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Entre as recomendações do grupo, sugestões para a regulamentação dos chamados provedores de ativos virtuais, carteiras de criptomoedas (wallets), entre outros
O terreno fértil da Argentina não serve apenas para o cultivo de uvas para bons vinhos, mas também é ótimo para fazer florescer o mercado de criptomoedas. Não à toa, o país é um dos grandes usuários de ativos digitais na América Latina.
E o presidente do país, Javier Milei, está de olho no setor que tem mais de dez milhões de contas relacionadas a criptomoedas ativas. Segundo estimativas do jornal Clarín, um em cada cinco argentinos tem ou teve criptomoedas em algum momento.
Enquanto debate com o Congresso para aprovar a Ley Ómnibus, Milei deve enviar, no fim deste mês, uma proposta para regular o setor.
Para isso, o governo conta com a ajuda do Gafi (Grupo de Acción Financiera Internacional), que está avaliando o sistema bancário local desde quarta-feira passada. A ideia do grupo é ajudar o país a combater a lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
Na visão do governo, a aprovação da legislação, somada ao respaldo do Gafi, ajudariam o país a se alinhar com organismos internacionais — que, em última medida, poderiam trazer investimentos para a tão necessitada Argentina.
Entre as recomendações do grupo, sugestões para a regulamentação dos chamados provedores de ativos virtuais, carteiras de criptomoedas (wallets) e corretoras de cripto (exchanges) que já operam no país.
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Caso a Argentina não cumpra com as determinações do Gafi, o país poderá voltar a cair em uma “lista cinzenta”, assim como aconteceu em 2009 — e só conseguiu sair dela em 2014.
Em outras palavras, países dessa lista são considerados “zonas cinzentas” para negociação de variados ativos, o que pode afastar investidores internacionais.
Para tanto, o país precisaria criar a figura das provedoras de serviços de ativos virtuais (Vasp, sigla em inglês para Virtual Asset Service Provider).
Elas já existem no Brasil e vieram antes da legislação local ser aprovada, como uma prova de boas práticas do mercado.
Em linhas gerais, o GAFI exige que a Argentina crie regras que já existem no Brasil. Vale lembrar que o país já tem uma regulação principiológica do setor, como Banco Central atuando como “juíz” do setor.
Não ficou claro se o presidente Milei, autodeclarado ultraliberal, enviaria uma lei ampliando impostos sobre o segmento de criptomoedas.
Seja como for, as empresas do setor não querem arriscar e apresentaram uma proposta de reforma tributária aos legisladores. Ela inclui isenções e ajustes à norma atual, para promover a troca de ativos virtuais em ambientes regulamentados.
Mais especificamente, elas pedem que as negociações de compra e venda sejam excluídas do imposto de renda. A expectativa é de que a nova lei saia após a assinatura do Pacto de Mayo, marcada para 25 deste mês pelo presidente com governadores de províncias.
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