Ação da Nvidia está cara depois de subir 300% em 2023? Não para o BofA — que elevou o preço alvo da “mãe” das IAs
Para o Bank of America (BofA) a resposta é: ainda não. O banco norte-americano elevou o preço-alvo da Nvidia de US$ 915 para US$ 1.100

Muitos analistas acompanham a Nvidia (BDR: NVDC34 / Nasdaq: NVDA) desde a explosão de novos usos para a inteligência artificial (IA).
A empresa de chips, softwares e semicondutores ganhou destaque por ser uma das mais bem posicionadas nesse segmento, que se tornou sua principal fonte de renda nos últimos semestres, de acordo com os mais recentes balanços.
Mas uma coisa costuma fazer os analistas ficarem “cautelosamente otimistas” com a Nvidia: o preço das ações. Os papéis começaram 2023 custando cerca de US$ 195 e encerraram aquele mesmo ano na casa dos US$ 615, o que representa uma valorização da ordem de 320%.
E isso levantou um questionamento geral no mercado: estariam as ações da Nvidia muito caras? Mais do que isso: o investidor que entrar agora pode ser pego no pé contrário de uma correção nos preços?
Para o Bank of America (BofA) a resposta é: ainda não.
Em relatório publicado nesta quarta-feira (13), o banco norte-americano elevou o preço-alvo da Nvidia de US$ 915 para US$ 1.100, o que representa uma alta de quase 20% em relação às cotações de fechamento da última terça-feira (12).
Leia Também
- LEIA TAMBÉM: Casa de análise libera carteira gratuita de ações americanas pra você buscar lucros dolarizados em 2024. Clique aqui e acesse.
Ainda há espaço para Nvidia — mas por quê
O BofA está de olho na próxima GPU Technology Conference (GTC), evento promovido pela Nvidia no qual a empresa deve mostrar “uma série de indicadores positivos", diz o banco.
Entre eles, é esperado que a empresa demonstre concretamente um aumento no uso de IA em uma série de serviços e clientes finais da Nvidia.
Há uma expectativa envolvendo a nova arquitetura computacional impulsionada pela IA que pode movimentar um segmento de US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões, o que deve favorecer a Nvidia, que também atua nesse ramo.
Com isso, a Nvidia poderia estar no centro de um novo mercado, que pode gerar de US$ 250 bilhões até US$ 500 bilhões nos próximos três a cinco anos.
A empresa de chips também deve anunciar a monetização de serviços de softwares, além de expandir sua atuação para outras empresas e regiões do globo, segundo o relatório.
No entanto…
Apesar do otimismo com a inteligência artificial, existem uma série de eventos que podem afetar o protagonismo da Nvidia.
Entre eles, o BofA questiona se as instalações elétricas estão preparadas para uma demanda intensiva de projetos de IA generativa, tendo em vista que sistemas famosos da Nvidia — como o DGX H100, lançado recentemente — consomem altas quantidades de energia.
A concorrência também não ficou parada após a Nvidia tomar protagonismo no setor.
Outras empresas como a Advanced Micro Devices (AMD) e a Alphabet (dona do Google) entraram no ramo de desenvolvimento de chips de IA específicos, visando atingir setores nos quais a principal concorrente ainda não conseguiu penetrar.
- VEJA TAMBÉM: A hora da Nvidia acabou?
Tensões internacionais devem pressionar Nvidia
Por fim, o banco ainda irá avaliar os impactos no modelo de negócios da companhia em meio a problemas dos Estados Unidos com a China no ramo de IA. Os países estão em uma batalha comercial declarada, sem perspectiva de acordo.
Isso porque a IA é crítica para criar ferramentas e auxiliar em aplicações como segurança cibernética, pesquisa acadêmica, iniciativas climáticas etc — mas o embate entre as potências se dá no ramo do seu uso militar e roubo de dados.
Quem sai perdendo são as empresas do setor — não apenas a queridinha do setor, mas a TSMC, a Intel, entre outras fabricantes de chips e semicondutores.
Outros mercados da Nvidia
Apesar de gigantes como China e EUA estarem em pé de guerra sobre o uso de IA, a Nvidia tem parceiros poderosos em todo mundo.
Os principais projetos que utilizam produtos da Nvidia hoje incluem
- França: com supercomputação Scalway, usando GPUs H100 e soluções de rede da Nvidia;
- Suíça: com o Swisscom Group construindo o primeiro supercomputador DGX da vizinha Itália;
- Índia: com o Tata Group construindo sistema de IA G2400;
- Japão: com a colaboração entre o Softbank e a Nvidia;
- Cingapura: com o National Super Computer Center construindo sistemas H100.
O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA
Vale (VALE3) pode abraçar os panda bonds? Veja o que o CFO disse sobre a emissão de títulos na China
10 de setembro de 2026 - 10:52EMPRESAS DE TELEFONIA