Superando as previsões: Lojas Renner (LREN3) dribla crise no RS e tem lucro 37,1% maior no 2T24
A varejista também precisou enfrentar as temperaturas mais elevadas que marcaram o período de abril a junho deste ano em várias regiões do País, afetando as vendas

Há pouco tempo, a Lojas Renner (LREN3) lançou uma coleção cápsula, batizada de Todos Unidos pelo RS, para tentar apoiar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul — a iniciativa conta com três fornecedores de Santa Catarina e do Paraná. Mas a própria varejista sentiu os efeitos do clima em seus negócios, com 4% das operações fechadas por conta das chuvas.
Ainda assim, a companhia conseguiu ganhos que superaram as previsões entre abril e junho. O lucro líquido da Renner subiu 37,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 315 milhões.
A expectativa dos analistas era de um desempenho bem mais tímido devido ao impacto das enchentes do Rio Grande do Sul nas vendas do segundo trimestre: R$ 238 milhões, o que representaria um aumento de 3,3% ano a ano.
“As enchentes no Rio Grande do Sul, que resultaram em um dos piores desastres climáticos do estado, impactaram o fluxo nesta importante praça para a Renner na primeira quinzena de maio. No momento mais crítico, cerca de 4% do parque de lojas da companhia foi temporariamente fechado, com reabertura gradual nos dias seguintes”, diz a Renner na apresentação dos resultados, acrescentando que foi preciso uma readequação da estratégia.
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Renner enfrenta uma barreira dupla do clima
A Renner também precisou enfrentar as temperaturas mais elevadas que marcaram o período de abril a junho deste ano em várias regiões do País, afetando as vendas.
"A companhia é referência em itens de inverno e possui exposição relevante a regiões de clima mais frio. Essas condições impactaram negativamente as vendas, resultando em uma menor demanda pelos itens da coleção de inverno”, disse a Renner.
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“Adicionalmente, essa situação coincidiu com o momento em que o CD SP (em seu ciclo final de estabilização) estava operando com maior lead time, o que limitou a capacidade de reação de abastecimento e ajuste do portfólio nas lojas naquele momento”, acrescenta.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da varejista somou R$ 670,5 milhões no segundo trimestre, o que representa um ganho anual de 39,2%.
Já a receita líquida totalizou R$ 3,079 bilhões, avanço de 3,2% na mesma base de comparação.
A margem Ebitda, por sua vez, foi de 21,8% — crescimento de 5,7 pontos percentuais, enquanto a margem bruta de varejo foi de 56,2%, alta de 2,3 p.p.
Na margem bruta, a Renner explica que o avanço se deu apesar do cenário adverso: “Esse resultado é fruto, principalmente, dos estoques ajustados e saudáveis e dos menores níveis de remarcações. Esta combinação resultou na redução do prazo médio dos estoques em 6 dias e do volume financeiro em 3%, com queda significativa nos volumes de itens mais antigos”.
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Os serviços financeiros no 2T24
Nos serviços financeiros, o destaque foi a carteira com melhor perfil de risco de crédito, principalmente nas faixas de atraso curto (até 60 dias), as quais diminuíram em 23%.
No segundo trimestre, o resultado dos serviços financeiros foi positivo em R$ 34,8 milhões , revertendo a perda de R$ 53 milhões no mesmo período do ano anterior.
Já a posição de caixa líquido reduziu para R$ 1,146 bilhão, em razão da utilização de recursos para pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante de R$ 292,8 milhões no período de seis meses.
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