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Os líderes dos 32 países-membros da Otan se reúnem a partir de terça-feira (9) em Washington para uma cúpula e a adesão da Ucrânia à aliança volta a bater na porta de Moscou
A invasão da Ucrânia pela Rússia teve como o principal motivo o desejo de Kiev de fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — que deixaria Moscou cercada por países cujo lema é “mexeu com um, mexeu com todos”. A guerra estourou e os ucranianos ficaram de fora da aliança, mas um dos maiores pesadelos de Vladimir Putin pode bater à porta de novo.
Os líderes dos 32 países-membros da Otan se reúnem a partir de terça-feira (9) em Washington para uma cúpula da aliança, com o apoio à Ucrânia no topo da agenda.
As autoridades dizem que a Otan irá revelar um pacote de medidas para ajudar a Ucrânia, que será apresentado como uma “ponte para a adesão”.
O pacote deve incluir uma promessa de apoio financeiro contínuo e uma iniciativa da Otan para assumir a coordenação do fornecimento de armas e do treino das forças da Ucrânia.
A aliança, como organização, não fornece armas diretamente à Ucrânia, mas muitos dos membros estão entre os maiores fornecedores de armas de Kiev.
A expectativa é de que os EUA, possivelmente acompanhados por outros aliados, anunciem mais armas para a Ucrânia na cúpula, incluindo sistemas de defesa aérea Patriot.
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Na cúpula da Lituânia, no ano passado, os líderes da aliança declararam que "o futuro da Ucrânia está na Otan" e reafirmaram o compromisso com uma declaração em Bucareste, de 2008, de que Kiev iria aderir à organização.
Este ano, muitos países da Otan querem afirmar que o caminho da Ucrânia para a adesão é “irreversível”.
No entanto, os membros da aliança ainda estão em desacordo sobre a declaração da cúpula que começa amanhã — incluindo sobre até que ponto enfatizar que a Ucrânia tem de concluir reformas, como a repressão à corrupção, antes da adesão.
Vale lembrar também que a Otan toma decisões por consenso e, até agora, não há acordo entre os 32 membros para estender um convite enquanto a Ucrânia estiver em guerra contra a Rússia.
Além disso, diplomatas dizem que os EUA e a Alemanha estão entre os países mais cautelosos em ir mais longe na adesão nesta fase.
Isso porque se a Ucrânia aderir à Otan, outros membros serão obrigados a ajudá-la se for atacada pela Rússia, ao abrigo da cláusula de defesa mútua do Artigo 5 da aliança.
Se a adesão da Ucrânia à Otan não está prevista para acontecer agora, Kiev deve garantir apoio financeiro significativo para se manter no front da guerra.
Os líderes presentes devem endossar um acordo firmado entre os aliados da Otan na semana passada para fornecer 40 bilhões de euros (R$ 237 bilhões) em ajuda militar à Ucrânia no próximo ano.
A aliança afirma que este valor corresponde ao montante concedido anualmente desde a invasão da Rússia em 2022.
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, sugeriu um compromisso de cinco anos de 100 bilhões de euros (R$ 592,7 bilhões), mas vários aliados se opuseram, dizendo que as regras orçamentárias não permitiam um compromisso tão a longo prazo ou que envolvam governos futuros.
*Com informações da Reuters
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