Renegade está vendendo pouco? O que está por trás da renúncia inesperada do CEO da Stellantis, que derruba a ação da dona de Jeep e Fiat
Saída do executivo acontece em um contexto desafiador para as montadoras de carro europeias

Em um cenário de transformação da indústria automobilística, nem todas as montadoras vão conseguir manter a mesma velocidade. Depois de anunciar que teria queda significativa nos lucros, por conta da queda das vendas nos Estados Unidos, a Stellantis, dona da Jeep e da Fiat, surpreendeu novamente o mercado nesta semana, com a renúncia inesperada do CEO, Carlos Tavares.
Como já era de se esperar, a ação não reagiu bem ao anúncio. Na NYSE, o papel cai cerca de 7%, hoje por volta do meio-dia.
Segundo o comunicado divulgado à imprensa, o executivo e o conselho de diretores compartilhavam “diferentes visões” para o futuro da fabricante, o que resultou na saída antecipada da Tavares.
Em tese, ele deveria permanecer no cargo até o início de 2026, após ter assumido a cadeira em 2021, logo depois da fusão Fiat-Chrysler.
Um novo CEO deve ser anunciado na primeira metade do ano que vem. Seja quem for, ele não será um emprego fácil, já que a fabricante tem desafios significativos pela frente.
Desafios para o novo CEO da Stellantis
A Stellantis se depara com o seguinte cenário: nos Estados Unidos, um inventário inflado, que não consegue ter vazão por conta da queda das vendas; na Europa, a queda da demanda por veículos elétricos, enquanto as montadoras chinesas caem no gosto do público.
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Não por acaso, no final de setembro, a montadora reduziu as previsões de lucro para 2024 e alertou que gastaria mais dinheiro do que o esperado ao oferecer descontos maiores para reacender o mercado nos EUA.
Na ocasião, a gigante alegou estar enfrentando uma demanda global mais fraca e uma forte concorrência da China.
Desde então, os investidores já se preocupavam que a queima de caixa iria prejudicar os dividendos e os planos de recompra de ações.
A Stellantis não é a única a ter que reajustar a rota no contexto atual. Na mesma época, a concorrente Volkswagen também reduziu as perspectivas de lucro.
* Com informações da CNBC, Reuters e do Money Times.
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