Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

Minerva (BEEF3): Ação cai forte na B3 após rebaixamento por bancão e desvalorização chega a 20% em 2024. É hora de vender os papéis?

Para o BTG Pactual, o rebaixamento da recomendação para “neutro” veio “obviamente atrasado”, já que os riscos do frigorífico aumentaram após o negócio com a Marfrig

Camille Lima
Camille Lima
6 de maio de 2024
15:03 - atualizado às 19:55
Celular com a marca Minerva Foods (BEEF3) na tela e também ao fundo
Celular com a marca Minerva Foods (BEEF3) - Imagem: Shutterstock

A quebra de confiança comumente é metaforizada como um vaso quebrado: uma vez ruído, é praticamente impossível colar todos os pedaços de volta. É possível tentar reconstruí-la, com esforço, desde que quem teve as expectativas frustradas aceite o risco de uma nova tentativa — e é justamente esse o desafio que a Minerva (BEEF3) enfrenta hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG Pactual rebaixou a recomendação das ações BEEF3 de “compra” para “neutro”. Os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 8 para os papéis para os próximos 12 meses, implicando em um potencial de valorização de 20% em relação ao último fechamento.

Segundo o banco, o rebaixamento do frigorífico ainda veio “obviamente atrasado”, e é resultado de uma tese frustrada dos investidores em relação ao que a Minerva poderia ser — e do que realmente foi.

As ações da empresa de proteínas rondam as mínimas intradiárias desde a abertura do pregão desta segunda-feira (6). Por volta das 14h05, os papéis BEEF3 caíam 4,17% na bolsa brasileira, a R$ 5,98. No ano, a desvalorização chega a 20%. As ações encerram o dia com queda de 3,85%, a R$ 6,00.

Confira a cobertura de mercados em tempo real do Seu Dinheiro aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Minerva (BEEF3): Tudo para brilhar…

Na avaliação do BTG Pactual, os anos de 2023 e 2024 tinham tudo para ter sido momentos de ouro para a Minerva (BEEF3).

Leia Também

Isso porque a empresa encontrava-se em meio a um ciclo favorável de commodities, com ampla oferta de gado e abertura de novos mercados de exportação para o Brasil, preços da carne bovina apoiados pelo aumento do preço das aves e pela queda na oferta da proteína bovina pelos EUA, o maior produtor mundial.

“Poderia ser a coroação de anos de esforços para racionalizar o balanço e diversificar o fluxo de receitas, para continuar a pagar dividendos e para permitir que a equity story [narrativa de valor, em tradução livre], que durante demasiado tempo funcionou a favor do pagamento dos juros da dívida, brilhasse”, escreveram os analistas, em relatório.

Desilusão com Minerva (BEEF3)?

Mas a história ansiada pelos investidores foi frustrada. Em vez de continuar com o processo até então bem sucedido de desalavancagem, a companhia de proteínas decidiu se endividar ainda mais, com o pagamento de R$ 7,5 bilhões para abocanhar 16 fábricas de carne bovina da rival Marfrig (MRFG3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Minerva passou de uma história clara de desalavancagem para uma história de alavancagem, exatamente quando alguns ventos favoráveis em termos de custos estão prestes a se inverter entre o fim de 2024 e o início de 2025”, avalia o banco.

Para os analistas, o negócio já não parecia uma boa ideia de investimento desde o início, devido ao “alto preço e ao risco de execução não negligenciável”.

Porém, concederia um valor estratégico atraente se a Minerva se tornasse uma verdadeira líder global no comércio de carne bovina.

Entretanto, o adiamento da aprovação do negócio trouxe novos problemas. Além da cifra bilionária anunciada na aquisição, o valor seria ainda maior por conta da incidência de juros a partir de março deste ano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As reações iniciais dos órgãos antitruste do Brasil e do Uruguai sugerem que a aprovação pode vir acompanhada de soluções que poderiam tornar o acordo economicamente menos atraente”, destacou o BTG.

Na visão do BTG Pactual, mesmo que as premissas da Minerva sobre a geração de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e as necessidades de capital de giro estejam corretas, o endividamento da empresa ficará acima do estimado.

