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Isolados por severas sanções internacionais, Moscou e Pyongyang juntam forças para continuarem de pé; entenda toda essa história
Dizem que é melhor ter poucos, mas bons amigos. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem poucos amigos, porém perigosos — e Kim Jong Un, o líder da Coreia do Norte, é um deles.
As sanções impostas pelos EUA e aliados por conta da invasão da Ucrânia, deixou Moscou praticamente isolada no cenário internacional — ficou cada vez mais difícil para Putin conseguir dinheiro para manter a máquina de guerra russa de pé.
A China, que nunca assumiu oficialmente um lado na guerra, tem contribuído com a Rússia por meio de compras de petróleo mais barato, por exemplo, mas não é a única a dar um suporte financeiro a Putin.
O chefe do Kremlin ainda tem ao seu lado Belarus — nação localizada entre a Rússia e a Ucrânia e que disponibilizou seu território como ponto de partida para parte da invasão executada pelo Kremlin — e países como Síria, Venezuela, Cuba e Nicarágua.
Faz parte da lista de amigos de Putin a Coreia do Norte, destino da viagem do presidente russo depois de 24 anos.
A visita oficial de Putin à Coreia do Norte depois de mais de duas décadas foi acompanhada com bastante atenção pela comunidade internacional, sobretudo pelos EUA.
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Há anos, os norte-americanos vêm tentando isolar a Coreia do Norte com sanções devido ao programa de armas nucleares do país e, desde 2022, a Rússia vem sendo alvo de esforços semelhantes por causa da invasão da Ucrânia.
Agora, Washington teme a aproximação estratégica entre os dois países. E não é à toa: o temor é de que a Rússia possa estar comprando armamentos da Coreia do Norte. Por causa das sanções norte-americanas, Pyongyang não consegue vender muitas das suas armas a outros países.
O presidente da Rússia e o líder norte-coreano assinaram nesta quarta-feira (19) um pacto que inclui uma promessa de ajuda mútua caso qualquer um dos países sofra "agressões".
Embora os detalhes não tenham ficado claros de imediato, o acordo poderá marcar a ligação mais forte entre Moscou e Pyongyang desde o fim da Guerra Fria.
Ambos os líderes descreveram o pacto como um grande aprimoramento em suas relações, abrangendo segurança, comércio e investimento, além de laços culturais e humanitários.
Kim declarou que os dois países têm uma "amizade ardente" e prometeu total apoio à guerra da Rússia na Ucrânia.
Putin, por sua vez, disse que o pacto é um "documento inovador", que reflete o desejo mútuo de levar as relações bilaterais a um nível superior.
*Com informações da BBC e da Associated Press
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