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Telefônica Brasil vem ampliando consideravelmente a receita com serviços financeiros diretamente no aplicativo da Vivo
Acaba de cair a última barreira para que a Telefônica Brasil, dona da Vivo (VIVT3) lance a fintech por meio da qual pretende popularizar o “celular no banco”.
O Banco Central (BC) liberou o funcionamento da Vivo Pay. A autorização foi publicada na edição desta segunda-feira (2) do Diário Oficial da União.
A intenção da dona da Vivo passa bem longe das telecomunicações. Ela quer ampliar a receita com a oferta de serviços financeiros diretamente no aplicativo da operadora.
Apesar de a autorização para a Vivo Pay ter vindo apenas agora, a empresa já lançou alguns produtos financeiros nos últimos anos.
Os clientes da companhia têm à disposição produtos como a parcela pix, com foco no crédito, e a antecipação do saque aniversário do FGTS, que entra na modalidade de empréstimo pessoal.
Em entrevista concedida ao Seu Dinheiro em agosto, o diretor da Vivo Fintech, Leandro Coelho, disse que a operação financeira surgiu depois de a Vivo ter identificado o potencial da base de dados e de clientes que já consomem os produtos tradicionais de internet e telefonia.
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“Percebemos que na Vivo temos alguns assets únicos. Temos uma base de mais de 100 milhões de acessos móveis, 22 milhões de usuários únicos no aplicativo da Vivo e mais de 1.800 lojas espalhadas pelo Brasil. Se nos compararmos com as empresas varejistas, a Vivo seria uma das maiores varejistas do país”, afirmou Coelho.
A fintech ainda é um negócio pequeno dentro da estrutura da Telefônica Brasil. A companhia reportou receita total de R$ 13,7 bilhões em seu último balanço.
No entanto, a vertical financeira da empresa de telefonia vem crescendo de forma acelerada.
De acordo com o balanço da Telefônica Brasil referente ao segundo trimestre de 2024, a área de serviços financeiros da Vivo gerou R$ 450 milhões em receita em 12 meses.
Já a carteira de crédito da Vivo Fintech alcançou R$ 446 milhões em junho ano, um aumento de 62,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A primeira iniciativa da empresa de telefonia no mundo financeiro data de outubro de 2020.
No entanto, ela adotava o modelo bank as a service. Isso significa que ela contratava os serviços de outras empresas parceiras para poder atuar no segmento.
Com a licença, a Vivo Pay pode operar agora como Sociedade de Crédito Direto. Ou seja, a partir de agora a empresa está habilitada a realizar operações de empréstimo e financiamento sem o intermédio de um banco tradicional, o que leva a uma redução dos custos operacionais.
A expectativa agora é pelo lançamento da conta digital da Vivo.
Segundo Leandro Coelho, porém, a Vivo não tem a intenção de concorrer com os bancos tradicionais.
"Nossa missão é ser a melhor plataforma de soluções financeiras para o cliente Vivo. E queremos ter uma diversidade de opções: para o cliente que compra um smartphone em nossas lojas, por exemplo, conseguimos oferecer um financiamento, parcelamento de compra, e ter instantaneidade de pagamento com o nosso ecossistema", afirmou Coelho na entrevista ao Seu Dinheiro.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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