Sinal vermelho para a Minerva (BEEF3): autoridade uruguaia barra compra de plantas de abate da Marfrig (MRFG3) no país
O negócio faz parte de uma transação de R$ 7,5 bilhões anunciada em agosto do ano passado; Minerva deve recorrer da decisão

Quase nove meses após os frigoríficos Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) anunciarem uma transação bilionária de ativos na América do Sul, parte do negócio é ameaçado por uma decisão das autoridades do Uruguai.
A Comisión de Promoción Y Defensa de la Competencia (Coprodec), autoridade concorrencial que equivale ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) brasileiro, não autorizou a compra, pela Minerva, de três estabelecimentos comerciais controlados pela Marfrig.
Segundo comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (21), a Minerva está "avaliando os termos da decisão". Mas já afirma que ela "não é definitiva e segue sujeita a recurso, o que deve ser consumado nos próximos dias".
Além disso, a companhia destaca que o veto está restrito a tranche de negociação relativa aos ativos da Marfrig no Uruguai, cujo preço de venda totaliza R$ 675 milhões.
Ou seja, não afeta o restante da transação, que inclui a compra de estabelecimentos industriais e comerciais em outros três países, incluindo o Brasil.
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Relembre a transação bilionária entre Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3)
Vale relembrar que ambos os frigoríficos anunciaram em agosto do ano passado que a Minerva havia assinado um contrato para a compra de ativos da Marfrig na América do Sul por R$ 7,5 bilhões.
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Além dos ativos uruguaios, o acordo envolve plantas de abate bovino de propriedade da Marfrig no Brasil, Argentina e Chile.
Para assegurar o negócio, a Minerva já desembolsou um sinal de R$ 1,5 bilhão no anúncio da operação. Já as parcelas remanescentes dos contratos deverão ser pagas na data de fechamento e contam com o compromisso de financiamento firme por parte do JP Morgan.
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