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Na semana passada, a companhia anunciou a compra, por meio de uma subsidiária, dos ativos da Pactiv Evergreen, por US$ 110 milhões
A Suzano (SUZB3) começou a semana em alta na bolsa, enquanto o mercado repercute a recente aquisição milionária anunciada pela companhia na noite da última sexta-feira (12).
Nesta segunda-feira (15), às 14h, o papel subia 3,06% na B3, a R$ 53,92. Com isso, a empresa opera entre as maiores altas do Ibovespa hoje.
Na semana passada, a Suzano anunciou a aquisição, por meio de uma subsidiária, dos ativos da Pactiv Evergreen, empresa de embalagens dos Estados Unidos.
O valor do acordo é de US$ 110 milhões (cerca de R$ 598 milhões, na cotação atual) e será pago em dinheiro, à vista, no fechamento da operação.
Com a compra, a Suzano terá a totalidade dos ativos da Pactiv, que compõem as plantas integradas de fabricação de papel-cartão revestido e não revestido. As plantas estão localizadas na cidade de Pine Bluff, no Arkansas e em Waynesville, na Carolina do Norte.
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O anúncio da compra da empresa de embalagens segue a última aquisição da Suzano, que abocanhou 15% de participação na Lenzing, por cerca de R$ 1,3 bilhão, no mês passado.
Além disso, ocorre após a tentativa frustrada de adquirir a International Paper por US$ 15 bi.
Embora a transação envolvendo a Pactiv Evergreen seja pequena – representa menos de 1% do valor de mercado da Suzano –, os analistas do BTG Pactual elogiaram a aquisição.
Na visão do banco, essas pequenas aquisições no negócio de papéis e embalagens da Suzano podem acalmar as preocupações dos investidores sobre a alocação de capital.
Por conta disso, o BTG recomenda a compra da ação, com um preço-alvo de R$ 82. O valor representa uma alta de 36% em relação ao fechamento anterior (R$ 52,30).
Os analistas também ressaltam que a aquisição pode ajudar a reduzir a volatilidade do fluxo de ganhos da Suzano e sua dependência dos mercados chineses de celulose.
“Além disso, proporciona à Suzano uma forte entrada no mercado norte-americano de papel-cartão, ativos de baixo custo, estrategicamente localizados e com acesso a madeira de baixo custo”, afirma a instituição, em relatório.
“Embora as perspectivas de curto prazo para os preços da celulose sejam negativas e uma correção relevante possa ocorrer, notamos que o consenso já desconta isso e que as ações já precificam uma curva de celulose próxima a US$ 520/t (US$ 220/t abaixo do preço à vista - níveis insustentáveis)”, comentam os analistas do banco.
“Mesmo com US$ 550/t de celulose, a Suzano entrega um rendimento de fluxo de caixa de 12%-13%, o que é bastante impressionante”.
Já o Goldman Sachs manteve uma posição neutra em relação às ações da Suzano. O preço-alvo é de R$ 60, o equivalente a uma alta de 13% sobre o fechamento anterior.
Entre os riscos, o Goldman cita a possibilidade de os preços da celulose ficarem abaixo do esperado, reduzindo os lucros da Suzano, que tem 90% do seu Ebitda advindo desse negócio. Além disso, o real mais forte que o dólar pode levar a companhia a margens mais baixas.
Por outro lado, os analistas veem a aquisição como um passo pequeno, mas inicial, da Suzano em direção ao mercado americano e a uma maior diversificação de seus negócios.
Esse passo, segundo o Goldman, também vai permitir que a companhia ganhe mais experiência operando nos EUA e se prepare para mais (e maiores) fusões e aquisições.
Os analistas do Itaú BBA também acreditam que a aquisição é uma boa estratégia para a Suzano entrar no mercado americano, usando sua expertise nas operações industriais.
Quanto à capacidade da nova parceria para geração de Ebitda da Suzano, a instituição vê três principais benefícios: menor volatilidade de lucros, menor dependência da China e defensividade versus tendências recentes de verticalização observadas na Ásia.
Para as ações da companhia, o BBA manteve a perspectiva outperform, o equivalente a uma recomendação de compra. O preço-alvo é de R$ 67, uma alta de 22%.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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