O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Embora o prejuízo com a variação do dólar não preocupe, a Suzano pretende usar uma política de hedge para ser menos impactada pela volatilidade, diz CFO
Com a maior parte das receitas em moeda estrangeira, a Suzano (SUZB3) é uma das principais beneficiadas pela alta do dólar. Mas o investidor que procura encontrar esse ganho nos balanços da produtora de papel e celulose pode ficar confuso à primeira vista.
Isso porque a Suzano registrou um prejuízo líquido de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo, assim, o lucro de R$ 5 bilhões do mesmo período de 2023. E não é a primeira vez que a valorização do dólar provoca um efeito contrário no resultado da companhia.
A explicação para essa aparente discrepância vem da desvalorização cambial na dívida em moeda estrangeira e na marcação a mercado de instrumentos derivativos.
Apesar do prejuízo relevante nos resultados do segundo trimestre, os números não preocupam a Suzano. Marcelo Bacci, vice-presidente executivo de finanças, relações com investidores e jurídico da Suzano, classificou o prejuízo como ”inconveniência”.
“Isso [o prejuízo] não é fonte de preocupação. É um reflexo esperado da nossa política de privilegiar a companhia casada em termos de caixa. Foi uma inconveniência em termos esses efeitos contábeis, mas isso não nos preocupa e não temos previsão de alterar nossa política de gestão cambial”, afirmou, em teleconferência de resultados com jornalistas.
“Já aconteceu outras vezes, e, assim como já tivemos ganhos extraordinários, tivemos agora esse feito contábil”, afirmou Bacci.
Leia Também
Embora não pretenda mudar a maneira como lida com o passivo cambial, Bacci afirmou que a Suzano pretende usar uma política de hedge ser menos impactada por essa volatilidade.
Apesar do prejuízo, o mercado reage bem aos números do balanço da Suzano. Às 13h24, as ações SUZB3 da companhia subiam 1,49% na bolsa brasileira, a R$ 54,40.
No início da semana, as bolsas ao redor do mundo enfrentaram uma forte liquidação, que provocou a queda nos principais mercados ao redor do mundo. O gatilho da venda em massa foi o temor de recessão da economia norte-americana depois do payroll de julho.
Segundo Marcelo Bacci, a companhia não foi afetada por esse movimento e pela volatilidade nos mercados globais. Embora não acredite em uma recessão global no curto prazo, a Suzano acredita na possibilidade, mas afirma que não deve ser afetada.
“Já atravessamos diversas recessões globais, mas saímos mais fortes por sermos um player de baixo custo”, afirmou.
Beto Abreu, que assumiu a presidência da Suzano em julho deste ano, comentou sobre as recentes aquisições feitas pela companhia nos últimos meses.
Em junho, a Suzano anunciou a aquisição de duas fábricas da Pactiv Evergreen nos Estados Unidos, no valor de US$ 110 milhões.
A transação tem como objetivo ampliar a presença da companhia na América do Norte e marca a entrada da Suzano no mercado de embalagens para consumo de food service.
Em junho, a companhia também comprou uma participação de 15% da empresa austríaca Lenzing, que produz celulose solúvel e tecidos, marcando sua estreia no mercado textil.
Beto Abreu afirmou que a Suzano tem interesse em ampliar a presença no mercado de embalagens e deve buscar esse segmento, seja pela via orgânica ou por aquisições.
“Nossa estratégia é garantir a melhor execução com geração de valor”, afirma Beto. “A partir disso, vamos alocar capital da melhor forma possível, seja por meio de ativos orgânicos no Brasil ou fora do Brasil.
“Essas iniciativas vão dar oportunidade de testar esses mercados e aprender em inúmeras variáveis, como o segmento de packaging. Também vamos buscar oportunidades de crescimento no mercado têxtil”, afirma o presidente da Suzano.
LEIA TAMBÉM: Essa é a melhor ação do agro para se ter na carteira nesse momento, segundo os analistas da Empiricus Research
No período de abril a junho, a geração de caixa operacional da Suzano totalizou R$ 4,5 bilhões. Segundo a companhia, foi o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2023.
Já a receita líquida foi de R$ 11,5 bilhões, alta de 25% na comparação anual e de 22% em relação ao primeiro trimestre, melhor número trimestral desde o quarto trimestre de 2022.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 6,29 bilhões, uma alta de 60% em um ano. A margem Ebitda ajustado foi de 55%.
As vendas em volume da Suzano no trimestre foram de 2,9 milhões de toneladas. O número representa uma alta de 3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Foram 2,5 milhões de toneladas de celulose, 1% acima do volume comercializado no segundo trimestre de 2023, e 333 mil toneladas de papel, crescimento de 13%.
Entenda como tensões geopolíticas e o ciclo político brasileiro podem redesenhar as oportunidades no setor de petróleo, e por que a PRIO3 é a queridinha agora
Com a troca de CEO, a empresa dá início a um novo ciclo estratégico de expansão
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
Recomendação de compra foi mantida, mas com a classificação “alto risco”; banco prevê crescimento mais fraco de vendas e lucro líquido menor neste ano
O banco rebaixou as ações da seguradora de “compra” para “neutra”, alertando que o espaço para novas revisões positivas de lucro ficou mais limitado
Apple avalia nova arquitetura interna para “esconder” os sensores do Face ID nos modelos Pro
O banco elevou preço-alvo para as ações ENEV3 e vê gatilhos capazes de destravar valor mesmo após a forte alta recente; o que está por trás do otimismo?
Alcançando a mínima intradia desde agosto do ano passado, os papéis da companhia lideram a ponta negativa do Ibovespa nesta tarde
A expectativa é reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões ainda neste ano, criando condições para que a companhia invista em segmentos mais promissores
Geração de caixa recorde rouba a cena no 4T25, enquanto vendas seguem firmes; bancos reforçam a leitura positiva e mantêm recomendação de compra para o papel
Oferta terá participação restrita a investidores profissionais e prioridade concedida aos acionistas da companhia; volume de ações ofertadas poderá dobrar se houver demanda
Vendas disparam no 4T25, ritmo comercial acelera e reforça a tese positiva para a construtora, apesar do foco maior na queima de estoques e de um caixa ainda pressionado
A companhia se antecipou a movimento de minoritários, ocupando vagas no conselho e rejeitando pedido de assembleia feito por Rafael Ferri, que queria uma Assembleia sobre as vagas que estavam em aberto desde o fim de dezembro
Enquanto os holofotes apontam para o S26 Ultra, um detalhe discreto no modelo básico pode ser o verdadeiro salto da próxima geração: carregamento mais rápido
Autoridade monetária cita “violações graves” e diz que apurações seguem em curso; entenda o caso
Concessionária acumula nove autuações desde 2019 e é acusada de falhas graves em serviços essenciais; número oficial de afetados por apagão em dezembro sobe para 4,4 milhões
Os analistas passaram o preço-alvo para 12 meses de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%
Após trocar de presidente e diretoria, banco convocou uma assembleia para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração
Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes