Empresas começam a suspender atividades com escalada da guerra entre Israel e Irã
Do setor marítimo ao setor aéreo, as primeiras companhias começam a anunciar uma paralisação temporária das operações na esteira dos ataques dos EUA às instalações nucleares iranianas

As primeiras empresas começam a anunciar a suspensão temporárias de suas operações depois que os ataques dos EUA a três instalações nucleares iranianas aumentaram os riscos para os negócios no Oriente Médio.
A Maersk Line, por exemplo, deixou de atuar no porto de Haifa, em Israel, em razão da escalada do conflito. A informação é de comunicados de monitoramento enviados diariamente aos clientes pela empresa.
A nota detalha ainda que a companhia mantém a operação no porto de Ashdod, mais a norte de Israel.
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"Após analisar cuidadosamente os relatórios de risco em relação ao conflito em andamento entre Israel e Irã — particularmente os riscos potenciais de atracar em portos específicos de Israel e suas implicações para a segurança de nossas tripulações —, a Maersk tomou a decisão de suspender temporariamente as escalas de navios no Porto de Haifa, Israel, e também suspender a aceitação de carga para este porto", informa a empresa.
Segundo a Maersk, a companhia informou aos clientes que podem sofrer impacto dessa decisão e trabalha para fornecer soluções de transporte alternativas para minimizar a interrupção.
"Continuaremos a monitorar de perto a situação e estamos prontos para reavaliar essa decisão assim que for seguro e viável fazê-lo. Novas atualizações serão compartilhadas à medida que novas informações se tornarem disponíveis."
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Céus vazios sobre Irã e Israel
As companhias aéreas continuam evitando grandes partes do Oriente Médio, após os ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas.
O site de rastreamento de voos FlightRadar24 mostra o tráfego já contornando o espaço aéreo na região devido às recentes ofensivas.
"Após os ataques dos EUA às instalações nucleares iranianas, o tráfego comercial na região está operando como desde que novas restrições ao espaço aéreo foram implementadas na semana passada", afirmou o FlightRadar24 no X.
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O site mostra que as companhias aéreas não estão voando no espaço aéreo sobre Irã, Iraque, Síria e Israel. Elas escolheram outras rotas, como o norte, via Mar Cáspio, ou o sul, via Egito e Arábia Saudita, mesmo que isso resulte em mais custos com combustível e tripulação, além de tempos de voo mais longos.
Desde que Israel lançou ataques contra o Irã, em 13 de junho, as companhias aéreas suspenderam voos para destinos nos países afetados, embora tenha havido alguns voos de evacuação de países vizinhos e outros levando israelenses retidos para casa.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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