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Opportunity iniciou o investimento na Santos Brasil em 1997; compradora, CMA CGM é um grupo global de logística e transporte marítimo e comprometeu-se com OPA
O Opportunity acaba de se desfazer de sua participação na Santos Brasil (STBP3).
A gestora fundada por Daniel Dantas vendeu toda sua participação da administradora de terminais portuários para a francesa CMA CGM.
Isso abrange cerca de 48% das ações da Santos Brasil.
O acordo foi selado a R$ 15,30 por STBP3.
O valor representa um prêmio de 20,4% sobre o preço de fechamento do papel na última sexta-feira (R$ 12,71).
Diante disso, o Opportunity deve levantar R$ 6,3 bilhões quando liquidar o investimento iniciado em 1997.
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As ações STBP3 isolaram-se como a maior alta da bolsa hoje. O papel se aproximou do preço do acordo com um salto de 16,44%, cotado a R$ 14,80 na B3.
No entanto, o montante está sujeito a ajustes — positivos e negativos — até o fechamento da operação.
Os ajustes positivos virão de um acréscimo incondicional de R$ 0,50 por ação no que se refere ao exercício social de 2024.
Também será aplicado um acréscimo diário de R$ 0,0023288 por ação, mas só se a operação não for fechada ainda em 2024.
Nessa hipótese, o valor será ajustado a cada dia corrido a partir de 1º de janeiro de 2025 até o fechamento.
Efetuados os possíveis ajustes, o valor será pago à vista na data do fechamento da operação.
A Santos Brasil opera o maior terminal de contêineres do país.
Já a CMA CGM é um grupo global de logística e transporte marítimo.
Presente em 160 países, a empresa francesa conta com 620 navios opera em 420 portos.
Terceiro maior operador de contêineres do mundo, a CMA CGM já era usuária dos terminais da Santos Brasil.
Se o acordo for adiante, a CMA CGM comprometeu-se a comprar a participação dos acionistas minoritários pelo mesmo preço por ação do fechamento da operação.
Pelo acordo, o pedido de fechamento de capital terá que ser apresentado no prazo de 30 dias após a conclusão do negócio.
Na avaliação do Itaú BBA, o formato do acordo é benéfico para os acionistas minoritários.
Isso porque existe a possibilidade de outras empresas com forte presença no Porto de Santos se envolverem na negociação da participação societária restante devido à relevância estratégica da Santos Brasil na região, o que poderia desencadear um leilão por STBP3.
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