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A Hurun China Rich List revela mudanças na economia do país asiático e mostra que acabou a dominância dos magnatas do setor imobiliário
“A história dos indivíduos na lista dos bilionários conta a história da economia chinesa”, define o diretor de pesquisa responsável pelo ranking das pessoas mais ricas da China. Se antes a lista era dominada por grandes nomes do mercado imobiliário, agora chegou a vez dos magnatas da tecnologia, bens de consumo eletrônicos e energia.
Não só isso mudou com o novo cenário econômico do país asiático. O número de bilionários caiu, segundo a Hurun China Rich List, e está caindo recorrentemente desde 2021.
Quem encabeça o ranking de homem mais rico da China em 2024 é o CEO da ByteDance, empresa dona do TikTok. Zhang Yiming, de 44 anos, tem seu patrimônio avaliado em US$ 49,3 bilhões (R$ 283,3 bilhões).
Ao subir de quinto para primeiro lugar no ranking, ele ultrapassou Zhong Shanshan, diretor da empresa de bebidas enlatadas Nongfu Spring, que estava há 3 anos invicto. Polêmicas e escrutínio público envolvendo a empresa fizeram com que a riqueza de Zhong caísse 24%, para US$ 47,9 bilhões.
Na sequência, o bilionário por trás da gigante de tecnologia Tencent ocupa o terceiro lugar e o fundador do e-commerce Pinduoduo (do mesmo grupo da Temu, concorrente da Shein), o quarto.
Nesse cenário, o diretor de pesquisa da Hurun List, Rupert Hoogewerf, destaca que a nova geração de empresários chineses têm maior abrangência internacional que os antecessores.
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É só pensar que a ByteDance é responsável por um dos apps mais usados no mundo, e a Temu tornou-se uma concorrente direta de outros e-commerces como Amazon e Shein.
Além de revelar quem são os maiores endinheirados da China, a Hurun List também mostrou que 142 pessoas saíram da lista de bilionários.
De acordo com a instituição de pesquisa, a China tem 1.094 habitantes com patrimônio acima de 5 bilhões de yuans (R$ 4 bilhões) – um número 12% menor do que em 2023.
Somando o patrimônio de todos, que é avaliado em US$ 3 trilhões (R$ 17,2 trilhões), eles estão 10% mais “pobres” do que no ano passado.
“A Hurun China Rich List diminuiu pelo terceiro ano consecutivo, conforme a economia e as bolsas chinesas tiveram um ano difícil”, explicou o diretor de pesquisa.
* Com informações da CNBC.
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