🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

TROCANDO DE MÃOS

Oncoclínicas (ONCO3): Goldman Sachs faz cisão da participação na rede de oncologia e aumenta especulações sobre venda

Após quase uma década desde que começou a investir na empresa, o mercado passou a especular sobre o que o Goldman pretende fazer com a participação na companhia

Camille Lima
Camille Lima
7 de novembro de 2024
10:11 - atualizado às 17:59
Recepção de unidade da Oncoclínicas (ONCO3)
Recepção de unidade da Oncoclínicas. - Imagem: Divulgação

Os acionistas da Oncoclínicas (ONCO3) se depararam com uma novidade no quadro de investidores da companhia nesta semana: uma cisão na participação do Goldman Sachs.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até então, a composição acionária da Oncoclínicas mostrava que o Goldman Sachs detinha pouco mais de 36% do capital da empresa. 

  • VEJA MAIS: O que falta para o Ibovespa decolar? Segundo analista, há apenas um fator que precisa ser resolvido primeiro; saiba qual

Com a reorganização societária, a dupla de fundos de investimentos do banco norte-americano que investe em ações ONCO3 passou a deter em torno de 20% do capital social da rede de tratamentos oncológicos.

Já a gestora de private equity Centaurus Capital — que já era acionista da empresa havia quase dez anos por uma participação indireta, mas se mostrava representada dentro da participação do Goldman — ficou com uma fatia de 16% do negócio.

Isso porque, até a conclusão da reorganização, a participação indireta da Centaurus na Oncoclínicas era detida por intermédio de um veículo de investimento no exterior, gerido por afiliada do Goldman que tomava as decisões de gestão e investimento relativas à fatia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A cisão da participação voltou a levantar a possibilidade de que o banco norte-americano estaria se preparando para uma operação envolvendo a participação na Oncoclínicas, que detém desde 2015.

Leia Também

Na avaliação de fontes de mercado, essa seria a última etapa necessária para que o Goldman Sachs — ou mesmo a Centaurus — enfim vendesse sua fatia na Oncoclínicas.

Entenda a cisão da participação do Goldman Sachs

À primeira vista, parece uma salada de informações — com três fundos envolvidos na operação. Mas vamos traduzir essa bagunça.

O Goldman decidiu realizar uma reorganização e separar os ativos de dois de seus fundos, Josephina I e Josephina II. É por meio deles que o bancão norte-americano detém a participação na Oncoclínicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a reorganização, cada um dos fundos incorporou uma parcela cindida do patrimônio do outro. Assim, eles passam a deter, em conjunto, em torno de 135,2 milhões de ações ONCO3. Elas equivalem a 20,76% do capital social da empresa.

Além disso, um terceiro nome, o Fundo Centaurus, entrou na jogada. Com a operação, o veículo de investimento detido indiretamente pela gestora Centaurus Capital incorporará uma fatia do Josephina II, passando a deter 16% da Oncoclínicas.

Confira aqui os detalhes da operação e como as participações ficarão após a conclusão da reorganização:

Fundo cindidoFundo incorporadorQuantidade de ações cindidasAções ONCO3 detidas após conclusão% do capital social da Oncoclínicas após conclusão
Josephina IJosephina II191.378 ações102.914.808 papéis 15,79%
Josephina IIJosephina I101.550.456 ações32.384.735  papéis4,97%
Josephina IIFundo Centaurus104.583.970 ações104.583.970 papéis16,05%
Fonte: Site de RI da Oncoclínicas.

Segundo o comunicado enviado à CVM, a alteração na posição acionária do fundo Centaurus teve como único objetivo a “segregação dos interesses econômicos dos então investidores indiretos do Josephina I, do Josephina II para melhor organização”.

O fundo afirma que não pretende alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Oncoclínicas e nem celebrou qualquer contrato ou acordo que regule o exercício de direito de voto ou a compra e venda de ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vem venda por aí, Goldman Sachs?

Há algum tempo, o mercado especula sobre o que o Goldman Sachs vai fazer com a fatia que detém na Oncoclínicas — e, na avaliação de um gestor de ações, a reestruturação da participação pode indicar uma inclinação maior para uma venda das participações.