Na conta dos analistas, a alavancagem poderá atingir um múltiplo “muito menos confortável” de 3,6 vezes a relação dívida líquida sobre o Ebitda de 2024 após a aquisição dos ativos da Marfrig na América do Sul, bem acima do múltiplo esperado antes do anúncio do negócio, inferior a 2,5 vezes.

Atualmente, o banco prevê que os ativos contribuirão com um Ebitda de R$ 1,1 bilhão. Já a expectativa para o endividamento líquido da Minerva após o acordo é de R$ 15,3 bilhões para o final deste ano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo está perdido?

Segundo o BTG Pactual, a Minerva possui um valor de firma (EV) composto por apenas 20% de capital próprio e 80% de dívida.

Por isso, o mercado deve esperar uma volatilidade muito intensa nos preços das ações da Minerva, que deve ser ampliada pela estrutura de capital após a aquisição dos ativos da Marfrig, na visão dos analistas.

“Ousaríamos até dizer que vemos as chances de sucesso da Minerva como maiores do que o contrário. Se for esse o caso, o preço das ações provavelmente disparará”, projetam os analistas.

O banco atualmente vê a Minerva sendo negociada a um múltiplo de 3,7 vezes a relação valor de firma sobre o Ebitda (EV/Ebitda). Já depois da compra das fábricas da Marfrig, o múltiplo sobe para 5 vezes, nas contas do BTG.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, para os analistas, a tese de investimento depende inteiramente da capacidade da Minerva de desalavancagem e de reiniciar o processo de transferência de valor da dívida para o capital.

Para incluir as ações BEEF3 na carteira, o BTG Pactual acredita que a convicção na tese de investimentos precisa ser muito maior, já que os riscos existentes são consideráveis.

“Dados os riscos financeiros e operacionais associados à integração desses ativos, mesmo tendo em conta o bom historial de execução da Minerva, tememos que os investidores não estejam dispostos a pagar muito mais até que haja clareza sobre o rumo que as coisas estão a tomar.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

BTG Pactual (BPAC11) entrega resultado “difícil de criticar”, mas ações caem na B3. O que explica a queda?

11 de maio de 2026 - 14:26

Lucro acima do esperado não impede queda das units do banco neste pregão; confira o que dizem os analistas sobre o resultado

PROVENTOS EM ALTA VOLTAGEM

CPFL Energia (CPFE3) detalha pagamento de R$ 1,3 bilhão em dividendos; veja quem tem direito

11 de maio de 2026 - 14:21

Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026

A META FICOU MAIS DIFÍCIL

Banco Inter reage à queda das ações na bolsa com nova aposta: a “Regra dos 50” para crescer — e lucrar mais — até 2029

11 de maio de 2026 - 12:16

Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes

OPERAÇÃO ÍCARO

Fast Shop bate recorde: empresa leva multa de R$ 1 bilhão por fraude em imposto e propina paga a auditor

11 de maio de 2026 - 11:28

Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma

BALANÇO

Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?

11 de maio de 2026 - 9:12

Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com lucro recorde e ROE de 26,6% no 1T26. O que está por trás de mais um balanço forte?

11 de maio de 2026 - 7:33

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

11 de maio de 2026 - 6:02

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

TROCAS DE PESO

Dança das cadeiras na bolsa: semana tem troca de CEOs em série e agita empresas da B3

9 de maio de 2026 - 16:58

A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)

VELHO CONHECIDO

Santander (SANB11) bate o martelo: conselho aprova por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO

8 de maio de 2026 - 20:05

Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil

CHEGOU A HORA DE VENDER?

O que a pior semana da Petrobras (PETR4) em mais de dois anos diz sobre as ações como investimento

8 de maio de 2026 - 19:45

Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana

HORA DE COMPRAR?

Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

8 de maio de 2026 - 19:19

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

SD ENTREVISTA

“Foi bom, mas poderia ter sido melhor”: o recado do diretor do BR Partners (BRBI11) sobre o 1T26; ações caem na B3

8 de maio de 2026 - 16:01

Com receita mais diversificada e aposta em Wealth, banco tenta reduzir volatilidade enquanto espera queda dos juros, afirma Vinicius Carmona ao Seu Dinheiro

TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia