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Deslocamentos internos e gastos em viagens pela China mostram recuperação enquanto governo tenta impulsionar o consumo
A atividade interna tem sido apontada por especialistas como uma de suas principais preocupações em relação à economia da China. No que depender dos primeiros dados do ano 4722 do calendário chinês, porém, os economistas vão continuar com uma pulga atrás da orelha.
O número de deslocamentos e os gastos totais com viagens superaram os níveis pré-pandemia durante o feriado prolongado que marcou a chegada do ano do dragão.
Mais de 474 milhões de viagens domésticas foram feitas durante o feriado de ano-novo. Trata-se de um aumento de 34,3% em relação ao ano anterior.
Durante esses deslocamentos, os turistas gastaram 632,7 bilhões de yuans (US$ 87,95 bilhões), um salto de 47,3% na mesma base de comparação.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Cultura e Turismo da China.
Quando comparadas com o período pré-pandemia, as viagens domésticas cresceram 19% e os gastos dos turistas em seus deslocamentos aumentaram 7,7%.
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Os números vêm à tona em um momento no qual o governo da China se esforça para impulsionar o consumo interno ao mesmo tempo em que o país atravessa um momento de deflação dos preços.
O ano-novo é o feriado mais importante do calendário chinês. Os indicadores econômicos do período são apontados como fundamentais para projetar os dados de consumo.
Os números foram citados como um dos principais motivos para a alta de 1,56% na bolsa de Xangai, que reabriu nesta segunda-feira depois de passar toda a semana passada em recesso.
Não está claro, entretanto, se a recuperação é sustentável. Isso porque as receitas do setor de turismo com as viagens ainda não recuperaram os níveis anteriores à pandemia.
Além disso, o feriado de ano-novo lunar encerrado ontem teve duração de oito dias — um a mais do que o de cinco anos atrás.
Um cálculo independente da Reuters sugere que o gasto médio por viajante ainda está 9,5% abaixo do nível pré-pandêmico.
Analistas da Nomura recomendam cautela a seus clientes.
De acordo com a casa de análise, os números refletem uma demanda reprimida, já que este foi o primeiro ano-novo desde a pandemia realizado sem nenhuma espécie de restrição na China.
“Ao interpretar as taxas de crescimento ano após ano perceptivelmente elevadas, precisamos ter em conta a base muito baixa do ano passado”, afirmam os analistas da Nomura.
*Com informações da Reuters e da CNBC.
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