O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A companhia ainda mira a escalada do mercado de fibra para impulsionar seus resultados financeiros nos próximos quatro anos
A Oi (OIBR3) deu mais um passo em direção à saída do “Serasa” da bolsa brasileira. A operadora anunciou nesta terça-feira (06) a nova versão do plano de recuperação judicial — na segunda reestruturação de dívidas da história da companhia.
A companhia, que outrora chegou a ser uma das maiores companhias da B3, agora aposta na aprovação do novo plano de recuperação para deixar a maré vermelha para trás — e mira a escalada do mercado de fibra como um dos principais impulsionadores de seus resultados financeiros no futuro.
Mas vamos por partes, a começar pela recuperação judicial. Com o novo modelo proposto, a empresa pretende equalizar o passivo financeiro — isto é, suas obrigações e dívidas — e reestruturar os créditos, mas em um modelo que se adeque à capacidade de pagamento das empresas, com novos prazos, encargos e formas de pagamento.
Vale lembrar que a recuperação inclui as subsidiárias sob o guarda-chuva do Grupo Oi, como Portugal Telecom International Finance B.V e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A. O processo atualmente corre na 7ª vara empresarial da comarca da capital do Estado do Rio de Janeiro.
Além da negociação com os credores, a companhia ainda projeta a adoção de medidas para levantar novos recursos — que ainda deverão ser negociadas nos instrumentos de dívida a serem firmados durante a reestruturação do Grupo Oi.
A empresa prevê um novo financiamento através da captação de uma dívida “extraconcursal” — resultado de obrigações contraídas depois da recuperação judicial — de até US$ 650 milhões (equivalente a R$ 3,23 bilhões, nas cotações atuais).
Leia Também
Segundo o novo plano, esse dinheiro novo terá vencimento em junho de 2027. Já os juros estão previstos em 10% em dinheiro ou 7,5% em dinheiro + 6,0% PIK (dinheiro em espécie, na tradução literal).
Entre as medidas para captar dinheiro, a Oi (OIBR3) ainda cita eventuais aumentos de capital e a contratação de novas linhas de crédito, financiamentos ou outras formas de captação como forma de redução da dívida total da companhia e refinanciamento.
A companhia ainda avalia a venda de bens das recuperandas, incluindo a realização de processos competitivos para a ClientCo — unidade de negócios com os clientes de banda larga — e a participação da V.tal, operadora de fibra óptica que se tornou praticamente o único ativo da Oi.
Segundo o Broadcast, do Estadão, a Oi pretende levantar mais de R$ 15 bilhões por meio da venda de ativos. No caso da ClientCo, a empresa prevê propostas para aquisição de 100% das ações pelo preço mínimo de R$ 7,3 bilhões. Já para a V.tal, o plano atual prevê a compra de 100% dos papéis no preço mínimo de R$ 8 bilhões.
A Oi também espera a reestruturação dos créditos de fornecedores “Take or Pay”, com destaque para as empresas de Torres e Satélites, em busca de um acordo de suporte ao plano de recuperação judicial.
Vale destacar que a primeira versão do plano de recuperação judicial da Oi (OIBR3) foi apresentada em maio de 2023.
Relembrando, a companhia entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, em um processo que se arrastou por seis anos — até dezembro de 2022, quando a reestruturação foi formalmente encerrada.
Um mês e meio depois, porém, a Oi apresentou o pedido de tutela cautelar para proteger-se dos credores.
No início de março do ano passado, a operadora oficializou o pedido de segunda recuperação judicial — com uma dívida de pelo menos R$ 44,3 bilhões.
Segundo a empresa, a nova versão do plano de recuperação judicial foi apresentada em meio a extensas negociações entre a companhia e seus principais credores e stakeholders.
O plano reestruturado foi aprovado pelo conselho de administração da operadora, mas ainda deve receber a aprovação dos credores.
Em documento enviado à CVM, a Oi afirmou continuar em “intensas negociações” com os credores em relação aos termos e condições específicas de um potencial acordo vinculante de suporte à nova versão do plano de recuperação judicial.
A empresa busca a aprovação do novo plano em Assembleia Geral de Credores, que ainda deverá ser convocada pelo Juízo da Recuperação Judicial.
A companhia já fechou acordos de confidencialidade com:
De acordo com a Oi, o objetivo do novo plano é a “reestruturação das dívidas das recuperandas, a superação da atual situação econômico-financeira do Grupo Oi, a sustentabilidade da companhia no longo prazo e a continuidade de suas atividades”.
Além do plano de recuperação judicial, a Oi (OIBR3) ainda anunciou uma atualização de sua visão de longo prazo para os números financeiros e operacionais da companhia.
Segundo a empresa, a visão mais otimista é resultado da evolução no cenário macroeconômico e, especialmente, das perspectivas do mercado de fibra.
A companhia afirma que a demanda mais lenta e cenário competitivo mais difícil nos últimos anos — com um nível elevado de custo de capital e endividamento das famílias — levaram a Oi a ajustar sua estratégia comercial em fibra, que passou a focar em qualidade.
Agora, a Oi projeta que sua unidade de fibra atinja uma escala significativa nos próximos quatro anos, melhorando margens e gerando fluxo de caixa positivo.
Com isso, a expectativa é que a Oi Fibra saia do patamar de 4,02 milhões de casas conectadas em 2023 para 5,6 milhões em 2028, levando a uma receita de R$ 6,4 bilhões no ano.
No caso da Nova Oi, a companhia projeta que as receitas cheguem a R$ 9,3 bilhões em 2028 após a eliminação gradual de receitas do “legado”, alavancada pelo crescimento de Fibra e desempenho Oi Soluções.
Já para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a previsão é que o indicador salte de um prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2023 para um saldo positivo de R$ 1,1 bilhão em 2028 — também impulsionado pela maior escala do negócio de Fibra e pela redução de custos em todas as unidades de negócios.
Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa
Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida
A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números
O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã
O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses
Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG
A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano
Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados
Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre
Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”
Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação
A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança
Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado
Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3