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A deputada diz que o fato de ser pouco conhecida é o maior desafio da pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo
Com candidatos em espectros ideológicos opostos como favoritos, a disputa pela Prefeitura de São Paulo reflete a polarização política do país desde as eleições presidenciais. Contudo, para a deputada federal e pré-candidata ao cargo de prefeita da cidade, Tabata Amaral, existe um espaço para uma alternativa aos candidatos à frente na pesquisa — e que reeditam a disputa entre Lula e Bolsonaro.
Apesar de ser conhecida como uma representante da chamada “terceira via”, a pré-candidata pelo PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, já disse não gostar dessa alcunha. “Terceira via é quem chega em terceiro lugar”, brinca ela.
Então, onde se encaixa o pensamento político de Tabata? A resposta foi dada por ela mesma no podcast Touros e Ursos do Seu Dinheiro.
A deputada diz que a resposta é mais complexa do que simplesmente definir se seu pensamento se encaixa mais à direita ou mais à esquerda do espectro político.
“Quando a gente fala de uma cidade tão grandiosa e tão complexa como São Paulo, eu acho que é preciso ir além dessas duas caixinhas de esquerda e direita, Lula e Bolsonaro”, disse.
“A gente tem um problema de segurança pública gigantesco, com aumento de roubo de celular, aumento de estupro, etc. Também precisamos de uma prefeita que entenda a importância da zeladoria, do lixo na rua, da iluminação. Isso é de direita? Beleza.”
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Ativista da área da educação, a deputada criticou o governo municipal ao afirmar que São Paulo foi a capital que mais caiu no ranking nacional de alfabetização. “Falar de educação e querer que São Paulo tenha a melhor escola pública é de esquerda? Então tá bom, mas não me importa”, afirmou.
A conversa completa você assiste no YouTube do Seu Dinheiro:
Para a deputada federal, o objetivo principal da campanha não é defender uma bandeira de direita ou de esquerda, mas compor um governo diverso.
“Quem escolher votar em Tabata Amaral não é porque não quer o [Ricardo] Nunes ou não quer o [Guilherme] Boulos. É porque vai olhar para o meu histórico como deputada, de alguém que sabe juntar time, que foca no que importa e que sabe entregar”, diz a pré-candidata.
Ela dá como exemplo a última eleição para a prefeitura de São Paulo. O escolhido pela população foi Bruno Covas, que morreu em 2021 em decorrência de um tumor no fígado. Seu vice, Ricardo Nunes, assumiu o cargo e disputa a reeleição neste ano.
Mas, em meio à forte polarização, o nome de Tabata Amaral enfrenta um outro problema: o desconhecimento. A deputada admite que sua plataforma ainda é pouco conhecida. “Eu ainda tenho de 50% a 60% de desconhecimento na cidade”, admite ela.
Porém, esse desconhecimento também leva a deputada a ter a menor rejeição entre o eleitorado. “Eu também tenho a maior taxa de conversão, ou seja, de cada três pessoas que me conhecem, uma diz que vai votar”, explica.
Confira a conversa completa com a deputada federal Tabata Amaral, que também está disponível no Spotify. Aproveite para seguir o podcast Seu Dinheiro, que convidou o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) para a série:
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