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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO

Sequoia (SEQL3) dispara na B3 com CEO novo: Fundador deixa comando após 13 anos e ex-Ambev assume como diretor-presidente interino

O fundador e atual CEO, Armando Marchesan Neto, deixará a posição e passará a ocupar uma cadeira no conselho de administração em fevereiro de 2025

Camille Lima
Camille Lima
29 de outubro de 2024
10:01 - atualizado às 17:58
Sequoia Logística (SEQL3)
Sequoia Logística - Imagem: Sequoia / Divulgação Facebook

As novidades não param de chegar para os acionistas da Sequoia (SEQL3). Uma semana após o sinal verde da Justiça para o plano de recuperação extrajudicial, a companhia decidiu também reestruturar seu alto escalão — a começar pelo CEO.

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A empresa de logística e transportes iniciou nesta terça-feira (29) um processo estruturado de transição do cargo de diretor-presidente com duração até fevereiro de 2025. 

As ações reagiram positivamente ao anúncio. Por volta das 12h37, os papéis SEQL3 subiam 18,13% e figuravam entre as maiores altas da B3, cotados a R$ 4,43. No ano, porém, os ativos ainda amargam desvalorização da ordem de 54%.

A troca de CEO

Com as mudanças, o fundador e atual CEO, Armando Marchesan Neto, deixará a posição e passará a ocupar uma cadeira no conselho de administração da Sequoia.

O fundador da empresa ainda permanecerá nos Comitês e em instâncias estratégicas do colegiado, além de liderar o comitê de vendas e operações.

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Segundo fato relevante enviado à CVM, Marchesan Neto liderou a companhia nos últimos quase 13 anos e “foi o responsável, entre inúmeras outras conquistas, pela fundação, construção e ascensão da companhia ao topo do setor culminando com sua abertura de capital na B3”.

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Para substituí-lo à frente da companhia, o conselho elegeu Alexandre Rodrigues como sucessor.

Rodrigues assume hoje a posição de CEO interino como preparação para o cargo permanente de diretor-presidente da Sequoia, cujo mandato começará também em 1 de fevereiro do ano que vem.

Com 25 anos de experiência executiva em operações industriais, logística e serviços, o executivo já atuou em cargos de liderança na Ambev, Votorantim e na Ouro Verde/Unidas.

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Segundo a Sequoia, Rodrigues chega com a missão de liderar a companhia "nesta fase final do turnaround", equilibrando a redução de custos e a reestruturação de dívidas em curso com a retomada do crescimento.

A situação financeira da Sequoia (SEQL3)

Vale relembrar que a Sequoia (SEQL3) deu início ao processo de reestruturação de dívidas não financeiras neste mês

O plano atual inclui a conversão e reperfilamento de créditos de cerca de R$ 295 milhões, resultado de contratos firmados com fornecedores, prestadores de serviços e locadores de armazéns ao longo dos últimos anos.

Antes disso, a companhia já havia fechado um acordo de renegociação de dívidas com os bancos e os investidores de debêntures em dezembro do ano passado.

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Segundo a Sequoia Logística (SEQL3), a recuperação extrajudicial é resultado das “dificuldades momentâneas” enfrentadas pelas empresas e fruto da “desaceleração do e-commerce no Brasil no último ano”.

Com IPO realizado na B3 em 2020, ainda durante a pandemia de covid-19, a Sequoia Logística sofreu com o ciclo de alta de juros que se seguiu. 

Desde a abertura de capital, as ações SEQL3 praticamente viraram pó, com uma derrocada acumulada de 98% na bolsa. Hoje a empresa vale R$ 84,6 milhões na B3.

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Na avaliação da empresa, a crise atual é “plenamente superável", especialmente considerando os efeitos da atual reestruturação de dívidas com os credores.

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A companhia tinha conseguido evitar a recuperação judicial até então, mas precisou fazer um duro plano de reestruturação das dívidas em outubro de 2023 para limpar o balanço e alongar o prazo do pagamento dos débitos.

Inicialmente, essa renegociação incluiu os credores financeiros e de mercado de capitais — bancos e debenturistas —, que detinham dívidas da ordem de R$ 750 milhões. Com a reestruturação, a empresa conseguiu diminuir os débitos em  82%, com R$ 582 milhões convertidos em ações e o valor restante, alongado.

No primeiro semestre deste ano, a Sequoia também anunciou uma combinação de negócios com a Move3.

Apesar dessas medidas, os papéis SEQL3 ainda acumulam baixa de 61% neste ano e precisaram passar por um grupamento, pois chegaram a ser negociados na casa dos centavos.

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