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Tratava-se da última etapa para que a transação fosse concluída. A autorização da Anatel chega poucas semanas após o Cade também aprovar, sem restrições, a operação
A Oi (OIBR3) deu mais um passo em direção ao fim da recuperação judicial. A operadora de telefonia conseguiu enfim o último sinal verde que precisava para oficialmente transferir o controle da unidade de banda larga ClientCo.
A companhia recebeu o aval da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para vender a empresa de banda larga para a companhia de internet V.tal.
Tratava-se da última etapa para que a transação fosse concluída.
A autorização chega poucas semanas após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) também aprovar, sem restrições, a operação.
De acordo com o comunicado enviado à CVM, a empresa continuará com a implementação da transação prevista na proposta aprovada pelos credores, “incluindo a negociação de boa-fé e celebração do contrato”.
“O desfecho dessa etapa é um pilar fundamental na busca pela viabilidade operacional da companhia, com vistas à superação de sua atual situação econômico-financeira e à continuidade de suas atividades”, disse a Oi, em nota.
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A venda da ClientCo foi aprovada pelos credores da Oi (OIBR3) no início de outubro, após duas rodadas de leilão.
Considerada uma etapa crucial da reestruturação de dívidas, os credores tinham dez dias corridos, contados a partir do leilão realizado no fim de setembro, para aprovar — ou rejeitar — a proposta feita pela V.tal.
Única oferta do dia, a V.tal propôs abocanhar a divisão de banda larga da Oi por R$ 5,683 bilhões na audiência realizada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
A proposta apresentada pela operadora de rede neutra não envolve o pagamento de dinheiro vivo. A “moeda” envolve a troca de ações, perdão e dívida de compromissos da operadora.
A V.tal pretende emitir R$ 4,99 bilhões em ações pela ClientCo. A oferta inclui ainda R$ 375 milhões a partir de créditos extraconcursais detidos pela V.tal contra a Oi; e R$ 308 milhões em debêntures.
Além da operação de fibra, a Oi também deu o passo final para desligar as operações de telefonia fixa — que fazem pressão sobre as finanças já apertadas da tele, que enfrenta o segundo processo de recuperação judicial e hoje vale pouco mais de R$ 445 milhões na B3.
Recentemente, a operadora de telefonia móvel também anunciou uma mudança no alto escalão.
A Oi (OIBR3) confirmou o nome de Marcelo José Milliet, ex-presidente da Paranapanema (PMAM3), como novo diretor presidente e de relações com investidores.
Já o executivo Rodrigo Caldas de Toledo Aguiar ocupará a função de diretor de Finanças e Fábio Wagner será o diretor jurídico.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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