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SEM VENCEDORES (AINDA)

A guerra não acabou: Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Irã — mas tem o maior dos desafios pela frente

Mais cedo, Teerã respondeu à ofensiva norte-americana contra instalações nucleares com um ataque com mísseis à Base Aérea de Al Udeid, no Catar

Trump diante das bandeiras de Irã e Israel
Trump diante das bandeiras de Irã e Israel - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

O ataque dos EUA às três instalações nucleares do Irã no sábado (21) foi fatal: deixou Teerã com poucas opções de retaliação e forçou o país persa a aceitar um cessar-fogo no conflito com Israel. O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (23) pelo presidente norte-americano, Donald Trump — e veio acompanhado de um desafio. 

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“Partindo do princípio de que tudo funcionará como deveria, o que acontecerá, gostaria de parabenizar ambos os países, Israel e Irã, por terem a resistência, a coragem e a inteligência para acabar com o que deveria ser chamado de “A guerra dos 12 dias”, escreveu Trump no Truth Social.

Mais cedo, o Irã respondeu à ofensiva norte-americana com um ataque com mísseis à Base Aérea de Al Udeid, no Catar.

Trump agradeceu ao Irã por avisar os EUA com antecedência sobre ataque à base norte-americana. O aviso, escreveu ele nas redes sociais, "possibilitou que nenhuma vida fosse perdida e ninguém ficasse ferido".

Segundo o presidente norte-americano, seu próximo desafio é acabar de vez com a guerra entre Israel e Irã — uma missão que pode ser um pouco mais complexa de ser alcançada. 

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Irã sem saída

Os ataques dos EUA às três instalações nucleares iranianas deixou poucas opções para Teerã — a principal e mais perigosa era o fechamento do Estreito de Ormuz. 

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O parlamento iranino chegou a aprovar no domingo (22) o bloqueio do corredor marítimo mais importante do mundo, por onde passagem cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente e que tem como principal cliente a China. 

A decisão final, no entanto, cabia às autoridades iranianas que não deram luz verde para o fechamento da via. O motivo para isso é financeiro: o próprio Irã, que depende exclusivamente da exportação de petróleo para ter receita, exporta seus barris pelo estreito. 

Duvidando de que Teerã suspenderia a circulação de navios por ali, o mercado nesta segunda-feira (23) não reagiu como o esperado: as bolsas em Nova York fecharam em alta, enquanto os futuros do petróleo tiveram perdas da ordem de 7% — a maior parte delas ligada ao ataque iraniano à base dos EUA no Catar. 

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O desafio de Trump para acabar com a guerra entre Irã e Israel

Trump usa a guerra para conseguir a paz, em suas próprias palavras. Mas para acabar de vez com o conflito entre Israel e Irã, o presidente norte-americano terá que mostrar do que é capaz. 

Isso porque a principal exigência de Israel — e dos EUA — para que a guerra acabe é que o Irã enterre o seu programa nuclear. Teerã insiste que suas ambições nucleares são pacíficas, mas não convence israelense, norte-americanos e europeus disso. 

E a decisão de abrir mão das ambições nucleares coloca o regime comandado pelo aiatolá Ali Khamenei em risco. 

O Irã acredita que sem seu programa atômico, os inimigos do regime não terão mais nada a temer e um movimento para a derrubar do governo pode ganhar força no país. 

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