Com as participações reorganizadas, agora a porta estaria “um pouco mais aberta” para que o Goldman Sachs (e a Centaurus, se assim desejasse) comece a se movimentar para se desfazer destas fatias.

Afinal, não é comum que os grandes bancos e fundos de investimentos privados mantenham posições relevantes como essa por tanto tempo.

O Goldman começou a construir posição na Oncoclínicas em 2015, quando ela ainda tinha capital fechado. Segundo a Bloomberg, o banco investiu mais de R$ 1,7 bilhão para consolidar o controle da empresa antes do IPO, se tornando o maior acionista individual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em agosto de 2021, com a oferta inicial de ações da Oncoclínicas na B3, a instituição financeira aproveitou para embolsar parte do dinheiro pela sua fatia, já que o IPO contou também com distribuição secundária (quando os sócios — neste caso, os fundos Josephina I e II — vendem um pedaço da companhia).

De lá para cá, a Oncoclínicas passou por dois aumentos de capital, em 2023 e 2024, em busca de redução no nível de alavancagem. Na segunda oferta secundária de ações (follow-on), o Goldman cedeu seu direito de preferência ao Banco Master, resultando em uma diluição da participação para 36,81%.

“Quando a empresa diz que está atingindo os dez anos de investimento, ela está dando o recado de que está na hora de vender. Não é normal para um private equity ficar tanto tempo no negócio”, disse um gestor.

De acordo com comunicado do Santander para clientes, a Centaurus “tem por estatuto somente co-investir junto com outro fundo durante um prazo máximo de 10 anos”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Esse prazo deve vencer agora, então eles fizeram essa reorganização societária para separar as participações de GS e Centaurus”, afirmou o banco.

Segundo um gestor, outro ponto poderia ter acelerado o processo de decisão do banco para eventualmente zerar a posição na Oncoclínicas: a entrada de um novo sócio na empresa, o Banco Master — que recentemente atraiu os holofotes do mercado por polêmicas noticiadas em uma reportagem da revista Piauí.

O que a saída do Goldman representaria para a Oncoclínicas (ONCO3) na bolsa

O maior potencial impacto de uma eventual saída do Goldman Sachs ou da Centaurus do quadro de acionistas da Oncoclínicas seria o incremento de uma forte pressão vendedora sobre as ações ONCO3 — que já se encontram fortemente depreciadas na bolsa brasileira.

Entre picos e vales, os papéis amargaram perdas da ordem de 75% desde a estreia na bolsa. O abismo se aprofundou ao longo deste ano, com uma desvalorização acumulada de 65% desde janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A participação dos fundos do banco, Josephina I e II, é avaliada em aproximadamente R$ 607,49 milhões, considerando as cotações do último fechamento, enquanto a fatia da Centaurus chega a R$ 469,58 milhões. Juntas, essas posições superam a marca de R$ 1,07 bilhão em valor.

A saída dessas posições resultaria em uma onda vendedora tão intensa que o mercado não teria nem mesmo a capacidade de absorver o choque negociando no mercado essas ações, segundo fontes da bolsa.

Há como tentar mitigar esse risco, com uma saída gradual da posição, vendendo parcelas das participações em blocos de leilões na B3. Porém, nesse caso, seria necessário oferecer um desconto muito robusto — para uma ação já fortemente depreciada — para conseguir demanda por esses papéis.

Mas na avaliação de um gestor, mesmo com uma estratégia de saída via mercado, a Oncoclínicas sofreria na bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Essas posições valem hoje mais de R$ 1 bilhão. A partir do momento em que o Goldman anuncie a venda de um pedaço dessa participação, todo mundo deve acompanhar, porque o mercado pode achar que ele vai vender tudo. É uma situação muito difícil para a empresa”, disse.

