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O conselho de administração da companhia aprovou um programa de recompra de ações de papéis classe A no mercado norte-americano
A quinta-feira (23) começou agitada nos mercados financeiros globais. Do lado corporativo, a XP movimentou os ânimos após anunciar que pretende recomprar até R$ 1 bilhão em ações em Wall Street.
O conselho de administração da companhia aprovou um programa de recompra de ações de papéis classe A no mercado norte-americano.
A empresa poderá adquirir os papéis a preços de mercado ou em transações privadas, utilizando o caixa existente atualmente. O conselho inclusive já autorizou a contratação de um broker para recomprar as ações em nome da companhia no mercado aberto.
O programa teve início hoje e poderá ser estendido até 21 de dezembro de 2024 — ou até que todos os papéis sejam recomprados, “o que acontecer primeiro”.
Vale destacar que o conselho revisará o programa de recompra, podendo autorizar ajustes nos termos e tamanho, além de suspender ou descontinuar o programa, a depender das condições gerais de negócios e de mercado e de outras oportunidades alternativas de investimentos.
As ações da XP reagem em alta à notícia, recuperando parte das perdas recentes após o balanço do primeiro trimestre. No fechamento, os papéis subiam 2,67% em Nova York, negociados a US$ 18,47. No ano, os ativos ainda acumulam uma desvalorização de 27% na Nasdaq.
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Existem diversos motivos que levam uma empresa como a XP a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:
Quando uma companhia recompra suas ações em programas como esse, os papéis deixam de circular na bolsa de valores e passam a ser mantidos em tesouraria.
A recompra é uma das maneiras que uma empresa pode optar para dar retorno para o seu investidor. É diferente da distribuição de proventos, por exemplo, que proporciona retorno por meio do pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio.
Caso a empresa opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por ficar com uma participação proporcionalmente maior.
Por outro lado, a recompra de ações faz com que os papéis percam liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas no mercado.
Na avaliação da Ativa Investimentos, a recompra de ações anunciada pela XP vai em linha com o entendimento da diretoria da empresa de que o resultado do primeiro trimestre não justifica a desvalorização das ações.
Nos últimos cinco dias, as ações da XP caíram mais de 14% em Nova York. Já os BDRs listados na B3 sob o código XPBR31 recuaram 13% no mesmo período.
A performance negativa acompanhou a divulgação do balanço do 1T24. A XP reportou lucro líquido de R$ 1 bilhão no período, alta de 29% em relação ao mesmo intervalo de 2023.
Os ativos totais de clientes, métrica operacional usada para compreender o desempenho de uma corretora de valores, avançou 20% na mesma base de comparação, para R$ 1,1 trilhão.
Já a captação líquida total, outro indicador chave do setor, ficou em R$ 15 bilhões, abaixo dos R$ 16 bilhões do 1T23.
Segundo os analistas, após a queda recente dos papéis, a XP atualmente negocia a um múltiplo de 10 vezes a relação preço sobre lucro (P/L) de 2025, em um dos menores patamares da história da companhia.
“Consideramos o movimento positivo, embora discordemos de que a queda recente seja injustificável, nos parece um momento propício para anunciar um novo programa de recompra.”
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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