostram mais otimistas com o futuro da transmissora, equacionando investimentos, endividamento elevado e garantindo no mínimo dividendos anuais de 75% do lucro regulatório. E com a possibilidade de elevar a frequência de distribuições para duas ou mais vezes ao ano, quando o fluxo de caixa da empresa permitir.
Já o mercado parece não estar tão confiante nesse discurso. Embora os analistas reconheçam a qualidade dos fundamentos da companhia como geradora de renda para o longo prazo, eles apresentam dúvidas sobre se no curto prazo o investidor deve pagar para ver essa evolução.
Essa realidade fica mais nítida no levantamento de consenso de mercado feito pelo TradeMap para o Seu Dinheiro. De um total de nove bancos, corretoras e casas de análise com cobertura da ação ISAE4, três indicam compra do papel, enquanto seis são neutros ou sinalizam apenas manter, sem novos aportes.
Foram consideradas opiniões de XP, BTG, BB Investimentos, Santander, Itaú BBA, Ágora, Terra, Genial e PagBank.
No quesito dividendos, os analistas estão mais contidos. As estimativas para dividend yield (retorno em dividendos) em 2026 não ultrapassam 8%. Se considerada a média de projeções das nove instituições para ISAE4, o dividend yield médio esperado para 2026 é de 7,21%.
Em 2025, a empresa deve fechar com um retorno em proventos levemente maior, um dividend yield médio de 8,11%. Embora não seja um patamar ruim, também não é considerado tão atrativo pelo mercado, dado que a média da bolsa de valores e o requisito mínimo para considerar uma ação boa pagadora é de 6%. Por se tratar de uma transmissora, com forte geração de receita e perenidade, o dividend yield parece modesto.
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Sobre a possibilidade de ter ganho de capital, com valorização das ações, alguns analistas enxergam ISAE4 fechando 2025 em R$ 31,51. Já a expectativa para os próximos 12 meses é a ação avançar até R$ 33,40. Atualmente, o papel negocia na região dos R$ 26. Veja consenso de mercado:
| Quem recomenda | Recomendação | Preço-alvo | Preço Alvo- para | Dividend Yield projetado 2025 | Dividend Yield projetado 2026 | Data da Recomendação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| XP | Manter | R$ 25,87 | 2025 | 7,55% | 7,72% | 23/10/2025 |
| BTG | Manter | R$ 25 | 2025 | 6,30% | 6,20% | 30/10/2025 |
| BB | Compra | R$ 33,4 | 12 meses | 7,70% | 6,91% | 30/10/2025 |
| Santander | Manter | R$ 23,35 | 2025 | 6,70% | - | 03/11/2025 |
| Itaú BBA | Compra | R$ 31,51 | 2025 | 8% | - | 30/07/2025 |
| Ágora | Manter | R$ 27 | 2025 | 6,60% | - | 03/11/2025 |
| Terra | Manter | R$ 28 | 12 meses | - | 8% | 02/10/2025 |
| Genial | Compra | R$ 27,3 | 12 meses | - | - | 03/11/2025 |
| PagBank | Manter | R$ 25,64 | - | 13,96% | - | 01/05/2025 |
Fora das instituições do consenso de mercado, os analistas consultados pelo Seu Dinheiro apresentam uma visão parecida. A maioria está neutra para ISAE4 e espera que os dividendos fiquem entre 5,35% e 8% nos próximos 12 meses. Veja projeções:
| Dividend yield projetado para os próximos 12 meses | Preço-teto de compra | Recomendação | Quem recomenda? |
|---|---|---|---|
| 5,35% | R$ 16,88 | Neutra ou manter | Vida de Acionista |
| 6% até 7% | R$ 27 | Neutra ou manter | Terra Investimentos |
| 6,50% | R$ 24,50 | Neutra ou manter | VG Research |
| 6% até 7% | - | - | TC |
| 8% | - | Compra | Genial Investimentos |
| 7,80% | R$ 22 | Neutra ou manter | Ticker Research |
Sobre os investimentos para substituir a receita da RBSE (Rede Básica Existente), indenização que representa cerca de 33% da receita da Isa Energia hoje e que será paga apenas até 2028, a visão do mercado é que este fator está equacionado e que transmissora conseguirá os ingressos necessários para não comprometer a sua lucratividade e proventos nos próximos anos.
Aurélio Sales, analista da VG Research, destaca que a Isa Energia vem energizando os projetos licitados antes do prazo estabelecido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e tudo indica que, até a extinção total do componente financeiro da RBSE em 2028, a transmissora já terá recomposto sua receita.
Regis Chinchila, head de research da Terra Investimentos, destaca que a companhia mantém ritmo forte de execução de investimentos, com uma carteira total de obras que soma R$ 12,7 bilhões até o fim da década, com destaque para projetos greenfield (novos) como Riacho Grande, Jacarandá e Piraquê, que devem adicionar mais de R$ 1 bilhão de receita para a transmissora quando energizados.
“A redução da receita da RBSE é uma preocupação natural no curto prazo, mas a expansão do portfólio e o avanço das entregas tendem a compensar gradualmente essa perda estrutural, reforçando a geração de caixa regulatória no médio e longo prazo”, afirma Chinchila.
Já sobre a possibilidade de ter mais de uma distribuição de proventos por ano, mesmo com o aceno da empresa, os analistas se mostraram mais céticos sobre isso sair do discurso e se concretizar.
Bruno Oliveira, analista do Vida de Acionista, diz que acredita na possibilidade, mas não enxerga como uma prioridade do CEO e da CFO da Isa Energia. Ele lembra que a companhia sabe como conciliar mais distribuições, tendo em vista que em um passado não muito distante, a antiga Isa Cteep (TRPL4) distribuía proventos mais de três vezes ao ano.
