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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

PROGRAMA DE RECOMPRA

Por que a Eletrobras (ELET3) quer tirar mais de 200 milhões de ações de circulação na bolsa

A ex-estatal pretende manter os papéis adquiridos no programa em tesouraria, cancelar ou vender os ativos. Mas o que está por trás da recompra?

Camille Lima
Camille Lima
8 de julho de 2024
10:05 - atualizado às 13:53
Eletrobras, Axia
Logo da Axia, antiga Eletrobras. - Imagem: Canva/Divulgação / Montagem: Bruna Martins

Após perder cerca de 10% do valor de mercado desde janeiro, a Eletrobras (ELET3) decidiu tirar mais de 200 milhões de ações de circulação do mercado.

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O novo programa de recompra aprovado pelo conselho de administração prevê a aquisição de até 197,7 milhões de ações ordinárias (ELET3) e até 26,8 milhões de papéis preferenciais classe B (ELET6).

As cifras representam em torno de 10% do total de ativos de cada espécie atualmente negociados na bolsa.

De acordo com a empresa, o objetivo é maximizar a geração de valor para os acionistas através de uma alocação de capital mais eficiente.

A operação teve início na última sexta-feira (5) e poderá ser estendida por 18 meses.

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Por que a Eletrobras (ELET3) vai recomprar ações

Existem diversos motivos que levam uma empresa como a Eletrobras (ELET3) a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:

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  • A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
  • A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
  • Ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade  do mercado.

Quando uma companhia recompra suas ações em programas como esse, os papéis deixam de circular na bolsa de valores e passam a ser mantidos em tesouraria. 

A Eletrobras pretende manter os papéis adquiridos no programa em tesouraria, cancelar ou vender os ativos, sem redução do capital social.

Atualmente, a companhia possui 1,97 bilhão de ações ELET3 e 268,7 milhões de papéis ELET6 circulando no mercado acionário doméstico.

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Já em tesouraria, a ex-estatal federal soma 49,66 milhões de ações ordinárias, 4,36 mil papéis preferenciais A (ELET5) e 6,83 milhões de ativos ELET6 em manutenção. 

Uma Eletrobras (ELET3) mais bem alocada financeiramente

Segundo a Eletrobras, a ideia da recompra é incrementar o valor da companhia para os acionistas por meio da aplicação eficiente dos recursos disponíveis em caixa, otimizando a alocação de capital

Isso porque a recompra é uma das maneiras que uma empresa pode optar para dar retorno para o seu investidor. Afinal, caso ela opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por ficar com uma participação proporcionalmente maior. 

No entanto, a recompra de ações faz com que os papéis percam liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas no mercado.

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A ex-estatal poderá utilizar as ações mantidas em tesouraria para atender a planos de remuneração baseados em opções de compra de ações e em ações restritas, aprovados no fim de 2022.

Além disso, os papéis recomprados poderão financiar as obrigações decorrentes de passivos relativos a demandas judiciais que discutem a diferença de correção monetária dos créditos de empréstimo compulsório de energia ou constitucionalidade do tributo. 

De onde virá o dinheiro para a recompra

A Eletrobras (ELET3) pretende usar as reservas de lucros para financiar a recompra de ações. 

O saldo da conta é estimado em R$ 35,15 bilhões, de acordo com o balanço do primeiro trimestre de 2024.

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Segundo fato relevante enviado à CVM, o conselho avalia que a atual situação financeira da Eletrobras é compatível com a execução do programa, já considerando a expectativa de geração de caixa neste ano e em 2025.

Além disso, a empresa afirma que a operação não prejudicará o cumprimento das obrigações assumidas com credores ou acionistas no curto prazo.

VEJA TAMBÉM — Dólar a R$ 5,70 e Ibovespa em queda: e agora? O que esperar para o segundo semestre

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