Oi (OIBR3) segue rumo à reestruturação e fecha venda de torres e imóveis para IHS Brasil
Operação envolve a transferência de 100% das ações de emissão da SPE Imóveis e Torres Selecionados para a IHS

A Oi (OIBR3) fechou contrato com IHS Brasil para venda de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) que reúne imóveis e torres. A operadora de telefonia está em recuperação judicial e a companhia informou ao mercado a transação na noite de sexta-feira (27)
De acordo com a companhia, trata-se de um contrato de Cessão de Infraestruturas (Credor Take or Pay sem Garantia - Opção I) para venda e transferência de uma unidade produtiva isolada (UPI), composta por 100% das ações de emissão da SPE Imóveis e Torres Selecionados. O valor da transação não foi divulgado.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que a conclusão da operação, com a efetiva transferência de 100% das ações de emissão da SPE Imóveis e Torres Selecionados para a IHS Brasil, está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes previstas no contrato.
O pagamento será feito com parte dos Créditos do Credor Take or Pay sem Garantia - Opção I, detidos pela IHS contra a companhia, conforme disposto no Plano de Recuperação Judicial da Oi.
Vale lembrar que a Oi tem vendido diversos outros ativos, como parte de seu plano de reestruturação. Entre eless, a alienação da unidade produtiva isolada (UPI) à credora SBA Torres Brasil por R$ 40 milhões e torres de telecomunicações e ativos imobiliários repassadas à American Tower Brazil por R$ 41 milhões.
Além disso, a companhia vendeu sua carteira de clientes de internet via fibra óptica para a companhia de internet V.tal, controlada pelo BTG Pactual, por R$ 5,683 bilhões.
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Proposta para venda de TV por assinatura
Também neste mês, Oi recebeu uma proposta vinculante da empresa Mileto Tecnologia para a aquisição de ativos relacionados à operação de TV por assinatura.
A proposta inclui a compra de ativos da base de assinantes de TV, equipamentos e outros direitos e obrigações da operação de TV por assinatura da companhia.
A transação será feita por meio de uma unidade produtiva isolada (UPI), composta por 100% das ações de uma empresa criada especificamente para reunir esses ativos.
A Oi e a Mileto assinaram um Memorando de Entendimentos para formalizar as negociações, que seguirão um processo competitivo, de acordo com a operadora.
Segundo comunicado ao mercado, a Mileto terá exclusividade para negociar os termos da transação e dos documentos relacionados com a tele.
A recuperação judicial da Oi (OIBR3)
O plano de recuperação judicial da Oi foi aprovado em assembleia geral de credores realizada em 19 de abril de 2024 e homologado pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro em 28 de maio.
A reestruturação envolve também as subsidiárias Portugal Telecom International Finance BV e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A. A dívida soma R$ 44,3 bilhões.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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