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O objetivo é desenvolver um plano de investimento de pouco mais de R$ 14,5 bilhões em cinco anos para a construção de seis fábricas no país africano
A JBS (JBSS3) está prestes a ampliar a presença em solo africano. O frigorífico, dono de marcas como Friboi, Swift e Seara, anunciou na manhã desta sexta-feira (22) um novo acordo internacional bilionário com a Nigéria.
A gigante das proteínas assinou na última quinta-feira um memorando de entendimentos (MoU, uma espécie de acordo de compromisso) com o governo nigeriano para investir no desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis para a produção de alimentos no país.
O objetivo é desenvolver um plano de investimento de US$ 2,5 bilhões — equivalente a pouco mais de R$ 14,5 bilhões, no câmbio atual — em cinco anos.
De acordo com o Goldman Sachs, o capex será dividido em 55% dos desembolsos da cifra total por conta da JBS, enquanto os 45% restantes devem ser bancados pela administração da Nigéria e por investidores locais.
A cifra será destinada para a construção de seis fábricas, das quais três serão de aves, duas de bovinos e uma de suínos.
Nesse sentido, o montante também será usado para financiar estudos e projetos preliminares das instalações, além de estimativas orçamentárias e um plano de ação para desenvolvimento da cadeia de suprimentos.
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“Vemos o mérito estratégico de tal operação, pois a crescente população da Nigéria poderia representar um novo negócio para a JBS — que, a longo prazo, poderia escalar para um tamanho parecido com o da Seara, proporcionando à empresa uma avenida adicional para crescimento e diversificação regional”, disseram os analistas do Goldman.
O banco manteve recomendação de compra para as ações JBSS3, com preço-alvo de R$ 42,90 para os próximos 12 meses, uma alta potencial de cerca de 23,7% em relação ao último fechamento.
A reação inicial do mercado foi positiva. Os papéis da JBS subiam 2,51% por volta das 11h35, negociados a R$ 35,53. No ano, a valorização acumulada chega a cerca de 50%.
Além disso, o acordo com a JBS (JBSS3) também prevê a colaboração com o Governo da Nigéria para estimular a produção local no país africano.
Nos termos do acordo, o governo nigeriano deverá assegurar as condições econômicas, sanitárias e regulatórias necessárias para a viabilização e sucesso do projeto.
Atualmente, a produção de proteína no país responde por aproximadamente 10% do PIB (Produto Interno Bruto) da Nigéria e fornece 40% da demanda doméstica.
No entanto, atualmente, o país africano conta com uma das maiores taxas de insegurança alimentar do mundo. A estimativa é de que aproximadamente 24,8 milhões de pessoas passam fome no país.
Segundo a JBS, o aumento da produção local poderá “reduzir significativamente as importações”, impulsionando a geração de empregos e o apoio a pequenos produtores no país.
Hoje, a Nigéria tem uma das taxas de crescimento populacional mais altas do mundo, com expectativa de que a população nigeriana chegue a 400 milhões até 2050, segundo projeções das Nações Unidas.
Já a expectativa para o crescimento da economia, hoje com PIB avaliado em US$ 363,82 bilhões, é de mais do que dobrar até 2050, para US$ 1 trilhão.
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