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O banco registrou um lucro líquido de US$ 487,3 milhões, que representa uma alta de 116% na comparação com o segundo trimestre do ano passado
Depois dos principais bancos brasileiros dominarem a temporada de balanços da B3 na semana passada, chegou a vez de uma instituição financeira com origem nacional, mas com ações listadas nos Estados Unidos, publicar os resultados do segundo trimestre: o Nubank (ROXO34).
Vale relembrar que o banco digital já celebrou uma conquista mais cedo: os papéis NU, negociadas na NYSE, foram oficialmente incluídos no Morgan Stanley Capital International (MSCI) Brazil – índice de referência do maior ETF de ações brasileiras em Nova York, o EWZ
Agora, o Nubank espera agradar analistas e investidores com um lucro líquido de US$ 487,3 milhões. O resultado representa uma alta de 116% na comparação com o segundo trimestre do ano passado e superou as projeções, que iam de US$ 416 milhões a US$ 449 milhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado de 28% também ficou acima das as expectativas do mercado, que esperava que o banco entregasse um ROE da ordem de 23%.
O resultado supera ainda a rentabilidade do Itaú no segundo trimestre. O maior banco privado do país entregou um ROE de 22,4% no período.
Além do lucro e da rentabilidade, outra grande preocupação do mercado quando se trata de um banco é a qualidade dos ativos. E a expectativa para o Nubank era de deterioração dos indicadores nesse sentido.
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O Santander, por exemplo, esperava uma inadimplência de 6,5% e um aumento de 17% nas provisões contra calotes.
O balanço de hoje mostrou que os temores eram justificados, ao menos em parte: a inadimplência acima de 90 dias dos clientes do Nubank foi de 7% no segundo trimestre. Por outro lado, a inadimplência de 30 dias caiu para 4,5%
Já as despesas com provisões contra calotes foram de US$ 759,8 milhões, ante US$ 590 milhões no 2T23. De acordo com o banco, o crescimento ocorre de forma similar a outros trimestres e acompanha o crescimento do portfólio, "uma vez que o Nu provisiona as perdas esperadas no momento da originação do crédito".
Por falar em crédito, o saldo do portfólio total do Nubank, que inclui o cartão de crédito e empréstimos, subiu 27,7%, para US$ 18,9 bilhões. O avanço dos depósitos foi de 40%, para US$ 25,5 bilhões.
A maior alta percentual foi registrada no portfólio sujeito a ganho de juros, que subiu 56% e alcançou os US$ 9,8 bilhões.
O número de clientes ao final do trimestre foi de 104,5 milhões, um crescimento de 25% na comparação com junho do ano passado e que corresponde a 56% da população adulta no Brasil.
Vale relembrar que o Nubank ultrassou a marca dos 100 milhões em maio. Na ocasião o CEO do banco digital, David Vélez, afirmou que esse é só o começo da trajetório do banco: “Cem milhões é pouco, é apenas 1,25% da população global.”
A métrica que considera as NuContas ativas avançou 30% na base anual, para 77,5 milhões. Já o número de clientes ativos com cartão de crédito cresceu 13%, para 41,8 milhões.
Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos
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