“Enxergo mais como uma pressão do mercado. Temos o efeito clientela muito forte no investidor pessoa física, que é justamente o interesse por alguma empresa pela sua política de proventos. Mas na Isa Energia, vejo que eles são muito questionados, mas não manifestam nenhum entusiasmo e nem planejamento real em relação a alguma iniciativa interna, sobre trazer uma recorrência maior de proventos”, defende Oliveira.
O discurso do analista vai em linha com o que disseram o CEO, Ruy Chammas, e a CFO, Silvia Wada, ao Seu Dinheiro.
Para o analista do Vida de Acionista, é mais estratégico para o investidor de Isa Energia considerar apenas um pagamento por ano e, caso venham a ocorrer mais, ser surpreendido positivamente.
“Em uma carteira de dividendos bem planejada, ter uma empresa que distribua ou pague dividendos apenas uma ou duas vezes ao ano não é um conflito, porque geralmente essa carteira possui outras empresas também, com frequências diversas”, pontua Oliveira.
Chinchila partilha o mesmo pensamento e acredita que podem até ocorrer distribuições adicionais nos próximos anos, mas de forma pontual, sem mudanças estruturais na frequência de proventos oficial.
“O compromisso da Isa Energia com dividendos existe, mas condicionado à geração de caixa e endividamento sob controle. O foco da gestão está em executar os investimentos, preservar o rating de dívida mais do que atender a pressão dos investidores”, defende.
Júlio Vieira, especialista e contribuidor do TC, afirma que a Isa Energia foi enfática, no terceiro trimestre de 2025, sobre pagar o mínimo de 75% do lucro líquido regulatório em proventos e que apesar de ter ocorrido uma declaração adicional de juros sobre capital próprio relativos ao primeiro semestre em setembro e ter mais uma a caminho em dezembro, essa frequência não deve se repetir nos próximos anos.
“A Isa Energia está em um ciclo intenso de investimento para substituir as receitas que vêm perdendo da RBSE. Boa parte do seu fluxo de caixa está indo para esses investimentos, que no longo prazo vão gerar retorno e dividendos maiores para o acionista”, avalia Vieira, que vê o dividend yield da transmissora ficando abaixo de 10% até 2028.
Embora tenha havido uma sinalização da empresa de ter mais distribuições de proventos no ano, Vieira não considera que seja um plano de curtíssimo prazo. “É um intento da companhia, uma vontade de qualquer empresa distribuir mais dividendos, mas acredito que eles vão se concentrar em pagar apenas o mínimo regulatório de 75% do lucro”, observa.
Embora o salto da dívida líquida em 35,2% no terceiro trimestre, para R$ 12,9 bilhões, assuste principalmente investidores novos que ainda não conhecem o modelo de negócios da empresa, os analistas se mostram confortáveis com este patamar.
A alavancagem, que mede a relação da dívida com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), está em 3,4 vezes, acima do limite tolerável do BNDES, de 3 vezes. “A dívida ainda está dentro de patamares confortáveis para transmissoras de energia”, sinaliza Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos.
Oliveira, do Vida de Acionista, alerta que a alavancagem da Isa Energia vai ultrapassar com facilidade quatro vezes dívida líquida/Ebitda nos próximos trimestres, mas que isso não deve assustar os novos investidores.
“Quando você tem uma empresa com forte geração de caixa, como uma transmissora, e endividamento em crescimento, ultrapassando quatro vezes o Ebitda, o investidor não deve ficar ansioso, porque esse endividamento é feito com estratégia, em que as parcelas do pagamento serão fortemente quitadas no futuro distante e não no curto prazo”, explica.
Diante desta teoria, Oliveira acredita que, por mais que a alavancagem suba, as dívidas de curto prazo não vão se tornar um gargalo para o pagamento de proventos, no curto e médio prazos.
Mesmo com muitos pontos a favor, os analistas ainda têm outras preferências para quem busca renda passiva no curto prazo e um dividend yield maior, porque não enxergam espaço para a Isa Energia aumentar o lucro distribuído aos acionistas no curto prazo, principalmente se os juros continuarem elevados, o que pressiona o caixa.
Gabriel Duarte, analista da Ticker Research, sinaliza que há nomes melhores no setor elétrico para dividendos no longo prazo, como Axia (AXIA3, a antiga Eletrobras) e Copel (CPLE6).
Para quem quer valorização além de proventos, dá ainda para se refugiar em outras transmissoras, como Taesa (TAEE11) e Alupar (ALUP11), segundo Chinchila, da Terra.
“Os dividendos da Isa Energia ainda são competitivos, mas perdem atratividade frente a pares do setor elétrico, com menor alavancagem e maior potencial de valorização”, defende ele. Apesar disso, ISAE4 segue sólida, com fluxo previsível de caixa e resiliência operacional.
Para quem quer fugir do setor elétrico, mas não dos bons dividendos, Oliveira cita BB Seguridade (BBSE3) que apresenta um dividend yield de 12% em 2025 e, apesar de leve redução dos proventos estimada em 2026, continua com uma remuneração muito sólida.
“Excelente pagadora, com frequência semestral, presente em um segmento altamente resiliente aos juros elevados e com números batendo recordes”, observa o analista.
Para Oliveira, há boas opções também em Metal Leve (LEVE3) e Irani (RANI3), ambas com dividend yield acima de 8% e preços atrativos. “Irani tem cinco pagamentos por ano, está focada no mercado brasileiro e tende a melhorar sua remuneração com queda da taxa Selic”, defende.
A companhia, segundo o analista, deve apresentar resultados mais robustos, com bom controle de endividamento e baixas perspectivas de grandes investimentos.
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