Procurado, o Goldman Sachs não quis fazer comentários além do comunicado encaminhado à CVM.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DIVIDENDOS EM RISCO

BB Seguridade (BBSE3) na berlinda: Safra corta preço-alvo em R$ 8 e acende alerta sobre dividendos

8 de janeiro de 2026 - 19:48

Performance tímida da companhia em 2025 e a deterioração dos prêmios no agronegócio levaram o Safra a rever projeções; analistas enxergam crescimento zero nos próximos anos e recomendam venda da ação

BATALHA POR ESPAÇO

Amazon mostra o seu poder fogo na guerra do e-commerce; Mercado Livre (MELI34) e Shopee podem sentir efeitos, diz BTG

8 de janeiro de 2026 - 17:45

Com isenção de comissões e subsídios agressivos ao FBA, a gigante americana investe pesado para atrair vendedores, ganhar escala logística e enfrentar Mercado Livre e Shopee no coração do marketplace

FORA DA PRATELEIRA

Anvisa determina recolhimento de molho de tomate importado e suplementos por risco à saúde; veja se os produtos estão na sua casa

8 de janeiro de 2026 - 16:51

Agência suspendeu um lote de passata italiana após detectar fragmentos de vidro e proibiu suplementos com ingredientes irregulares e publicidade fora das normas

SINAL DE ALERTA

Espaçolaser (ESPA3) entra na mira da B3: empresa recebe enquadro para escapar do rótulo de penny stock; descubra os detalhes

8 de janeiro de 2026 - 16:25

Após registrar fechamentos abaixo de R$ 1, a Espaçolaser foi enquadrada pela B3 e corre risco de ser classificada como penny stock; companhia terá prazo para reverter a situação e evitar sanções como a exclusão de índices

MORTAS VIVAS

Quase sem vida, mas ainda de pé: o que são empresas zumbis e por que o Brasil lidera esse ranking entre os emergentes

8 de janeiro de 2026 - 15:16

Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas

QUEDA LIVRE

Apertem os cintos: Azul (AZUL54) despenca quase 86% em dois dias com diluição das ações

8 de janeiro de 2026 - 14:12

O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.

ESTRATÉGIA REDESENHADA

Sabesp (SBSP3) entra em modo expansão em 2026 — e a Copasa pode ser o próximo passo. O que diz o CFO?

8 de janeiro de 2026 - 13:42

Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições

EM BUSCA DA EFICIÊNCIA

GPA (PCAR3) contrata consultoria dos EUA para auxiliar na redução de custos e ações sobem; confira os planos da companhia

8 de janeiro de 2026 - 12:11

A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro

VAI FUNCIONAR?

Inteligência Artificial passa a prescrever remédios nos Estados Unidos. Vai dar certo?

8 de janeiro de 2026 - 9:02

Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas

HORA DA COLHEITA

Além da JBS (JBSS32): descubra as ações do agro que podem brilhar em 2026, segundo o BofA

7 de janeiro de 2026 - 17:47

Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores

ENTRE RUÍDOS

A quem cabe reverter (ou não) a liquidação do Banco Master? Saiba quem manda no destino da instituição agora

7 de janeiro de 2026 - 16:24

Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão

O QUE COMPRAR?

Ânima (ANIM3), Cogna (COGN3), Yduqs (YDUQ3) e outras: quem ganhou 10 na ‘prova surpresa’ do JP Morgan?

7 de janeiro de 2026 - 16:00

Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa

HORA DE COMPRAR

Ozempic não é tudo: BofA aponta outros motores de alta para a Hypera (HYPE3) e projeta ganho de 37% para a ação

7 de janeiro de 2026 - 15:31

Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa

CASO DE POLÍCIA

Ex-CEO da Hurb volta a se enrolar na Justiça após ser detido no Ceará com documento falso; entenda a situação

7 de janeiro de 2026 - 15:01

João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto

SEM PREOCUPAÇÕES?

Elon Musk descarta pressão sobre a Tesla com a nova IA para carros da Nvidia — mas o mercado parece discordar

7 de janeiro de 2026 - 13:33

O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano

PATINHO FEIO

Não é o ferro: preço de minério esquecido dispara e pode impulsionar a ação da Vale (VALE3)

7 de janeiro de 2026 - 12:31

O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale

FIQUE ATENTO

MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio

7 de janeiro de 2026 - 11:00

Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos

REESTRUTURAÇÃO

Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital

7 de janeiro de 2026 - 10:15

Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026

6 de janeiro de 2026 - 19:12

Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano

HORA DE COMPRAR?

O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil

6 de janeiro de 2026 - 18:10

Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar